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Sofonias anuncia a justiça de Deus - Sofonias 3:1-5, 8-9 - Entendendo e Vivendo | Sofonias anuncia a justiça de Deus - Sofonias 3:1-5, 8-9 - Entendendo e Vivendo |
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| Escrito por Matthew Berg | |
| 10-Mai-2008 | |
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Contexto
A profecia de Sofonias é feita durante o reino de Josias e sua reforma (640 – 609 A.C.). Josias herda uma bagunça moral e política de seu pai Amom e seu avô Manassés. A Assíria era a maior potência mundial no seu tempo. “Ela tinha tiranizado o mundo durante trezentos anos e era reconhecida pela crueldade, tortura, lascívia, magia negra, bruxarias, feiticeiros e pelo sacrifício de crianças. Como você nomearia isto?” (Peterson, pág. 246). Manassés era um grande admirador de todas as coisas assírias e importou o mal assírio para Judá e Jerusalém. Ele construiu santuários, pilares fálicos e obscenos erguidos para a deusa assírica Aserá por toda parte do país (e o culto a Aserá incluía ter relação sexual com as profetizas do templo). Ele também encheu o templo de Salomão com imagens e relíquias, e até mesmo construiu quartos no templo para o uso das prostitutas sagradas. Estas eram as condições quando Josias assumiu o trono aos oito anos de idade! Então não é de se admirar que a profecia de Sofonias venha repleta de “obscuridade” e “maldição”. É importante lembrar que as profecias do Antigo Testamento não tinham esse perfil e intentavam trazer redenção e renovo na vida do povo de Deus. É difícil achar esperança em Sofonias, e isso nos traz à tona a realidade de que há conseqüências para o pecado e essas conseqüências podem vir sobre toda uma nação. Contexto Histórico 3:3 Leões rugidores. A analogia do profeta entre os príncipes de Judá e leões rugidores pode ser comparada a uma lamentação feita no Salmo 22:12-21, onde o sofredor é ameaçado por leões rugindo e clama por livramento (também Jeremias 2:30). 3:9 Lábios puros. Os rituais mesopotâmicos freqüentemente descrevem a purificação dos lábios como um simbolismo da purificação da pessoa. Era um pré-requisito, especialmente aos sacerdotes, antes de poderem comparecer à corte divina e dar seu testemunho, ou fazer seu clamor. Aplicação No versículo 1 do terceiro capítulo, temos uma acusação contra a cidade rebelde, impura e opressora. Sofonias escreve algo que pode ser expresso como “a voz, vocês sabem de quem”. O profeta usa o dispositivo retórico de condenar nações circunvizinhas para atingir o ponto que deseja. Isto é efetivo uma vez que o povo de Deus sabia que era culpado por tal comportamento pecaminoso. A revelação mais triste que o profeta traz é a de que muitos não têm consciência da necessidade do arrependimento. (3:5). Nos versículos oito e nove do terceiro capítulo, Sofonias revela que não podemos cair a tal ponto de que saíamos da presença de Deus (Salmo 139). Simplesmente não podemos ir além do seu amor, carinho e disciplina. “Espereis confiantes em mim” Deus diz através de Sofonias! Eventualmente a ira divina será despejada (3:8a) e esta chance a redenção surgirá e misericórdia fluirá do Senhor quando sua graça for derramada. Por fim, Sofonias diz sobre a intenção de Deus de que andemos em retidão. O que se estende ao povo e sua relação uns com os outros. É sempre importante lembrar de que a justiça de Deus tem a finalidade de produzir redenção ao seu povo e ao mundo. Servimos a um Deus que contestará nosso pecado, bem como trará sobre nós as conseqüências de tais atos pecaminosos. Deus não é caprichoso nem temperamental. Isso é para que haja redenção. A correção de Deus é dolorosa, porém tem propósito de trazer o seu povo à obediência e regozijo. Normalmente em nosso testemunho sobre o Evangelho excluímos o dia do Julgamento Final, talvez por medo de que as pessoas se sintam ofendidas .Talvez não amemos estas pessoas a tal ponto de expor as conseqüências de suas escolhas. Pode ser que esta exposição dos fatos pudesse ajudá-las a sair do seu mundo de pecados e enxergar a realidade sobre a vida delas. Temos este compromisso em nossa igreja, mas até que ponto colocamos isso em prática no nosso dia-a-dia? Poderemos ver a justiça e redenção de Deus se abrirmos nossa mente em relação à desorganização e vulnerabilidade que há nos relacionamentos dos seres humanos. Muitas vezes, aqueles com quem mais nos preocupamos são os que mais sofrem as conseqüências de nossos pecados, porém, são também estes os felizardos que podem ver de perto a soberania do Deus que servimos. No dia do Julgamento Final, a glória será toda dele, de tal forma que viveremos para glorificá-lo por sua redenção e por tudo que ele é. Devemos aprender a crescer na graça, orando fervorosamente para que Deus nos transforme e nos use de tal forma que possamos ver os frutos de redenção na vida das pessoas. Quão gratos somos por isso? Como meu pai diria, “é difícil para nós compreender os benefícios dos sofrimentos que Deus nos faz passar nessa vida”. Não tenho palavras melhores do que as do profeta, no terceiro capítulo e no verso 9, e oro para que possamos viver essa realidade e nos unir em oração reconhecendo os benefícios do amor de Deus. “Então purificarei os lábios dos povos, para que todos eles invoquem o nome do SENHOR e o sirvam de comum acordo.” (Sofonias 3:9, NVI). Amém e Amém! |
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