Estudos Bíblicos diversos

"Quando vocês estenderem as mãos em oração, esconderei de vocês os meus olhos; mesmo que multipliquem as suas orações, não as escutarei! As suas mãos estão cheias de sangue!" (Isaías 1:15)

A Bíblia ensina que um dos motivos que impede nossas orações é estar com as mãos sujas de sangue. No contexto do Antigo Testamento havia sangue no sentido literal, guerra, sacrifício com sangue. No Novo Testamento, precisamos entender o que significa.

Sangue representa vida. Ser nenhum permanece vivo tendo seu sangue drenado. Em nossos dias, especialmente na realidade brasileira do século XXI, pouco ou nada manipulamos de sangue, pelo menos a maioria de nós. Compramos carne no açougue, não matamos o animal. Não estamos em guerras territoriais ou militares, não estamos nos sujando de sangue humano neste sentido.

MAS, somos responsáveis pela vida dos que nos cercam, principalmente no sentido espiritual e de eternidade. Quando permitimos que nosso egoísmo e senso de conforto supere o amor pelo próximo, ao invés de compartilhar com ele nossa fé nós ignoramos ou nos tornamos indiferentes. O maior inimigo do amor não é o ódio, mas a indiferença casada com o egoísmo. Portanto, no sentido da Nova Aliança, podemos estar com as mãos cheias de sangue inocente. Basta negligenciarmos a vida de nossos parentes, amigos, vizinhos, colegas. Basta que apresentemos desculpas ao invés de apresentar resultados.

Não sou partidário de que devamos todos ser evangelistas do tipo que sai na rua, que bate nas portas, que prega nas praças. Para alguns, sim. Mas nossa VIDA deve pregar mais que nossas palavras. Nem por isso devemos nos calar. TUDO em nós deve testificar de nossa fé, da vida de Jesus em nós. Se nos é pesado falar, se não temos coragem, se temos vergonha...

Será que não é essa mão suja que impede nossas orações? Será que não é esse sangue que suja nossas mãos? No mínimo, mas no mínimo, a reflexão é merecida e apropriada.

"Senhor, me perdoe a indiferença, o conforto pernicioso, o egoísmo. Muda meu caráter e me faz sentir compaixão, me importar com meu próximo. Limpa minhas mãos para minha oração ser ouvida."

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"Quem esconde os seus pecados não prospera, mas quem os confessa e os abandona encontra misericórdia." (Provérbios 28:13)

A confissão dos pecados é algo bem fora de moda no nosso tempo, na nossa geração. É uma prática e uma disciplina que precisam ser resgatadas pois não apenas este versículo mas também outros, especialmente no Novo Testamento, nos mostram o que ocorre na confissão. Veja Tiago 5:16, Romanos 10:10 e Atos 19:18.

Vivemos dias em que as pessoas em geral são realmente de pouca confiabilidade e isso dificulta muito, mas temos de crer no Deus sobrenatural que afirmamos que cremos. Pela graça de Deus eu tenho um discipulador confiável e que me ama, posso confessar minhas falhas a ele e pedir que ore por mim. Tenho colegas de ministério que merecem confiança e posso me abrir com eles sobre o que atormenta minha alma e me tira o sossego. Mas reconheço que nem sempre foi assim e para alguns ainda não é.

Ainda assim, temos nosso tempo a sós com Deus para chegar diante Dele e admitir tudo que fizemos que contraria Sua vontade expressa na Bíblia que é a Sua Palavra. Podemos chegar diante Dele e falar abertamente o que sabemos que não deveríamos ter feito. Podemos e devemos verbalizar aquilo que sabidamente é contrário ao que Ele já nos revelou. Se tivemos alguma direção específica Dele, também devemos obedecer e ao não fazê-lo pecamos - isso deve ser confessado. Aquele que sabe o bem que deve fazer e não o faz está pecando - isso deve ser confessado.

Não estou dizendo que seja fácil, mas é possível e portanto devemos tentar ao limite de nossas forças. Enquanto não começarmos não se tornará um hábito e enquanto não nos habituarmos não haverá disciplina. Se Deus não esperasse isso de nós, estaria dito e repetido na Bíblia. Até por que, como sempre, os maiores beneficiados somos nós mesmos.

"Senhor, eu quero aprender a derramar meu coração diante de Ti. Ensina-me, por favor. Ajuda-me, por Teu amor."

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"Quem é fiel no pouco, também é fiel no muito, e quem é desonesto no pouco, também é desonesto no muito." (Lucas 16:10)

Quando se fala em tentação, talvez na maioria das vezes, vem à nossa mente a questão da sensualidade. Na verdade se formos estudar um pouco, veremos que tentação é todo desejo ou intento violento (intenso) de fazer algo, que pode ser certo ou errado - mas normalmente é errado. Isso nos leva ao conceito geral de fidelidade, que é fazer o certo mesmo quando custa mais caro.

Deste modo, será tentação sempre que desejarmos algo que não podemos ou não devemos tocar/ter/fazer/olhar/comprar/dizer/usar... O que precisa ficar claro é que tentação não é pecado, mas ceder e fazer o que não deve é pecado, sim.

Uma das formas de vencer a tentação é manter a mente focada na fidelidade que tem promessa de recompensa. Se lermos todo esse capítulo, veremos que o ensino central de Jesus é sobre integridade, sobre ser honesto em tudo e veremos que há uma recompensa. Certamente a maior recompensa de todas é ser aprovado por Deus, ser encontrado digno de elogio por parte do Pai. Isso deveria ser suficiente para nos manter longe de ceder à desonestidade que vem da tentação.

Podemos ser tentados na área financeira, na questão moral, e mesmo em coisas simples como dizer a verdade e acabar prejudicado por isso. Pense no guarda rodoviário perguntando se de fato você estava em excesso de velocidade - e estava mesmo. Ou na hora de declarar o imposto de renda. Ou na hora de confirmar se cumpriu um propósito de jejum ou leitura da Bíblia. Pense naquelas situações em que seu interlocutor não tem como confirmar a veracidade da sua afirmação e a questão fica entre você e Deus.

Nestes momentos, assim como nos mais "cabeludos" a saída é a mesma - devemos ser fiéis e fazer o certo mesmo que custe mais caro ou cause prejuízo. Devemos encontrar forças para dizer não. Isso é vencer a tentação.

"Senhor, me dá forças para enfrentar a tentação e me colocar em posição de resistir. Se eu começar a resistir sei que vencerei. Ajuda-me, pelo Teu amor a mim."

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"Cada um cuide, não somente dos seus interesses, mas também dos interesses dos outros. " (Filipenses 2:4)

Quando olhamos para o verbo cuidar, temos geralmente uma visão muito pragmática, ao associarmos com algo que precisa ser feito e não necessariamente um pensamento, filosofia ou sentimento. Exatamente neste vetor quero colocar a oração com algo de extremamente prático, algo de pouca teoria e muita aplicação - e algo no qual precisamos crescer.

Cuidar é dar atenção, prestar atenção, olhando com cuidado, reparando nos detalhes. É não deixar passar em branco como se fosse invisível. A causa do meu irmão é interesse dele, mas eu posso cuidar dando atenção - sem bisbilhotar, sem me intrometer, sem ingerência.

Cuidar é agir para que algo termine bem, especialmente lembrando que muito ajuda quem não atrapalha. Se eu puder ajudar, quero ser abençoador, mais bem aventurado é dar. Se não posso, quero sair da frente e não ser pedra de tropeço no caminho.

Cuidar é proteger, e em se tratando de interesses de outros é sempre mais difícil. Mas eu posso proteger o meu irmão para que o interesse dele seja cumprido. Posso protegê-lo não falando mal dele, não permitindo que falem, não me juntando com quem fala.

Cuidar é priorizar, colocar primeiro, não esquecer, não deixar para depois. Cuidar é considerar mais importante orar pelo que é do irmão do que pelo que é meu. Às vezes, isso nos coloca no risco do exagero e negligência das próprias necessidade, mas eu creio de coração que podemos assumir esse risco.

Cuidar é orar. Orar é cuidar. É uma das formas mais sublimes de cuidado. Se realmente crescermos em oração, aprenderemos a cuidar daquilo que é do interesse dos irmãos, para com isso alcançar um nível de crecimento em oração. Não é um mero procedimento, é mais do que isso. É um estilo de vida com Deus. Nosso desafio é superar o desejo de só cuidar de nós mesmos.

"Senhor, me ajuda a encontrar uma forma de vencer meu egoísmo, centrado em mim mesmo. Quero realmente crescer na Tua presença para poder abençoar meus irmãos."

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"Vós sois os filhos dos profetas e da aliança que Deus fez com nossos pais, dizendo a Abraão: Na tua descendência serão benditas todas as famílias da terra." (Atos 3:25)

A palavra grega para "honra" significa reverenciar, estimar e valorizar. Honrar é dar respeito não apenas pelo mérito, mas também pela posição. Neste contexto, temos de nos lembrar que nossas palavras devem honrar nossos pais tanto quanto nossas atitudes e sentimentos. Quando vemos o texto acima e seu paralelo em Gênesis, vemos que os filhos herdaram mais do que terras e bens materiais quando foram abençoados. Por conta da bênção e do pacto de Deus com Abraão, todos os seus descendentes foram alcançados pelo Todo Poderoso em benção.

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"O filho sábio atende à instrução do pai; mas o escarnecedor não ouve a repreensão." (Provérbios 13:1)

A mim parece muito estranho um pai que não pretende ou não deseja que seu filho ouça suas palavras e as obedeça. É pior do que admitir que está errado, pois um erro simplesmente precisa ser corrigido, mas a falta de razão não merece ser seguida.

Do mesmo modo, um filho que não se vê na obrigação, ou não sente nenhum tino, de obedecer a seu pai, diz-lhe com atitudes (mesmo sem palavras) que não o respeita e que não o considera, está mandando um recado claro e direto de que o acha errado.

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"Também lhes digo que se dois de vocês concordarem na terra em qualquer assunto sobre o qual pedirem, isso lhes será feito por meu Pai que está nos céus." (Mateus 18:19)

Diz-se que pedir é fácil, mas pedir bem é uma arte. Parece-me que este versículo concorda com isso, pois tem de ser meio artista para encontrar unidade com os demais e pedir com unidade.

O fato incontestável e de fácil embasamento bíblico é que onde houver unidade o Senhor ordena benção e que a unidade traz um tipo de poder superior. De alguma forma sobrenatural, dois ou três fracotes se unem em oração e conseguem o que poderoso algum conseguiria sozinho.

Assim sendo, cabe-nos aprender a andar em unidade para orar, o que para alguns será mais do que um desafio. Imagino, pois nunca passei por isso, o quanto deva ser complicado tentar juntar algumas dezenas de pessoas para orar por algo que não se tem consenso. Imagino a "confusão" de pedidos chegando aos ouvidos de Deus, cada um pedindo o seu próprio interesse.

Precisamos encontrar unidade, urgentemente. Temos de parar de perder tempo orando sozinhos, desunidos, pois isso permite o avanço das trevas sobre um mundo que jaz no maligno. Enquanto ficarmos orando separados (em todos os sentidos), não aprendemos a orar como convém.

Por outro lado, se nos unirmos para orar por nossa nação, nossos governantes, pela conversão das autoridades que lá estão, pelas almas que se perderm... Imagine o impacto! Concordemos de hoje orarmos, todos nós, pelos alcóolatras. Amanhã oraremos pelos que são gente muito boa e sem vícios - mas que vai para o inferno do mesmo modo pois não tem Jesus. Se dois, apenas dois, podem fazer eco no céu, como Jesus disse neste versículo, o que uma igreja inteira poderia fazer? O que uma cidade inteira poderia fazer? O que todos os discípulos de Cristo numa nação poderiam fazer?

Para mim está claro que deveríamos ao menos tentar. Afinal, ou cremos na Palavra ou vamos dormir...

"Senhor, dá-nos estratégia e formas de encontrar unidade no meio do Teu povo. Começando em mim, ajuda-nos a abrir mão de opiniões pessoais para buscar unidade e resultados."

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E Eliseu voltou, apanhou a sua parelha de bois e os matou. Queimou o equipamento de arar para cozinhar a carne e a deu ao povo, e eles comeram. Depois partiu com Elias, e se tornou o seu auxiliar." (1 Reis 19:21)

Certamente um dos primeiros discipulados de sucesso relatados na Bíblia é o de Elias e Eliseu. O versículo em destaque nos mostra que Eliseu se desfez de tudo que possuía e partiu de sua terra para acompanhar Elias e tornar-se seu auxiliar.

Num processo de discipulado sério, profundo, sobrenatural e poderoso - como todos devem ser - tudo começa andando junto e auxiliando. O normal é que o discipulador seja um pouco mais experiente e que seja auxiliado pelo discípulo no exercício de seu ministério como forma de treinamento, para que, no tempo oportuno, o discípulo se torne também um mestre.

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