Estudos Bíblicos diversos

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O telefone tocou. Depois de atender e conversar por alguns segundos pude perceber que a pessoa do outro lado da linha estava desanimada, desiludida e desesperada. Uma voz trêmula pronunciou as seguintes palavras: Jaime, não agüento mais! Vou me separar. Com dois filhos e um casamento de dez anos, meu interlocutor estava "pendurando as chuteiras".


Mais uma vez a história se repetia. E cada vez com maior incidência. Tentamos por alguns meses salvar aquele casamento. Com tristeza, porém, esse foi um caso devido a constante infidelidade e a um não arrependimento, não houve possibilidade de restauração.


O que você diria e faria, se estivesse em meu lugar e tivesse casos como esse em suas mãos?


Confesso que há momentos em que, olhando para a situação, só tenho uma atitude: "Senhor, tem misericórdia!". Cada caso é um caso e há situações tão "embaralhadas" que somente o Espírito Santo pode nos dirigir e orientar. Após, algum tempo de aconselhamento, não chegávamos a lugar nenhum. Somente um dos cônjuges lutava para salvar o casamento enquanto o outro se afastava cada vez mais. A situação tornou-se então insustentável!


Buscando ao Senhor em oração, pude passar àquela pessoa algumas orientações de ordem prática, porém, a separação foi inevitável. Situações como essas, também produzem desgaste, tristeza e frustração ao conselheiro.


Você, querido leitor, poderia ser a pessoa do outro lado da linha! Gostaria então, daqui para frente, de dirigir-me a você que está percorrendo o árduo caminho da separação.


A experiência do divórcio é encarada diferentemente por cada pessoa, dependendo da idade, crise de identidade, capacidade de lidar com o assunto, relacionamento com o Senhor, etc... É quase impossível alguém estar preparado para uma situação dessas. Relacionamentos e sentimentos mudam inesperadamente e a vida torna-se mais "enrolada" devido a complicações legais, traumas emocionais, reviravoltas econômicas, luta por uma nova identidade e auto-estima. Muitas vezes, recebe-se diferentes e confusas influências de filhos, familiares e amigos.

Se você está atravessando esse difícil momento, há de concordar comigo. Caso você esteja começando a pensar em divorciar-se, ore e avalie cuidadosamente o alto preço a pagar e as implicações de tal medida. Você e seu cônjuge poderiam canalizar toda essa energia na restauração de seu casamento. Esse é o desejo de Deus. Mas a decisão cabe a vocês!

 

Embora não se chegue a morrer devido a um divórcio, é bem provável que o recém-divorciado passe a questionar a validade de continuar vivendo.


Apesar do desânimo natural da situação, é necessário continuar. Tendo em vista preparar o caminho a seguir, gostaria de chamar a atenção para algumas áreas que possivelmente passarão por dolorosas mudanças:

  1. Relacionamento com a família

É possível que seus pais e/ou filhos, não compreendam nem aceitem seu divórcio. Eles, como você, estão trabalhando com a própria perda do relacionamento. Haverá momentos em que experimentarão os mesmos sentimentos: tristeza, raiva, desencorajamento, culpa, etc. Sendo este último, normalmente relacionado a um exagerado envolvimento e a um assumir de responsabilidade desnecessário. Os pais precisam equacionar seus próprios sentimentos e desapontamentos em relação ao caso.


Após o divórcio, provavelmente haverá um período em que, você se sentirá tentado a colocar-se novamente sob os cuidados de seus pais. Cuidado! Mesmo que nessa fase seja atraente sentir-se abrigado e cuidado e é importante saber-se não desamparado, você deverá por si mesmo, assumir a responsabilidade de suas decisões. Caso seja necessário voltar a morar com seus pais, mesmo que temporariamente, permita e respeite os sentimentos deles, ao passo que também cuida dos seus.

 

  1. Relacionamento com amigos.

Durante o processo de divórcio, será uma boa oportunidade para reconhecer a importância de bons amigos. Dentro de seu círculo, alguns amigos continuarão, outros não. Novos amigos surgirão, ao passo que amizades antigas esfriarão, especialmente entre casais. Será também importante que você identifique nas novas amizades, as reais expectativas, de forma a poder decidir os que serão seus novos amigos em sua nova fase de descasado. Será também uma fase de redescobrimento de sua identidade como indivíduo e não como uma das partes de um casal.


Enquanto você, durante o processo de divórcio está aos poucos assumindo o papel de descasado, seus amigos passarão por diversas reações.

Alguns tentarão assumir o papel de mediadores, tentando "consertar" seu casamento. Outros externarão ansiedade e surpresa. Haverá inclusive alguns que lhe proporão uma relação sexual. É provável que amigos com problemas no casamento se aproximem e desabafem com você, enquanto outros poderão ter ciúmes, com medo que você possa "tentar" seu cônjuge. E, certamente encontrará os que assumirão o papel de "Cupido" e Santo Antônio, procurando outro par para você.


Ao verificar as diversas reações, é interessante perguntar-se: Caso eu desenvolva uma amizade com fulano, poderei ser autêntico, sem máscaras? Haverá possibilidade de um novo enfoque de amizade, sem o peso de uma cobrança relativa a um comportamento passado? O relacionamento será favorável ou não à minha auto-estima?


Será uma atitude sábia, se enquanto você estiver reconstruindo seu mundo, lembrar-se que é impossível para qualquer relacionamento a nível humano, suprir todas as suas necessidades.

  1. Solidão

Cedo ou tarde, chegará o momento em que você se sentirá profundamente só. Esse sentimento poderá surgir em meio à uma multidão, à uma festa, quando tiver que tomar decisões importantes, ou quando a autocomiseração e desespero parecerem sufocar. Mesmo que todos nós seres humanos, já tenhamos passado pela solidão, o modo como ela se manifesta ao divorciado, é muito doloroso e característico à situação, sendo, portanto difícil de ser compreendido por quem não percorreu esse caminho. Você pode até conseguir verbalizar seu sentimento a algum amigo, mas a profundidade da dor ficará lá no fundo de seu coração.


Durante o processo em si, você se confrontará com solidão, tristeza, raiva, rejeição; embora dolorosos, esses sentimentos fazem parte da fase que você atravessa. Animo... O tempo passa e a poeira tornará a sentar-se!

Com a "morte" do relacionamento, será necessário que se percorra estágios de dor, como se realmente alguém tivesse morrido. Tal atitude poderá capacitá-lo a lidar com seu passado. Olhando para trás, você certamente identificará situações nas quais você não poderia ter agido de forma diferente. Em outras, porém, concluirá que poderia ter tido outra reação.


Reconheça sua solidão, mas não tente envolver-se o tempo todo com pessoas com o intuito de não querer estar só. Procure também, não manter rádio e televisão ligados ininterruptamente visando fugir de seus próprios pensamentos. Outra tendência, também será envolver-se excessivamente em atividades da igreja ou comunidade, como fuga. Dê um tempo para você. Reconheça a presença e genuinidade de seus sentimentos. Seu sofrimento tem razão de ser, você não pode simplesmente ignorá-los fugindo deles. Seria interessante se, como se travasse um diálogo com sua dor, explicasse a ela que à bem de sua vida como um todo, você não poderá permitir que ela o domine, mas que você estará tratando e cuidando dela nas horas certas.

  1. Saúde física

As tensões do divórcio podem desencadear diversos sintomas físicos: dores na coluna, problemas de estômago, dores de cabeça, erupções cutâneas, etc... Não deixe de comer e nem de dormir. Procure manter uma dieta e rotinas diárias o mais estruturada possível. Bons hábitos alimentares ajudam a superar os momentos de tensão emocional. Esteja, porém atento e, caso haja continuidade dos sintomas físicos, procure um médico. Uma antiga receita, que oferece um grande alívio, é Isaías 26.3: "Tu, Senhor, conservarás em perfeita paz aquele cujo propósito é firme; porque ele confia em Ti". I Pedro 5.7: "Lançando sobre Ele toda a vossa ansiedade, porque Ele tem cuidado de vós". E muitos outros trechos como Salmos 31, 40, 42, 62, 86, etc., podem levar paz à alma aflita. Quando conseguimos lançar sobre o Senhor nossas preocupações, reputação e até mesmo o próprio divórcio, o peso torna-se mais leve.


Se você, porém, achar que Deus espera algum tipo de perfeição de sua parte, as tensões do divórcio poderão aumentar seus sentimentos de inadequação, culpa, ira e amargura. O fato de adotar uma perspectiva bíblica fará com que perceba que Ele está disposto a nos receber e nos ajudar mesmo em situações em que nos consideramos fracassados. Ele é especialista em reparar vidas, em construir sobre cinzas, mesmo sobre um divórcio.


Finalizando, gostaria de deixar seis sugestões:

  1. Não viva exclusivamente no passado e nem faça projetos irreais para o futuro. Viva seu presente, seu dia-a-dia da melhor forma possível, dependendo da graça de Deus.
  2. Procure desenvolver sua própria identidade como descasado, não se projetando em outras pessoas.
  3. Trate de seus sentimentos e quando a tristeza chegar, procure não se entregar à autocomiseração.
  4. Lembre-se, Deus o criou como um ser social. Procure não se isolar das outras pessoas. Bons amigos valem ouro!
  5. Não exerça pressão sobre você mesmo e nem receba pressão de terceiros no que diz respeito a um outro casamento.
  6. Estabeleça limites para sua sexualidade e dependa da graça e poder de Deus para ser fiel consigo mesmo e com Ele.

 

NOTA DO MODERADOR: Este artigo é uma solicitação de um de nossos membros. A Bíblia é clara: “Deus odeia o divórcio, pois o que Deus ajuntou o homem não deve separar” (Malaquias 2.14; Mateus 19.6). O artigo dá sugestões para àqueles que já passaram por tal ou que estão passando, mesmo deixando claro que não seja da vontade de Deus. Agora, sendo completamente inevitável, pela dureza do coração do homem, o artigo trás perspectivas boas para se seguir.

 

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Mateus 5:31-32

 

A terceira antítese (sobre o divórcio) é uma seqüência natural da segunda (sobre o adultério). Pois, em determinadas circunstâncias, Jesus diz agora, um novo casamento de uma pessoa divorciada, ou com uma pessoa divorciada, é equivalente a adultério. Esta terceira antítese é essencialmente um chamamento à fidelidade matrimonial.

Confesso minha relutância básica em tentar fazer a exposição destes versículos. Parcialmente porque o divórcio é um assunto complexo e controvertido, mas muito mais porque é um assunto que afeta profundamente as emoções das pessoas. Pode­se dizer que talvez não haja infelicidade tão pungente quanto a de um casamento infeliz. Talvez não haja tragédia maior que a degeneração, numa separação de amargura, discórdia e desespero, do relacionamento que Deus pretendia que fosse cheio de amor e satisfação. Embora eu creia que o caminho divino, em muitos casos, não é o divórcio, espero escrever com sensibilidade, pois conheço a dor de muitos e não desejo contribuir ainda para o seu desespero. Mas, como estou convencido de que o ensinamento de Jesus sobre este assunto, como sobre qualquer outro, é bom, intrinsecamente bom, tanto para cada indivíduo como para a sociedade, encho-me de coragem para escrever.


1. A fidelidade no casamento (vs. 31, 32)

Também foi dito: Aquele que repudiar sua mulher, dê-lhe carta de divórcio. Eu, porém, vos digo: Qualquer que repudiar sua mulher, exceto em caso de adultério, a expõe a tornar-se adúltera; e aquele que casar com a repudiada, comete adultério.

Estes dois versículos dificilmente poderiam ser considerados como a totalidade das instruções dadas por nosso Senhor a respeito do divórcio, ali no monte. Parece serem um sumário abreviado dos seus ensinamentos, dos quais Mateus registra uma versão mais completa no capítulo 19. É melhor reunir as duas passagens para interpretar a mais curta à luz da mais longa. Foi assim que, mais tarde, aconteceu o debate de Cristo com os fariseus:

19:3-9 Vieram a ele alguns fariseus, e o experimentavam, perguntando: É lícito ao marido repudiar a sua mulher por qualquer motivo? Então respondeu ele: Não tendes lido que o Criador desde o princípio os fez homem é mulher, é que disse: Por esta causa deixará o homem pai é mãe, é sé unirá a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne? De modo que já não são mais dois, porém uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem. Replicaram-lhe: Por que mandou então Moisés dar carta de divórcio é repudiar? Respondeu-lhes Jesus: Por causa da dureza do vosso coração é que Moisés vos permitiu repudiar vossas mulheres; entretanto, não foi assim desde o princípio. Eu, porém, vos digo: Quem repudiar sua mulher, não sendo por causa de relações sexuais ilícitas, é casar com outra, comete adultério.

Sabemos que havia uma controvérsia sobre o divórcio entre as duas escolas rabínicas rivais de Hillel e de Shammai. O Rabi Shammai adotava uma linha rigorosa e ensinava, com base em Deuteronômio 24:1, que a única base para o divórcio era grave ofensa matrimonial, algo evidentemente “impróprio” ou “indecente”. O Rabi Hillel, por outro lado, defendia um ponto de vista muito relaxado. Se é que podemos confiar no historiador judeu Josefo, esta era a atitude comum, pois ele aplicava a provisão mosaica a um homem que “deseja divorciar-se de sua esposa por qualquer motivo”.[1] Do mesmo modo, Hillel, argumentando que a base para o divórcio era alguma coisa “imprópria”, interpretava este termo da maneira mais ampla possível para incluir as mais triviais ofensas de uma esposa. Se ela se mostrasse uma cozinheira incompetente e queimasse o jantar do marido, ou se ele perdesse o interesse nela por causa da sua falta de atrativos ou porque se apaixonasse por alguma outra mulher mais bonita, estas coisas eram “impróprias” e justificavam o seu divórcio. Parece que os fariseus se sentiam atraídos pela frouxidão do Rabi Hillel, o que explica a forma de sua pergunta: “É lícito ao marido repudiar sua mulher por qualquer motivo?” [2] Em outras palavras, queriam saber de que lado Jesus se punha nessa questão contemporânea, e se ele pertencia à escola do rigor ou à da frouxidão.

A resposta de nosso Senhor a essa pergunta foi dada em três partes. Convém considerá-las separadamente e na ordem em que ele as enunciou. Em cada uma delas discordou dos fariseus:


a. Os fariseus estavam preocupados com os motivos para o divórcio; Jesus, com a instituição do casamento.

A pergunta deles foi estruturada de tal forma a induzir Jesus a declarar o que ele considerava ser motivo justo para o divórcio. Por quais motivos poderia um homem divorciar-se de sua esposa? Por um só motivo, por diversos motivos, ou por nenhum motivo?

A resposta de Jesus não foi uma resposta. Ele recusou-se a responder à pergunta deles. Em lugar disso, fez uma contra­pergunta sobre o que tinham lido nas Escrituras. Ele reportou-os ao livro de Gênesis, tanto à criação do homem, feito macho e fêmea (no capítulo 1) como também à instituição do casamento (no capítulo 2), através do qual o homem deixa seus pais e se une à sua esposa para se tornarem um só. Esta definição bíblica implica em dizer que o casamento é exclusivo (“o homem...sua mulher”) e permanente (“se unirá” à sua mulher). Foram estes dois aspectos do casamento que Jesus selecionou para enfatizar em seu comentário (v. 6). Primeiro, “de modo que já não são mais dois, porém uma só carne” e, em segundo lugar, “Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem”. Assim, o casamento, segundo a exposição que nosso Senhor fez de suas origens, é uma instituição divina, pela qual Deus transforma permanentemente, em uma, duas pessoas que decidida e publicamente tenham deixado os seus pais a fim de formar uma nova célula da sociedade; então, tornam-se “uma só carne”.

b. Os fariseus diziam que a provisão de Moisés para o divórcio era um mandamento; Jesus chamou-o de concessão à dureza dos corações humanos

Os fariseus responderam à exposição de Jesus sobre a instituição do casamento e sua permanência com a pergunta: “Por que mandou então Moisés dar carta de divórcio e repudiar?” [3] A citação que Jesus fez dos ensinos dos escribas no Sermão do Monte foi semelhante: “Também foi dito: Qualquer que repudiar sua mulher, dê-lhe carta de divórcio”. [4]

Ambas eram versões truncadas da provisão mosaica, descaso típico dos fariseus pelo que as Escrituras realmente diziam e seu significado. Eles enfatizavam a concessão de um certificado de divórcio, como se essa fosse a parte mais importante da provisão mosaica, e então se referiam a ambos, o certificado e o divórcio, como “mandamentos” de Moisés.

Uma leitura cuidadosa de Deuteronônio 24:1-4 revela algo bem diferente. Para começar, todo o parágrafo dependia de uma longa série de cláusulas condicionais. Isto fica explícito na seguinte paráfrase: “Depois que um homem se casar com uma mulher, se ele descobrir nela algo indecente, e se ele lhe der um certificado de divórcio e divorciar-se dela e ela for embora, e se ela casar-se novamente, e se o seu segundo marido também lhe der uma certidão de divórcio e divorciar-se dela, ou se o seu segundo marido morrer, então o seu primeiro marido que se divorciou dela fica proibido de casar-se novamente com ela ...”. A força da passagem está na proibição do novo casamento com a companheira da qual alguém se divorciou. O motivo deste regulamento é obscuro. Talvez seja porque se a “indecência” dela era tão “desonrosa” que constituiu motivo suficiente para o divórcio, também seria motivo suficiente para não aceitá-la de volta. Também pode ter a intenção de advertir o marido contra uma decisão apressada, pois uma vez tomada não pode ser rescindida, e assim proteger a esposa contra explorações. Para nosso propósito, basta observar que esta proibição é a única ordem de toda a passagem; naturalmente não há ordem alguma para o marido divorciar-se de sua esposa, nem qualquer incentivo para que o faça. Tudo o que temos, por outro lado, é uma referência a certos procedimentos necessários se o divórcio acontecer; e, conseqüentemente, uma permissão muito relutante fica implícita e uma prática costumeira é tolerada.

Como, então, Jesus respondeu à pergunta dos fariseus sobre a regulamentação de Moisés? Ele a atribuiu à dureza dos corações das pessoas. Fazendo assim, não negou que a regulamentação vinha de Deus. Deu a entender, entretanto, que não era uma instrução divina, mas apenas uma concessão de Deus por causa da fraqueza humana. Foi por isso que “Moisés vos permitiu repudiar...”, disse ele (v. 8). Mas, então, imediatamente referiu-se de novo ao propósito original de Deus, dizendo: “Entretanto, não foi assim desde o princípio”. Assim, até mesmo a própria concessão divina era, em princípio, incoerente com a divina instituição.  


c. Os fariseus tratavam o divórcio com leviandade; Jesus o considerou tão seriamente que, com uma única exceção, chamou a todo novo casamento depois do divórcio de adultério

Esta foi a conclusão da sua discussão com os fariseus, e isto é o que se registrou no Sermão do Monte. Talvez seja conveniente ver os seus dois argumentos conjuntamente.

5:32 Eu, porém, vos digo: Qualquer que repudiar sua mulher, exceto em caso de relações sexuais ilícitas, a expõe a tornar-se adúltera; e aquele que casar com a repudiada, comete adultério.
19:9 Eu, porém, vos digo: Quem repudiar sua mulher, não sendo por causa de relações sexuais ilícitas, e casar com outra, comete adultério.

Parece que se presume que o divórcio levava ao novo casamento das partes divorciadas. Só esta presunção explica a declaração de que um homem que se divorcia de sua esposa sem motivo “a expõe a tornar-se adúltera”. Sua ação teria tal resultado apenas se ela se casasse novamente. Além disso, uma separação sem divórcio - em termos legais, a mensa et toro (de mesa e cama) mas não a vinculo (dos laços matrimoniais) - é um arranjo moderno desconhecido no mundo antigo.

Considerando que Deus instituiu o casamento como uma união exclusiva e permanente, uma união que ele faz e que o homem não deve quebrar, Jesus chega à inevitável conclusão de que divorciar-se de um parceiro e casar-se com outro, ou casar-se com uma pessoa divorciada, é assumir um relacionamento proibido, adúltero, pois a pessoa, que conseguiu um divórcio aos olhos da lei humana, ainda está casada, aos olhos de Deus, com o seu primeiro parceiro.

Apenas uma única exceção foi feita a este princípio: exceto em caso de relações sexuais ilícitas (5:32) ou sendo por causa de relações sexuais ilícitas (19:9). A chamada “cláusula de exceção” é um enigma muito conhecido. Os comentaristas não são unânimes quanto à sua autenticidade ou quanto ao seu significado.

Em primeiro lugar, esta cláusula é autêntica. Eu gostaria de argumentar, como o fazem quase todos os comentaristas conservadores, que temos de aceitar esta cláusula não só como parte genuína do Evangelho de Mateus (pois nenhum manuscrito a omite), mas também como palavra autêntica de Jesus. O motivo por que muitos a rejeitaram, considerando-a como uma interpolação de Mateus, é que está ausente de passagens paralelas nos evangelhos de Marcos e Lucas. Mas Plummer estava certo quando taxou de “hipótese violenta” [5] essa rejeição apressada da cláusula de exceção, considerando-a um acréscimo editorial. Parece muito mais provável que a sua ausência em Marcos e Lucas deve-se não à ignorância deles, mas por pressuporem que esta cláusula fosse assunto do conhecimento de todos. Afinal de contas, sob a lei mosaica o adultério era punido com a morte (embora a pena de morte para esta transgressão possivelmente tenha caído em desuso no tempo de Jesus)[6]; portanto, ninguém teria duvidado que a infidelidade conjugal fosse motivo para o divórcio. Até mesmo os rabinos rivais, Shammai e Hillel, concordavam com isso. Só discordavam quanto à amplitude com que esta expressão “alguma coisa indecente” em Deuteronômio 24:1 poderia ser interpretada.

A segunda dúvida sobre a cláusula de exceção refere-se ao que significa por causa de relações sexuais ilícitas, conforme traduz a Edição Revista e Atualizada. A palavra grega é porneia. Normalmente é traduzida por “fornicação”, indicando a imoralidade dos que não são casados, e freqüentemente distingue-se de moicheia (“adultério”), a imoralidade dos casados. Por causa disto, alguns têm argumentado que a cláusula de exceção permite o divórcio no caso de descobrir-se algum pecado sexual pré-marital. Alguns acham que “a coisa indecente” de Deuteronômio 24:1 tem o mesmo significado. Mas a palavra grega não é bastante precisa para ficar assim limitada.Porneia deriva de porne, prostituta, sem especificar se esta é casada ou solteira. Também não especifica o estado civil do seu cliente. Mais ainda, foi usada na Septuaginta referindo-se à infidelidade de Israel, a esposa de Jeová, conforme exemplificado em Gomer, esposa de Oséias. [7] Devemos, então, concordar com R. V. G. Tasker, que concluiu que porneia é um “termo abrangente, incluindo adultério, fornicação e perversão sexual”. [8] Ao mesmo tempo, não temos liberdade de cair no extremo oposto e argumentar que porneia abranja toda e qualquer ofensa que tenha de alguma forma até mesmo vaga, qualquer coisa a ver com o sexo. Isto seria praticamente o mesmo que igualar porneia com “incompatibilidade”, e não temos apoio etimológico para isso. Não; porneia significa “falta de castidade”, algum ato de imoralidade sexual física.

O que, então, Jesus ensinou? N. B. Stonehouse oferece uma boa paráfrase da primeira parte da antítese do Sermão do Monte: “Vocês ouviram a apelação dos mestres judeus sobre Deuteronômio 24:1, com a intenção de consubstanciar uma prática que permita aos maridos divorciar-se, livremente e a seu bel-prazer, de suas esposas, fornecendo-lhes simplesmente um estúpido documento legal de transação”. [9] “Mas eu digo a vocês”, continuou Jesus, que tal comportamento irresponsável da parte do marido fará com que ele, sua esposa e os novos parceiros tenham uniões que não constituem casamentos, mas adultérios. Neste princípio geral, temos uma exceção. A única situação em que o divórcio e o novo casamento são possíveis sem transgredir o sétimo mandamento é quando o casamento já foi quebrado por algum sério pecado sexual. Neste caso, e só neste caso, Jesus parece ter ensinado que o divórcio seria permissível, ou pelo menos poderia ser obtido sem que a parte inocente adquirisse mais tarde o estigma do adultério. A tendência moderna dos países ocidentais de estruturar a legislação para o divórcio com base, antes, na “separação irrecuperável” ou “morte” do casamento e não na “ofensa matrimonial” precisa de leis melhores e mais justas; não se pode dizer que seja compatível com os ensinamentos de Jesus.

Não obstante, o assunto não pode ser abandonado aqui, pois esta relutante permissão de Jesus continua precisando ser considerada pelo que é, a saber, uma acomodação sustentada por causa da dureza dos corações humanos. Além disso, deve-se sempre ler no contexto imediato (o endosso enfático de Cristo à permanência do casamento no propósito de Deus) e também no contexto mais amplo do Sermão do Monte e de toda a Bíblia, que proclama um evangelho de reconciliação. Não significa muito o fato de que o Amante Divino estivesse sempre pronto a atrair novamente Israel, sua esposa adúltera? [10] Portanto, que ninguém comece uma discussão sobre este assunto, indagando sobre a legitimidade do divórcio. Estar preocupado com os motivos para o divórcio é ser culpado daquele mesmo farisaísmo que Jesus condenou. Toda a sua ênfase na discussão com os rabinos foi positiva, isto é, foi colocada sobre a instituição original divina do casamento como um relacionamento exclusivo e permanente, no qual Deus junta duas pessoas numa união que nenhum homem pode interromper; e (é preciso acrescentar) ele enfatizou a sua ordem dada a seus seguidores para amarem-se e se perdoarem uns aos outros, e para serem pacificadores em cada situação de luta e discórdia. Crisóstomo reuniu, adequadamente, esta passagem às bem-aventuranças e comentou em sua homilia: “Pois aquele que é manso, pacificador, humilde de espírito e misericordioso, como poderia repudiar sua esposa? Aquele que está acostumado a reconciliar os outros, como poderia discordar daquela que é a sua própria carne?” [11] Com este ideal, propósito e chamamento divinos, o divórcio só pode ser considerado uma trágica deterioração.

Portanto, falando pessoalmente como pastor cristão, sempre que alguém me pede para conversar sobre o divórcio, já há alguns anos me recuso firmemente a fazê-lo. Adotei como regra não falar com ninguém sobre o divórcio, sem antes falar sobre dois outros assuntos, isto é, casamento e reconciliação. Às vezes, uma discussão destes tópicos torna desnecessária a outra. Finalmente, apenas depois de se ter compreendido e aceitado o ponto de vista divino do casamento e o chamamento divino à reconciliação, é que há a possibilidade de se criar um contexto dentro do qual se possa falar com pesar sobre o divórcio. Acho que este princípio de prioridades pastorais é coerente com os ensinamentos de Jesus. [12]

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NOTA DO MODERADOR: Foi-me solicitado, por um de nossos membros, uma exegese sobre o texto de Mateus 5.31-32. Este estudo do Pr. Stott sobre a “Mensagem do Sermão do Monte” oferece grande luz para a pergunta feita.

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NOTAS:

[1] - Antiquities IV. viii. 23.

[2] - 19:3.

[3] - 19:7.

[4] - 5:31.

[5] - p. 82.

[6] - Dt 22:22; Jo 8:1-11. G. E. Ladd escreve: “O Velho Testamento condenou o adultério com a penalidade de morte. O Novo Testamento diz que um adúltero deve ser considerado como morto, e a parte inocente fica livre dos seus votos matrimoniais como se o seu cônjuge estivesse morto” - The Gospel of lhe Kingdom, (Eerdmans, 1959) p. 85.

[7] - Os 1:2,3; 2:2,4.

[8] - p. 146.

[9] - p. 203.

[10] - Jr 2:1; 3:1; 4:1; Os 2:1-23.

[11] - p. 260.

[12] - Para informações mais completas sobre o material bíblico veja Divorce: The Biblical Teaching. (Falcom, 1972).

 

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Depoimento Bíblico

"Disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só. Far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea. Então o Senhor fez cair pesado sono sobre o homem, e este adormeceu; tomou uma das usas costelas, e fechou o lugar com ar. E disse o homem: Esta, afinal, é osso dos meus ossos e carne da minha carne; chamar-se-à varoa, porquanto do varão foi tomada. Por isso deixa o homem pai e mãe, e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne. Ora, um e outro, o homem e sua mulher, estavam nus, e não se envergonhavam" (Gn. 2:18-25).

1 - Assim como Deus fez de uma pessoa (Adão) duas pessoas (Adão e Eva), Ele quer fazer de duas pessoas uma (Gn. 2:24).

2 - Jesus Cristo escolheu o casamento para representar o seu relacionamento com a Igreja (Ef. 5:22-32; I Pe. 3:7).

3 - Deus escolhe a família para trabalhar com o homem.

4 - Deus previa que o homem não conseguiria viver só, ou seja, não é auto-suficiente, por isso preparou-lhe uma auxiliadora, que lhe fosse idônea (Gn. 2:18 – ARA) - esta palavra idônea traduzida do hebraico significa adequada, ou seja, uma mulher que iria se adequar a Adão (além de ser uma mulher respeitável e digna).

5 - O homem e a mulher ao casarem-se devem deixar pai e mãe (Gn 2:24), ou seja, devem desvencilhar-se de tudo que possa impedir a comunhão perfeita entre o casal, tudo que seja obstáculo deve ser removido. Nada pode estar entre ou separando o casal: seus familiares, preferências pessoais, trabalho, interesses, egoísmo, etc.

6 - O relacionamento entre o casal é um eterno crescimento, este processo de unidade entre marido e mulher é que vai dar estabilidade à família, vai estabelecer o respeito dos filhos pelos pais. Se o casal está dividido a autoridade é minada e enfraquecida (a casa dividida contra si mesma cairá - Lc. 1:17).

7 - Deus quer que o casal seja unido a tal ponto que não haja brecha entre eles para Satanás operar.

8 - O segredo para um casamento feliz é a presença de Jesus no casamento (... "O cordão de três dobras não se arrebenta com facilidade" Ec. 4:12 - Jesus é a terceira dobra ou nó que vai dar sustentação, solidez e garantia de permanência do casamento).

9 - Em Gn. 2:25 diz: “... O homem e a mulher estavam nus, e não se envergonhavam...”.

Que tipo de relacionamento era este?

  1. Era uma relação onde não havia ódio, rancor, mágoa, ressentimento, amargura.
  2. Era uma relação onde não havia medo, não havia ameaças, disputa pela liderança ou poder no relacionamento. Numa relação de medo não pode haver uma plena comunhão.
  3. Era uma relação onde não havia culpa - A culpa e o medo andam juntas; o medo aparece pela primeira vez depois que o homem e a mulher pecaram. (Gn. 2:6-10).

 

Qual é o tipo de amor que deve existir entre marido e mulher? Existem quatro formas de amor (traduzido do grego):

 

1)      Eros: deus da sensualidade: amor físico e sexual (começa sempre com os olhos), donde surgem as palavras eróticas, erotismo. Ex: Filmes e revistas pornográficas (eróticas).

2)      Phileo: é o amor ao próximo; é o amor filantrópico (filantrópico vem da palavra "phileo"); amor humanitário, altruísta, cívico e comunitário - Lc. 7:34.

3)      Storge: amor familiar, amor romântico, amor conjugal. Ex: Amor entre esposo e esposa, pai e filhos, etc.

4)      Ágape: Amor Divino. É o amor de Deus derramado em nossos corações (Rm 5:5, I Jo. 4:8). É um amor que não conhece limites, é o amor desinteressado, que dá sem esperar recompensa - I Co. 13:4-7.

Este é o tipo de amor que deve existir entre marido e mulher.

 

NAMORO:

É a fase do conhecimento para o casamento, é o início da procura de uma companheira. Não havendo sucesso no namoro, não haverá sucesso no casamento.

Quais são as cinco situações do solteiro?

  1. Celibato continente (castidade): permanecer solteiro, isento de fornicação ou qualquer outra prática sexual ilícita, a fim de viver para Deus e fazer a sua obra - Mt. 19:12.
  2. Celibato incontinente: Permanecer solteiro, tornando-se profano, impuro e praticante do sexo (I Co. 7:2).
  3. Casamento Feliz: felicidade não quer dizer ausência de problemas. Duas pessoas que tem Cristo como Senhor do casamento, podem desfrutar de um casamento feliz.
  4. Casamento infeliz: Quando Cristo não é o centro do casamento a tendência é a infelicidade conjugal.
  5. Solteirismo: é uma síndrome psíquica, decorrente do estacionamento do ser humano, na sua evolução afetiva, estacionamento esse ocorrido na faixa dos 3 aos 6 anos de idade.

 

Princípios para o Namoro:

1)      Basear o namoro nos princípios e propósitos de Deus.

2)      A prioridade no namoro deve ser a área espiritual, ou seja, a área espiritual vai controlar ou governar o relacionamento emocional e físico; controlando assim os desejos e pensamentos sexuais. Portanto todo jovem deve desenvolver a área espiritual, buscando a maturidade espiritual.

3)      Ao começas o namoro, não coloque em 1º. lugar o romance amoroso e sim a razão. Busque conselhos sábios por quem sabe e pode dar e cuidado com imaturidade da juventude.

4)      Não namore para passar tempo; o namoro sem propósito é o mesmo que flerte (o flerte tende a continuar após o casamento).

5)      O descontrole de não poder ficar sem namorar: Há rapazes e moças que se não estiverem namorando ficam inquietos e descontrolados.

6)      Namoro Misto; é namorar um descrente. Quem namora um descrente, namora também com seus pecados, vícios, problemas morais e mundanismo.

 

Depoimento Bíblico:

"Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto, que sociedade pode haver entre a justiça e a iniquidade? ou que comunhão da luz com as trevas? Que harmonia há entre Cristo e o Maligno? ou que união do crente com o incrédulo? Que ligação há entre o santuário de Deus o os ídolos?” (II Co. 6:14-16).

Tenha certeza que a pessoa com quem você vai casar-se é convertida. Muitos crentes usam estas desculpas para poderem namorar um descrente:

1)      Estamos simplesmente namorando. Não temos a intenção de casar.

2)      Ele (a) não é crente, mas é legal.

3)      Nós temos muita coisa em comum.

4)      Eu disse que para ele(a) namorar comigo, ele(a) deveria aceitar Jesus e ele(a) aceitou.

5)      Ele(a) disse que nossos filhos poderão frequentar a Igreja.

Consequencias do namoro misto:

  1. a) Desobediência da vontade de Deus.
  2. b) Perigo de escolher o incrédulo, e deixar Deus.
  3. c) Esfriamento espiritual, até o desvio dos caminhos do Senhor I Co. 10:12.

 

A permissividade no namoro:

O Amor do casal:

ü      Deve começar no namoro - no plano espiritual.

ü      Deve continuar no noivado - no plano social.

ü      Deve realizar-se no casamento - no plano físico.

 

Permissividade é o abuso da liberdade na área amorosa (Pv. 6:27-28, 20:21; I Co. 6:12, I Ts. 4:3-4), muitos casais tem hoje problemas porque começaram seu namoro no plano físico.

Se há liberdade sexual no namoro, este relacionamento vive em conflito, gerando insegurança e desrespeito mútuo, minando a confiança, pois é um relacionamento baseado na culpa. Use sempre a palavra NÃO quando for necessário.

Quando há liberdade sexual no namoro, o jovem e a jovem são defraudados, ou seja, desperta-se neles um desejo sexual que não pode ser satisfeito dentro do plano de Deus.

Cuidado com a atração sexual: não namore porque a pessoa lhe atrai fisicamente, não namore se não houver amor verdadeiro.

Cuidado com profecias sobre casamento.

Procure nunca ficar a sós com a sua namorada(o). Esteja envolvido sempre com outros jovens da igreja. Planejem atividades em grupo.

Cultive o hábito de sempre orar com sua namorada. O namoro deve ser a três: Namorado + Namorada + Jesus Cristo.

Procure durante o seu namoro estudar a Bíblia junto com seu namorado(a). Coloquem a Bíblia como regra de fé e prática.

Procure ter comunicação franca e aberta com seu namorado(a), desenvolvendo fidelidade, honestidade e principalmente o perdão.

Além do conhecimento bíblico, procure ler bons livros que tratam sobre namoro, noivado e casamento.

Conselho aos que pretendem casar:

1)      Não te cases por riquezas, o dinheiro pode comprar uma casa, mas não pode comprar um lar.

2)      Não te cases só porque todos se casam - modismo.

3)      Não te cases com alguém doente de ciúme - o ciúme piora após o casamento.

4)      Não te case com alguém preguiçoso ou preguiçosa.

5)      Não te cases com incrédulo ou incrédula: É melhor ir para o céu sozinho do que para o inferno acompanhado.

6)      Não te cases sem a aprovação de Deus, das famílias envolvidas e da Igreja.

7)      Não te cases por causa da idade.

8)      Não te cases por causa de oportunidade.

9)      Não te cases sem amor total e mútuo.

Cinco perguntas para nelas meditar e levar a Deus em oração:

  1. Devo ou não casar?
  2. Quando devo casar? Maturidade e preparo espiritual.
  3. Com quem devo casar? O casamento envolve aprovação das famílias, da igreja, de Deus e sua própria (Col. 3:15ARA).
  4. Estou preparado para casar? Situação sócio-econômica, moradia, etc.
  5. Por que quero casar? Rapaz quer casar para ter alguém que lhe faça as coisas. Rapaz quer casar porque precisa de mulher. Ambos querem casar para terem liberdade, amparo, ser independente, dar uma satisfação à sociedade.

 

NOIVADO:

Devemos pedir confirmação à Deus ao assumirmos um compromisso de noivado, pois este compromisso será feito diante dos familiares, da igreja e de Deus.

Quando um casal assume um compromisso de noivado deve lembrar-se que não estão casados ainda, por isso devem controlar suas emoções e paixões.

Os noivos não devem desenvolver o relacionamento físico, antes do casamento, pelo seguinte:

  1. Deus é contra; é fora dos padrões bíblicos o sexo pré-nupcial.
  2. "Pos esta é a vontade de Deus, a vossa santificação: Que vos abstenhais da prostituição, que cada um de vós saiba possuir o próprio corpo, em santificação e honra, não com desejo de lascívia (impureza, sensualidade) como os gentios que não conhecem à Deus (I Ts. 4:3-7)".
  3. O sexo pré-nupcial desvaloriza a pessoa: perde-se o respeito um para com o outro, mina a confiança, nasce um sentimento de culpa.
  4. O sexo pré-nupcial prejudica a vida matrimonial: A mulher por ter perdido a virgindade poderá sentir ressentimento do marido, podendo tornar-se agressiva. E o marido pode sentir-se culpado e frustrado, tornando-se passivo no relacionamento.
  5. O sexo pré-nupcial destorce o relacionamento.

 

O CASAMENTO FELIZ:

Não estamos falando de casamento perfeito, porque não existem no mundo duas pessoas perfeitas; sem falhas. O casamento feliz é uma relação de crescimento, é uma relação que está melhor a cada dia, hoje é melhor que ontem.

Quais são os propósitos divinos no casamento:

1)      Companheirismo e complementação mútua do casal (Gn 2:18, ICo. 11:9, 11).

2)      Satisfação amorosa e mútua do casal (Ec. 9:9).

3)      Propagação do gênero humano (Gn. 1:28).

4)      Preservação da pureza moral, na família e na sociedade (I Co. 7:2).

5)      Estabelecimento do Lar (Mt. 19:5).

6)      Ser um meio de falar de Cristo e da Sua igreja (Ef. 5:31-32). O casamento é a base da sociedade e da igreja.

 

Características para a felicidade conjugal:

  1. Piedade dos cônjuges diante de Deus (Pv. 31:30) - vida santificada (I Co. 7:5-6) - Casamento cristocêntrico: o casal deve sempre orar junto e não deixar de praticar diariamente o culto doméstico.
  2. Amor pleno e mútuo (Pv. 10:12) - o amor não é a causa única da felicidade conjugal, mas é a principal (I Co. 7:3, I Pe. 3:1, Ef. 5:22-25 e 28). Uma esposa bem amada muito dificilmente deixa de responder à altura do amor que recebe.
  3. Vida Sexual equilibrada: É plano de Deus que o casal viva uma vida sexual abundante, gratificante e ajustada, mas dentro dos limites que a Palavra de Deus estabelece. Não fomos feitos para nos exceder, nós não fomos feitos para sermos criaturas sexocêntricas, Deus nos fez para sermos Cristocêntricos. Não devemos esquecer que a nossa esposa ou esposo é também nossa irmã ou irmão em Cristo. Assim sendo, nenhum homem tem o direito de abusar ou de escravizar o corpo de sua esposa, pelo que deve agir com moderação, consideração e respeito (I Pe. 3:7).

 

Depoimento Bíblico:

Não vos priveis um do outro, salvo por mútuo consentimento, por algum tempo, para vos dedicardes à oração e novamente vos ajuntardes, para que Satanás não vos tente por causa da incontinência (I Co. 7:4-5).

O marido não deve decidir se privar de relação sexual com sua mulher salvo por mútuo consentimento, o mesmo acontece com respeito à mulher. Ambos devem se lembrar que de acordo com a Bíblia, agora são "uma só carne”.

Portanto, o marido deve se colocar à disposição do prazer da sua esposa, assim como a mulher.

 

Maturidade do casal: psíquica, social e espiritual.

Tem a ver com o nível de responsabilidade, como a pessoa aprende a reagir com as experiências. Um relacionamento imaturo redunda num desajustamento conjugal.

Características da Imaturidade:

1)      Egocentrismo: querer prevalecer suas idéias e pontos de vista, querer estar em evidência.

2)      Falta de auto-disciplina: não assumir suas responsabilidades.

3)      Falta de auto-controle: não controlar suas emoções, sentimentos, vontades.

4)      Viver de sonhos: não enfrentar e não aceitar a realidade: dificuldades financeiras, problemas, etc.

5)      Não admitir errar: não ter a humildade suficiente para reconhecer seus erros.

 

Características da Maturidade:

  1. Família como centro: buscar sempre aquilo que seja o melhor para a família.
  2. Assumir responsabilidades: saber que o esposo e a esposa têm responsabilidades, devendo assumi-las.

 

Responsabilidades do marido:

  1. a) Posição de liderança: o marido é o cabeça da casa, da esposa; a mulher precisa aceitar a autoridade do marido, ser submissa. Porém o marido não pode ser autoritário, o seu modelo deve ser Jesus (Ef. 5:23-25). Assim o marido deve cuidar da manutenção da família. (I Tim. 5:8).
  2. b) O Marido deve ser sacerdote do lar: O marido deve ser guia espiritual da família, devendo estabelecer na mente e coração de sua esposa e filhos a singular importância de ter o altar da família sempre em pé. Deve ser o marido responsável pela manutenção do culto doméstico diário (Ef. 5:26).
  3. c) O Marido deve amar a sua esposa: Quando ele ama a esposa, Deus tem liberdade para criar nela o respeito por ele. O marido não deve poupar esforços no sentido de semear este amor, pois é um mandamento bíblico. (... vós maridos, amai as vossas mulheres... Ef. 5:25,28,29).O marido deve lembrar que quanto mais ele ama a sua esposa, mais a esposa responde a altura desse amor recebido, respeitando-o e tornando-se cada vez mais submissa.
  4. d) Carregar os fardos dela: ajudá-la em todos os aspectos, lembrando-se que a mulher é mais sensível que o homem (... vaso mais fraco... I Pe. 3:7).
  5. e) Ser compassivo: O homem deve ser misericordioso com a esposa, não deve ser dogmático, autoritário e obstinado, mas deve cultivar um espírito de mansidão e sensibilidade com a esposa.
  6. f) Nunca usar linguagem agressiva: evitar gritarias, ira; mas ser compreensível e amigável.
  7. g) Deve louvar sua esposa: nunca zombar da esposa na presença de outras pessoas.

 

Responsabilidades da esposa:

  1. a) Ser submissa (Ef. 5:22): a submissão de uma mulher ao homem não é uma submissão cega e sim inteligente. O marido deve lembrar que a mulher tem o direito de pensar e expressar suas idéias diferentemente do marido.
  2. b) A submissão é um profundo sentimento de confiança arraigado no coração da mulher, com respeito à soberania de Deus na vida do marido. Isto significa que antes da mulher ser submissa ao marido, ela deve dar prova de submissão ao Senhor. Quando, porém, uma decisão tem de ser tomada e existe uma diferença de opinião, a esposa deve reagir com uma atitude de cooperação aceitando a palavra final do marido, mas sempre colocando o problema e a decisão nas “mãos do Senhor”, para que Ele possa confirmar ou direcionar melhor esta decisão.
  3. c) Auxiliadora (Gn. 2:20):
  4. No sentido afetivo: se entregar ao esposo com amor e inteireza de coração.
  5. No sentido social: conservar a imagem do marido como um homem de bem diante da igreja e da sociedade.
  6. No sentido profissional: ajudar o marido a superar as crises que possam advir nesta área da vida.
  7. No sentido espiritual: a esposa deve sempre orar pelo marido.
  8. d) Deve respeitar o marido: respeito no relacionamento esposo-esposa implica obediência e sujeição. A esposa deve honrar o marido, reconhecendo e valorizando as boas qualidades do marido e também perdoando suas falhas e erros.
  9. e) Deve ser fiel a seu marido: lealdade, firmeza nas afeições e sentimentos.
  10. f) Deve ser virtuosa (Pv. 31:10-31).

Qualidades da mulher virtuosa:

ü      Ela é laboriosa ou trabalhadeira (Pv. 31:13,19,24);

ü      É ajuizada (Pv. 31:16,18);

ü      É forte e lutadora (Pv. 31:17);

ü      É boa dona de casa (Pv. 31:15,21,27);

ü      É sábia (Pv. 31:26);

ü      É boa mãe (Pv. 31:28);

ü      É boa esposa (Pv. 31:11,12,23,28);

ü      É temente à Deus (Pv. 31:30);

ü      Aceitar o seu esposo(a) como ele(a) é: incentivando a auto estima, valorizando os pontos positivos da personalidade do esposo(a).

ü      Admitir errar: reconhecer seus erros e limitações, buscando em Deus uma melhora. Perdoando as falhas passadas.

ü      Ajustamento conjugal: O marido e a mulher vieram de universos sociais totalmente diferentes, isto nunca deve ser esquecido. Deve o casal sempre lembrar-se destas palavras "errei", "desculpe-me", "perdoe-me", "obrigado", "eu te amo".

Tipos de maridos ou pais:

1)      Ditador: manda sozinho sem ouvir a opinião da esposa. Não dá satisfação de seus atos. É tirano, cruel.

2)      Teimoso: nunca admite que está errado. É infalível.

3)      Insensível: É frio, mau, torturador, ingrato, desprezador. É normalmente infiel.

4)      Silencioso: Este governa sem comunicação. Massacra com seu silêncio doentio.

5)      Explosivo: Dá "curto-circuito" num momento, mas logo passa a tempestade, governa pela força e ameaça, perdendo o respeito da esposa e dos filhos.

6)      Crítico: Vê sempre tudo errado.Acha que ninguém sabe fazer nada direito.

7)      Negligente: É gastador. Não se preocupa com o futuro da família.

8)      Indeciso: Não toma decisões. Dirigido pela esposa.

9)      Hipócrita: Fala bem da mulher e dos filhos na ausência, mas é hostil e briguento na presença.

10)  Ciumento (sem causa): É imaturo, desconfiado, inseguro.

11)  Ideal: Amoroso, provedor, protetor, piedoso, prudente, fiel, democráticos (ouve e pondera opiniões antes de agir), firme nas atitudes.

 

Tipos de Esposas ou Mães:

1)      Malcriada: Briguenta e respondona.

2)      Opiniosa: Só dá opiniões fora de hora.

3)      Punidora: Pune o marido e os filhos de várias maneiras.

4)      Fofoqueira: normalmente é preguiçosa.

5)      Irresponsável: Imatura.

6)      Pródiga: Gastadeira sem poder.

7)      Ciumenta (sem causa).

8)      Reclamadora: Insatisfeita.

9)      Nervosa: É agitada, gritadeira.

10)  Resignada: Desiludida.

11)  Parcial com os filhos.

12)  Ideal: Cuidadosa, piedosa, amorosa, caprichosa, trabalhadora, prudente, econômica, obediente e fiel.

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