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Um povo escolhido - PDF Imprimir E-mail
Escrito por Steve Saunders   
08-Set-2010

1 Pedro 2.1-10

Como aprendemos na última semana, porque Cristo foi primogênito dentre os mortos, temos garantida nossa herança através de sua ressurreição. Isto é resultado de um relacionamento pessoal com Jesus Cristo. Como resultado da fé, somos protegidos das misérias dos caminhos do mundo e perdoados através do seu sangue derramado. Isto é recebido, não por qualquer coisa que tenhamos feito, mas por meio da graça de Deus em Jesus Cristo. No segundo capítulo Pedro conclui os primeiros pensamentos com alguns conselhos bem fortes para o cristão. Os versículo 1-3 dizem: “Portanto, livrem-se de toda maldade e de todo engano, hipocrisia, inveja e toda espécie de maledicência. Como crianças recém-nascidas, desejem de coração o leite espiritual puro, para que por meio dele cresçam para a salvação,
agora que provaram que o Senhor é bom” (NVI). Observe que como nação santa experimentamos a bondade de Deus. Isso não deveria ser apenas adequado, mas nos motivar a nos movermos adiante, livres das armadilhas mundanas.

Continuando com o tema de Pedro, santidade, hoje consideraremos o que signifi  ca ser “povo eleito”.

Quando criança crescendo em North Loup, Nebraska, e quando adolescente em Los Angeles – Califórnia - experimentei um fenômeno que suspeito que muitos leito-
res tenham experimentado. Em eventos esportivos, parecia que eu sempre era quase o último, se não o último, a ser escolhido quando os capitães dos times apontavam os jogadores de suas respectivas equipes. Interessantemente, esse sentimento de ser rejeitado, ser o último a ser considerado e escolhido (e às vezes por falta de opção) tornou-se uma armadilha emocional por muitos anos, e acho que hoje em dia aparece de tempos em tempos.

Em meu primeiro semestre de faculdade, no trote dos calouros, fomos desafi  ados pelos veteranos a um jogo de softbol. Como de costume, dentre os que estavam dispostos a participar, fui o último a ser escolhido pelos calouros. Acho que me saí tão bem como a maioria jogando no campo direito (uma posição muito frequentemente reservada para os menos capazes). Quando chegou minha vez de rebater, o nono da ordem, subi na base. Depois de duas batidas ruins para arremessos lentos, os murmúrios foram fi  cando cada vez mais altos. Devo admitir que estava realmente nervoso. Peguei aquela última chance e bumba! Lancei a bola por cima da cerca, dando um home run2. De repente, em meio aos gritos de alegria e algumas risadas abafadas tornei-me um dos escolhidos (pelo menos naquele momento).

Assim é frequentemente com os cristãos hoje. Pode mos ser considerados pelo mundo como sendo menos que  aceitáveis pela perspectiva mundana até que acertamos um  “home run”. Mas se acertamos o “home run” do mundo,  teremos fracassado em nosso testemunho?

Pedro de maneira poderosa apresenta o tipo de pessoa que Deus aceita como seu povo eleito. Ele diz que somos rejeitados pelos homens, mas eleitos por Deus e preciosos para ele. Somos resultado da obra do Salvador, que é a preciosa pedra angular.

Durante os três anos do ministério de Jesus, ele foi  escolhido. Foi seguido por causa de seus poderosos ensinamentos. Foi escolhido para ser o que cura, quando revelou
poder curador no relacionamento com seu Pai. Jesus foi escolhido quando muitos esperavam que estabelecesse um reino terreno, até mesmo uma rebelião contra Roma. Mas quando sua mensagem foi uma mensagem de amor, misericórdia, perdão e a graça de Deus, ele foi “desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer” (Isaías 53.3). Quando descobrimos mais e mais que estamos sendo rejeitados pelo mundo, precisamos apenas olhar para o Salvador para percebermos que nossa rejeição é superfi  cial comparada com a rejeição de Jesus.

As Escrituras continuam nos contando que somos  povo eleito e sacerdócio real. Que pensamento maravilhoso podermos nos achegar como sacerdotes diante de Deus e
através da confi  ssão de nosso próprio pecado, sermos reconciliados com ele por meio do sangue de Jesus Cristo. Temos a garantia de um relacionamento de co-herdeiros com Cristo, quando nos achegamos diante do Pai. Como destacado no capítulo 1 desta epístola, somos uma nação santa.

Pedro nos diz que pertencemos a Deus. Pertencemos a ele porque somos eleitos.

Minha memória de ser escolhido por último é forte. Mas agora percebo que fui escolhido primeiro, assim como você foi escolhido primeiro. Ninguém pode dizer que em Jesus Cristo ele ou ela foi escolhido (a) por último. Nem podemos dizer que outros foram escolhidos antes de nós, porque eu acredito que Jesus Cristo morreu por nossos pecados individualmente. Ele morreu por seus pecados, submeteu-se de boa vontade à cruz em seu lugar e assegurou seu lugar no relacionamento com Deus – assim como signifi  cantemente o fez a todos os outros.

Nós também pertencemos a Deus para que possamos proclamar e declarar seus poderosos feitos. Para mim mesmo isto é frequentemente superficial. Com que frequência eu digo “Louvado seja Deus!” porque é algo que cristãos fazem? Com que frequência repetimos a oração do Senhor sem considerarmos as ramifi  cações ou o signifi  cado dessas palavras? Com que frequência falamos de cor um belo salmo que declara os louvores de Deus e perdemos o rico entendimento dessas palavras de louvor? Pertencemos a Deus para o expresso propósito de louvá-lo. Somos dele porque ele nos chamou das trevas para que pudéssemos nos aquecer no calor de sua bondade.

Lembra do tempo no qual você veio a conhecer Cris to como seu Salvador pessoal? Para alguns esta foi uma experiência de crescer na graça. Para outros foi uma vívida
experiência de conversão. Para outrem isto foi um conhecimento revelador de uma mudança necessária. Em todos os casos, foi resultado da misericórdia de Deus colocada no coração. “Não haviam recebido misericórdia, mas agora a receberam” (v. 10, NVI).

Finalmente, Pedro admoesta-nos sobre a maneira como vivemos nesta terra. Sim, somos estrangeiros. Não nos encaixamos nos padrões do mundo. Em sua tradução
do Novo Testamento, J. B. Phillips traduz Romanos 12.2 assim: “Não deixem que o mundo esprema vocês a seu próprio modo, mas deixem que Deus refaça suas mentes de dentro, para que vocês possam provar na prática, que o plano de Deus para vocês é bom, preenche todas as suas demandas e move-se para o alvo da verdadeira maturidade.
” Pedro nos diz para vivermos vidas tão boas, que quando o mundo nos vir em ação, ainda que nos acusem de agirmos erradamente, verão as boas obras em nós por causa de nosso relacionamento com Deus e porque somos o povo escolhido dele.

 

 

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