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Quem São os Batistas do Sétimo Dia? Capítulo II – As Igrejas Batistas do Sétimo Dia PDF Imprimir E-mail
Escrito por Adriano Teixeira   
04-Dez-2007
A igreja Batista do Sétimo Dia é uma comunhão de crentes batizados em Jesus Cristo, morando a uma proximidade razoável uns dos outros, unidos para mútuo encorajamento, culto, estudo, evangelismo e serviço, desejosos que todos os homens possam vir ao conhecimento salvador de Jesus Cristo e que a vontade de Deus será feita “tanto na terra como no céu”. Mateus 6:10. As aplicações do propósito divino para a vida em nossa sociedade são da maior importância e interesse. Elas afetam cada aspecto da vida. Os Batistas do Sétimo Dia acreditam que a aceitação do exemplo de Cristo e da vontade de Deus inclui manter o dia de Sábado santo. Portanto, eles incluem a apresentação do Sábado como parte de sua missão para o mundo e para Cristo.


A CONGREGAÇÃO

Os Batistas do Sétimo Dia acreditam que a igreja é uma congregação local. Isso quer dizer que as pessoas que se confraternizam em uma comunhão em Cristo são a igreja. É apropriado pensar nela como uma associação de indivíduos conduzidos pelo Espírito de Deus a unirem-se em uma missão em nome de Jesus Cristo. Crentes batizados, unidos por pacto, tornam-se a igreja através da qual Deus fala ao seu mundo. Tal congregação é uma assembléia de iguais: cada voz pode ser ouvida, cada vida traz a sua influência. Alguns podem ser separados para certas tarefas especiais através da ordenação, mas isso não confere nenhuma santidade especial ou classe especial. Alguns podem ser eleitos oficiais do grupo, mas isso não os dá autoridade de governar. A congregação é um ajuntamento de iguais.

Os Batistas do Sétimo Dia afirmam que a autoridade central está em Jesus Cristo. Desde o começo, a igreja conclama Cristo como seu cabeça. As igrejas Batistas do Sétimo Dia acreditam que a autoridade de Cristo é real e válida. Elas acreditam que ele fala mais seguramente na comunhão íntima da congregação local. Portanto, a congregação por si mesma detém o poder de conduzir seus próprios negócios e direcionar seus esforços enquanto ela procura seguir as mesmas direções procuradas por outras congregações, aquela do cabeça supremo, Jesus Cristo.

O direito do indivíduo de aproximar-se de Deus sem nenhum outro mediador além de Jesus Cristo e a responsabilidade de cada Cristão de servir como mediador aos outros se combinaram para criar a doutrina do “sacerdócio de todos os crentes”. Por trezentos e cinqüenta anos, os Batistas do Sétimo Dia aderiram a este credo, e ele tem dado forma à sua constituição. Isso conduziu congregações locais a lutar pela libertação de qualquer outra forma de coerção que não a coerção interna do Espírito. Isso tem sido a raiz de ambos a autonomia da igreja local e o princípio de associação.

A igreja local Batista do Sétimo Dia é autônoma: ela organiza-se da maneira que ela sente a orientação de Deus para organizar-se. Ela aceita programas e procedimentos uma vez que ela acredita que Deus a dirige. Ela responde a apelos, dá apoio financeiro, serve a necessidade humana e faz tudo que ela faz por motivo de seu envolvimento, através da oração e do trabalho dedicado, na orientação dada pelo Espírito de Deus. Assim, a congregação é responsável por uma organização adequada; ela é responsável pela realização da missão; ela é responsável pelo desenvolvimento de uma comunhão fraterna; ela é responsável por diligência e serviço. Ela é responsável, não diante de uma organização ou de um homem, mas de Deus somente. É a Ele a quem a igreja se reporta. É Ele quem julga. A igreja é responsável por ela mesma e pelo seu trabalho abaixo de Deus.

A igreja local Batista do Sétimo Dia é dependente: a sua autonomia é condicionada ao princípio da associação. Assim como os indivíduos se juntam em igrejas para serem fortalecidos através da fé, do interesse e do apoio mútuos, assim também as igrejas se juntam em corpos maiores para força e benefício mútuos, assim como indivíduos se juntam em igrejas para submeterem seus discernimentos em discernimentos de todos os membros, assim as igrejas se juntam em grupos maiores e se beneficiam com discussões e correções mútuas. Assim como indivíduos jogam os seus esforços em esforços congregacionais para enfrentar injustiça social, imoralidade, iniquidade de forma que juntos possam fazer um impacto, assim as igrejas locais unem as suas forças naqueles e em maiores grupos de forma que o impacto possa ser feito em problemas regionais, nacionais e mundiais.

As igrejas Batistas do Sétimo Dia estão constantemente envolvidas na procura de um equilíbrio entre a autonomia local e o princípio associativo. Tempos de mudança, atitudes modernas, novos desenvolvimentos no governo e na educação, tudo ajuda a moldar o pensamento e a ação atual; mas os Batistas do Sétimo Dia estão largamente de acordo que no equilíbrio entre os dois princípios é que será encontrado o melhor relacionamento, de congregação a congregação.
AS PESSOAS LEIGAS

Os Batistas do Sétimo Dia acreditam que todos os Cristãos são chamados a ministrar em nome de Cristo, e que cada crente é responsável diante de Deus de usar as suas habilidades dadas por Deus, como bons mordomos, no culto, no trabalho e no testemunho de igreja no mundo. Esse ministério leigo provê a base humana da vida e do serviço de igreja. Que isso é verdadeiro nos tempos do Novo Testamento é evidenciado pela carta de Paulo aos Efésios na qual ele caracterizou o trabalho dos pastores, professores e evangelistas, em parte, como o de preparar Cristãos para o trabalho do ministério. Efésios 4:11-13. Os leigos têm a responsabilidade por evangelismo, educação, trabalho com a juventude, serviço social e ação social. Tal responsabilidade individual é claramente ilustrada pela constituição congregacional na qual cada membro tem uma voz e a reunião da igreja é uma reunião de iguais.

Os leigos ministram de muitas formas. Na igreja eles são oficiais, assistindo uns aos outros como irmãos de inumeráveis formas. Em casa e no laser eles servem seus amados porque Cristo os amou. Nas tarefas e no trabalho eles servem como representantes de Cristo em honestidade, justiça e misericórdia. Quando eles entram na vida pública, eles representam a igreja. Eles são ministros de impressão, contabilidade, agricultura, medicina, ensino, dedicando suas habilidades especiais no mundo secular ao trabalho do ministério por amor a Cristo. Os Cristãos são continuamente desafiados a enlanguescer seus conceitos sobre o que é o ministério e a sua aceitação individual da responsabilidade por ele.

OS SACRAMENTOS

Os Batistas do Sétimo Dia têm tradicionalmente observado dois sacramentos, o Batismo e a Ceia do Senhor. Com os outros Cristãos, eles definiram o sacramento como “um sinal externo e visível de uma graça espiritual e interna”. Os Batistas do Sétimo Dia seguem os reformistas em reduzir seu número a dois e se assemelham aos “Quakers” em diminuir a sua importância cerimonial. As cerimônias são atos praticados pelos seres humanos. Elas são repetidas como uma lembrança de coisas que alguém tende a esquecer e como expressão de coisas que alguém não pode falar. Neste sentido, elas vêm primeiramente de e são ministradas especialmente para as necessidades humanas. Mas, os Cristãos, entre eles os Batistas do Sétimo Dia, concordam que nos sacramentos preocupa-se com os meios divinos da graça. E a função da graça é fortalecer a fé através da qual os seres humanos são salvos. Os sacramentos vieram dos atos de Jesus, o autor e consumador da fé salvadora (Hebreus 12:2). Participar desses atos fortalece elementos essenciais à experiência dos Cristãos. Unindo-se a Jesus neles estimula no crente “a mente de Cristo”. I Coríntios 2:16. Assim, os sacramentos tornam-se “sinais” ou “testemunho” da aceitação do amor de Deus. Eles têm qualidades ambas objetivas e subjetivas. È disso que os Batistas do Sétimo Dia cuidam e, portanto, eles tendem a manter as cerimônias humanas simples de forma que a graça divina seja evidente.



O BATISMO

O Batismo é tanto um testemunho para uma nova vida hoje como ele foi para Jesus. É o testemunho público apropriado que alguém que tenha sido educado em um lar Cristão decidiu aceitar Cristo como seu Salvador pessoal. Atos 8:35-38. É, também, o sinal apropriado que o pecador que conheceu a Deus ou que se desviou dEle encontrou um novo nascimento espiritual. João 3:1-21. O Batismo é um ato de consagração pessoal a Deus e um testemunho aos outros dessa dedicação. Portanto, os Batistas do Sétimo Dia praticam o que é freqüentemente chamado “batismo do crente”. Eles não praticam o batismo infantil. Isso não é porque eles não acreditem que as crianças sejam parte do reino de Deus, mas porque eles acreditam que o Batismo é o sinal que uma pessoa fez uma escolha consciente de seguir a Jesus. Os candidatos ao batismo fazem a sua profissão de fé e pedem o sacramento em reunião pública ou mais particularmente através do pastor.

Algumas vezes, precisamente porque o pré-requisito de fé pessoal é levado tão a sério, os pastores Batistas do Sétimo Dia conduzem classes bíblicas, teológicas e de qualidade de membros da igreja antes de administrarem o batismo. Em todo caso, os Batistas do Sétimo Dia entendem que os indivíduos devem estar na idade do entendimento e devem ser capazes de compreender até certo grau o significado do passo que estão tomando.

Na maioria das igrejas Batista do Sétimo Dia, o batismo é pré-requisito para tornar-se membro da igreja. Quase todos admitirão adultos batizados por imersão em uma outra igreja, e poucos aceitarão Cristãos adultos que foram batizados na infância.

Em algumas igrejas uma cerimônia de consagração de infantes é algumas vezes conduzida, em reconhecimento da nova vida da criança e as novas responsabilidades e alegrias dos pais. Os Pastores normalmente se dão ao trabalho de deixar claro que esta cerimônia de forma alguma constitui um batismo, e é freqüentemente chamada “Consagração dos Pais” ou “A Consagração dos Infantes Pelos Pais”, como um sinal desta distinção. É algumas vezes destacado que os hebreus conduziam cerimônias para ambos, a criança recém-nascida e a sua mãe, e que Maria e José fizeram essas coisas em Jerusalém pouco tempo após o nascimento de Jesus. Lucas 2:22-39. Paulo fala de ser enterrado com Cristo pelo batismo: Não sabeis vós que todos quanto fomos batizados em Jesus Cristo fomos batizados na sua morte? De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo ressuscitou dentre os mortos, pela glória de Deus Pai, assim também andemos nós em novidade de vida. Porque se nós fomos plantados juntamente com ele na semelhança da sua morte, também o seremos na da sua ressurreição: sabendo isto, que o nosso velho homem foi crucificado com ele, para que o corpo do pecado seja desfeito, para que não sirvamos mais ao pecado. Porque aquele que está morto está justificado do pecado. Romanos 6:3-7.

Os Batistas do Sétimo Dia consideram que a real submersão de todo o corpo sob a superfície da água preenche completamente o simbolismo daquela descrição, e também se referem ao relato que quando Jesus foi batizado ele “saiu da água”. Marcos 1:10. Nenhuma outra forma de batismo é encontrada no Novo Testamento, e ela continuou a ser praticada pela igreja até que a teoria tornou-se popular de que a água tinha algum poder mágico de levar embora a culpa do pecado original o qual cria-se que condenava até mesmo os bebês à condenação eterna. Mesmo assim, o costume de imergir crianças durou por vários séculos, provavelmente com o rosto voltado para a água, talvez três vezes.

Portanto, os Batistas do Sétimo Dia praticam o que é chamado “batismo de imersão”. Eles não praticam “salpicar” ou “derramar” água. Isso não se dá porque eles tenham convicções a respeito da eficácia da água, mas porque eles acreditam que a experiência de completa imersão é uma parte essencial do simbolismo da morte para a velha e a ressurreição para a nova vida. Sempre nos anos passados e freqüentemente nos anos mais recentes, os Batistas do Sétimo Dia praticaram o batismo ao ar livre em piscinas naturais ou córregos de água. A igreja mais velha, “Mill Yard” em Londres, em ocasiões fez uso de uma piscina em um banho público. Contudo, com a construção de novas igrejas ou as reformas das que existiam, a inclusão de um batistério nas plantas somou muito à conveniência e à considerável privacidade e em até certo ponto à beleza dos cultos.

Em muitos casos, ao candidato é dada a oportunidade de expressa sua fé em Cristo bem lá mesmo no momento anterior ao ato de ser batizado. Após indagar sobre a fé do candidato, o ministro que está oficializando diz, com efeito, “Sob sua profissão de fé em Cristo Jesus como Senhor e Salvador, Eu agora te batizo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, Amém”. O candidato é então imergido uma vez na água, com as costas para a água, sendo seguro pelo ministro. Ordinariamente espera-se que o batismo seja realizado por um ministro ordenado, embora mais pelo senso de ordem e propriedade do que por causa de qualquer sentimento sobre a eficácia da ordenação. Por outro lado, é inteiramente apropriado para a igreja apontar um diácono ou um leigo para conduzir um batismo se não houver um ministro disponível, e ordinariamente as igrejas preferem assim fazer a convidar um ministro ordenado de outra denominação para fazê-lo. A mesma pratica aplica-se também para a comunhão.

Todo esforço deve ser feito para manter a ocasião tão significativa e sagrada quanto possível, de forma que aquele que é batizado possa lembrar-se do dia como um dos mais bonitos e significantes da sua experiência Cristã.

COMUNHÃO

Festas sagradas têm caracterizado muitas religiões, mas os Cristãos encontraram alguma coisa única na refeição simbólica chamada “A Ceia do Senhor”, redesempenhando o último encontro de Jesus com seus discípulos antes da crucificação. A ocasião é a Festa Judia da Páscoa, e dela vêm os elementos do pão ázimo (sem fermento) e do vinho. Após ter contado aos discípulos da sua morte iminente e ter compartilhado com eles da sua certeza que Ele era de fato o tão esperado Messias, Ele tomou o pão e o distribuiu com os seus discípulos dizendo, “Esse é o meu corpo que é partido por vós”. Então Ele dividiu o cálice com eles. “Esse cálice é o novo testamento do meu sangue que é derramado por muitos para a remissão de pecados”. Então eles saíram, Ele para sua morte e eles para os seus destinos como seguidores dEle.

O que foi dito e feito na Última Ceia formou o mais antigo sinal da tradição Cristã que nunca prescreveu. Repetindo os atos e as palavras, os Cristãos participam de alguma coisa mais antiga do que os Evangelhos escritos. A vida do movimento Cristão é constantemente renovada e os eventos da vida de Jesus, assim lembrados, tornam-se um fato presente. De tudo isso os Batistas do Sétimo Dia sabem que eles participam, e eles conduzem a sua própria “comunhão” com grande sentimento, emoção interior, e freqüentemente em silêncio quase absoluto.

Não é comum entre os Batistas do Sétimo Dia observar a comunhão com freqüência. A Maioria celebra o sacramento trimestralmente, embora essa prática varie de acordo com os desejos da igreja local. Alguns acham que a celebração deveria ocorrer somente uma vez por ano, e na época da Páscoa, uma vez que essa foi a época da sua instituição.

 

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