Entendendo e vivendo

NOSSA DECLARAÇÃO:


“Cremos que Jesus comissiona-nos a proclamar o Evangelho, a fazer discípulos, a batizar e a ensinar a observância de tudo aquilo que Ele ordenou. Somos chamados para sermos testemunhas de Cristo para todo o mundo e em todas as relações humanas.”

Crer que o evangelismo é parte fundamental da nossa Declaração de Fé não se baseia em fundamentos estratégicos humanos que têm como alvo o crescimento numérico da Igreja. O tema está diretamente ligado à ordem de Jesus Cristo quando comissionou Seus discípulos e, em consequência, a Igreja à pregação do Evangelho. Teologicamente, chamamos tal ordem de Grande Comissão (Mt 28:18-20), pois ordena aos cristãos que partam e façam discípulos em todas as nações. A base para a Grande Comissão é a autoridade de Cristo; e o incentivo, a promessa de que Ele estará com a Igreja na empreitada dessa missão.

Em resumo, podemos dizer que Evangelização é a atividade cujo objetivo é levar os homens a conhecerem o plano de Deus para sua salvação; impulsioná-los à aceitação de Jesus Cristo como Filho de Deus, Salvador e Senhor, e integrá-los à vida cristã. Deve ser a missão prioritária da Igreja; afinal, com qual outro objetivo a Igreja foi estabelecida? Ela não deve ser identificada com qualquer sistema social ou político; mas, sim, como entidade compromissada com o Reino em anunciar as “Boas-novas” sobre o Reino.

DEFINIÇÕES A RESPEITO DO TEMA


Quando falamos sobre a missão de anunciar as boas-novas, logo nos vêm à mente pelo menos três termos relacionados: Evangelho, evangelização e evangelismo. Os dois últimos mostram-se muito parecidos e podem ser até confundidos, mesmo apresentando significados diferentes. Por isso, cabe ao nosso estudo uma breve definição sobre os três.

EVANGELHO:

A palavra “evangelho” é uma tradução do termo grego evanguélion e significa, literalmente, “boas-novas”, “boas notícias”. Historicamente se diz que o seu sentido para os gregos antigos era de “boas notícias do campo de batalha”. Essa proclamação que podia chegar de navio, cavalo ou mesmo por um mensageiro a pé. Eram anunciadas a toda a cidade, que se mantinha na expectativa de ouvir as novidades. Tal mensageiro era o evanguélos, que significa “mensageiro sagrado, portador das boas-novas”. As definições exprimem muito bem o motivo do chamado que temos em nossos dias, pois somos evanguélos (portadores de boas notícias), em um mundo em guerra. Embora não percebamos, ou não queiramos perceber, as pessoas estão sedentas por notícias de salvação. Mais do que nunca, os meios de comunicação e os de transporte (que estão muito além de cartas, cavalos e navios) possibilitam-nos a divulgação do Evangelho.

O objetivo do Evangelho é persuadir, levando pessoas à conversão a fim de que se tornem seguidoras de Jesus. Cabe destacar que persuadir não é manipular, mas fazer com que alguém acredite em algo, ou levar à conclusão da necessidade de algo. Em relação ao Cristianismo, o Evangelho cumpre seus objetivos pelos seguintes motivos:

a) É verdadeiro. - Aquele que anuncia o Evangelho pode fazer com toda a tranquilidade, porque não está correndo risco de anunciar algo incerto. Como disse Paulo, “No qual também vós, tendo ouvido a Palavra da verdade, o Evangelho da vossa salvação, e tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa”. (Ef 1:13) O cristão não espalha falsas notícias; ele é portador de uma mensagem verdadeira que mudou, muda e continua mudando a vida dos que se submetem a tal mensagem.

b) É o poder de Deus. - O Evangelho cumpre seus objetivos por ser poderoso. Paulo também afirmou: “Pois não me envergonho do Evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê...”. (Rm 1:16)

c) É obra de Deus. - O Evangelho é de Deus, tendo nEle sua origem. (Jo 1:1-5; Rm 1:1) Sua obra continua sendo cumprida pela ação, e tão somente pela ação do Espírito Santo. Lembremos que o objetivo de persuadir é do Evangelho e, não, nosso. Somos apenas os portadores da mensagem. A mudança é obra do Espírito Santo agindo pela mensagem transmitida, convencendo o homem “...do pecado, da justiça, e do juízo”. (Jo 16:8)

Podemos concluir afirmando que o Evangelho é um conjunto de fatos e ensinos bíblicos que nos apresentam o cumprimento da providência de Deus para a Salvação dos pecadores. E o resultado da sua ação no homem é o arrependimento, a fé em Jesus Cristo, a conversão a Deus, a obediência, a perseverança e um viver de modo digno, a ponto de dar bons frutos. EVANGELIZAÇÃO: Evangelização é a ação de evangelizar. Enquanto “Evangelho” significa “boas-novas”, ou “boas notícias”, a evangelização é o ato de anunciar essas novidades. É a ação de comunicar o Evangelho, visando levar Jesus aos perdidos para que sejam salvos, por Seu amor e Sua graça. Disse um autor que evangelizar poderia ser definido como “um mendigo dizer a outro onde conseguir alimento”.

A Evangelização:

é uma ação que realiza. É a prática efetiva da proclamação do Evangelho, quer pessoal, quer coletivamente, até aos confins da Terra, levando-nos a cumprir plenamente o que Jesus delegou-nos. (At 1:8) Em outras palavras, é o “Ide por todo o mundo e pregando o Evangelho a toda a criatura”.

É importante destacar que evangelizar não é o mesmo que pregar. Embora a pregação seja uma forma de evangelismo, nem toda a pregação é evangelização. Evangelizar vai muito além de palavras ditas; é a palavra vivida. Nenhum testemunho convence mais o próximo do que aquele que damos pessoalmente. Aldrich disse que os não cristãos são atraídos, primeiramente, pelos cristãos e, posteriormente, por Cristo. Ou seja, é a velha história: o primeiro Jesus que as pessoas conhecem somos nós; a primeira Bíblia que elas leem é a nossa vida.

A respeito da evangelização, Jesus fala o seguinte de Si: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque Ele ungiu-me para pregar as boas-novas aos pobres. Ele enviou-me para proclamar liberdade aos presos e recuperação da vista aos cegos, para libertar os oprimidos e proclamar o ano da graça do Senhor”. (Lc 4:18-19) Jesus cumpriu cabalmente Seu trabalho de evangelização, por meio de Suas palavras e por intermédio de Seu testemunho. Antes de subir ao céu, comissionou Sua Igreja (Mt 28:19-20; Mc 16:15; Lc 24:47-49) à prática da evangelização e capacitou-a para tal missão (At 1:8).

Como vimos no tópico anterior, o Evangelho tem origem em Deus; é obra dEle e é poderoso para salvar o mais torpe pecador. Ou seja, cumpre o seu objetivo. Todavia, a evangelização é uma missão direcionada à Igreja, aos homens. Ou melhor, trata-se de obra humana, de um ministério de comunicação, no qual os cristãos tornam-se porta-vozes da mensagem de misericórdia de Deus aos pecadores.

EVANGELISMO:

A palavra “evangelismo” não aparece no Novo Testamento. A partícula final “ismo” denota “sistema”. Isso significa que evangelismo envolve princípios, métodos, estratégias e técnicas empregadas na ação efetiva de evangelizar. Também reúne recursos e fornece ferramentas que a evangelização utiliza para realizar o objetivo. Podemos afirmar que o evangelismo é a metodologia da evangelização.

O objetivo da evangelização, que é levar o pecador a Cristo para salvação, é devidamente esquematizado pelo evangelismo, que estrutura a verdadeira teologia da salvação para que ela não descambe para outros objetivos. Ou seja, o evangelismo fornece à evangelização as condições adequadas para alcançar quem precisa da salvação, com toda a bagagem cultural e no contexto em que a pessoa está inserida.

Muitos sabem o que é o Evangelho, entendem a necessidade de evangelizar, mas não compreendem o sentido de evangelismo. Por isso, os resultados das ações evangelísticas não surtem resultados suficientes.

O Evangelismo utiliza-se de métodos e estratégias para que a evangelização alcance objetivo. E coloca o Evangelho no contexto em que será pregado, sem perder a essência da mensagem. Vejamos um exemplo bíblico e prático sobre isso.

Então, Paulo, levantando-se no meio do Areópago, disse: Senhores atenienses, em tudo vos vejo acentuadamente religiosos; porque, passando e observando os objetos de vosso culto, encontrei também um altar no qual está inscrito: AO DEUS DESCONHECIDO. Pois esse que adorais sem conhecer é precisamente aquele que vos anuncio.

Atos dos Apóstolos 17:22-23
Nesse caso, Paulo, estrategicamente, aproximou-se dos atenienses, contextualizando o Evangelho à realidade dos ouvintes. Ele não os acusa de idólatras, mas os chama de “religiosos zelosos”. Então, oportuniza a entrada do Evangelho naquele lugar e, como resultado da estratégia, ou seja, do evangelismo, muitos se converteram. (At 17:34)

POR QUE EVANGELIZAR?


Os três evangelhos sinópticos narram a ordem de Jesus para a evangelização. (Mt 28:19-20; Mc 16:15-16; Lc 24:44-49) Há uma discussão teológica sobre qual deles corresponde a tradução correta do termo “ide”. Alguns intérpretes preferem o termo mais corrente “ide”, que está no imperativo. Outros preferem “indo”. Tanto uma quanto outra tradução são cabíveis e não afetam o propósito do texto, ou seja, informar que Jesus comissionou Seus discípulos à uma missão: pregar o Evangelho.

Então, a resposta que temos à nossa pergunta central é: devemos evangelizar porque Jesus comissionou a Igreja a isso. O texto de Mateus 28:18-19, exposto na tradução da Nova Versão Internacional da Bíblia, esclarece melhor: “Então, Jesus aproximou-se deles e disse: Foi-me dada toda a autoridade no céu e na Terra. Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”.

Neste texto percebemos uma ligação entre a autoridade de Jesus e a evangelização se observarmos a conjunção “portanto”. Ou seja, a ordem tem como base a autoridade de Jesus. Assim, evangelizar reflete a ação de uma Igreja que está sob a autoridade do Filho de Deus.

Evangelizar é um ato de obediência em amor. Se amamos alguém, desejamos agradar-lhe e obedecer-lhe. Se amamos a Cristo, queremos obedecer à Sua ordem e fazer a Sua vontade. Quando Cristo diz “ide e ensinai”, a Sua ordem em si é a nossa grande motivação.

Além do mais, a evangelização é o resultado do nosso relacionamento pessoal com Deus, que reflete por si a obra que Ele fez em nós. As “Boas-novas de Salvação” estão impressas no nosso testemunho. Jesus mesmo disse: “vós sereis minhas testemunhas”. (At 1:8) Por isso, evangelizamos ao andar, nossos negócios, nos relacionamentos, nas palavras, ou seja, sempre.

A QUEM EVANGELIZAR?


A grande comissão responde a uma segunda pergunta: a quem devemos evangelizar? Mateus diz que devemos ir a todas as nações: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações”. (Mt 28:19) Marcos particulariza a grande comissão: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda a criatura”. (Mc 16:15) Sua ênfase é que o Evangelho deve não só ser levado a todas as nações, mas a todo o homem, mulher, jovem ou criança que as habitam. O Evangelho é o oferecimento de Deus aos pecadores. São as boas-novas de Cristo, disponíveis para todos; Ele os está convidando a virem para junto de Si.

A Evangelização não faz acepções. Paulo fala a respeito: “Pois sou devedor tanto a gregos como a bárbaros, tanto a sábios como a ignorantes”. (Rm 1:14) O objetivo da Evangelização é alcançar o mundo inteiro, pois Deus amou a todos. (Jo 3:16) Esse processo começa quando pregamos a Palavra aos que estão próximos de nós e, depois, estende-se, rompendo fronteiras. No livro de Atos, temos as palavras de Jesus aos Seus discípulos quanto a como sucederia a evangelização e qual o alvo a alcançar: “mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria, e até os confins da Terra”. (At 1:8)

A pregação do Evangelho deveria seguir a seguinte ordem: Jerusalém – Judéia – Samaria – Confins da Terra. Toda as pessoas precisariam ouvi-lo, das mais próximas às distantes. A Igreja não pode perder o foco desse alvo – o Evangelho deve alcançar os confins da Terra, sem jamais se esquecer de pregar àqueles que estão próximos.

CONCLUSÃO


A Igreja não é simplesmente uma organização de quatro paredes com endereço, uma placa e um CNPJ; transcende a tudo isso, por ser viva e acontecer a partir da vida de cada um dos membros e pela unidade entre eles. Embora cada um receba do Senhor capacidades e chamados específicos, há um ponto comum entre os cristãos: todos somos chamados a evangelizar, mesmo que em espaços e em condições diferentes. Todos têm o dever de anunciar as boas-novas. A tarefa de evangelizar foi dada aos crentes na qualidade de membros do Corpo de Cristo. Todo aquele que está no corpo pertence a essa missão.

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