Estudos Explicativos
QUANDO TRAGÉDIAS ACONTECEM | QUANDO TRAGÉDIAS ACONTECEM |
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| Escrito por Adriano Teixeira | |
| 03-Fev-2007 | |
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Justin Camenga O contexto Nas partes das Escrituras de hoje, as possessões e a família de Jó são obliterados simultaneamente; porém, ele permanece intacto (fisicamente falando). As futuras lições vão enfatizar outros aspectos deste que é um dos mais antigos livros da Bíblia. De fato, alguns comentaristas advogam que ele fora escrito antes mesmo de Gênesis. Nesta semana, enquanto examina as fontes disponíveis a Jó para aliviar sua agonia, considere quais delas seriam úteis a você, na atualidade. Há vários estágios de agonia; ninguém escapa de todos eles. Existem instruções para todos neste livro. À medida que consideramos as palavras de Jó, deveríamos pensar que ele era realmente paciente? Há descrições mais precisas? Seria proveitoso ler os capítulos 1 a 3 em voz alta, durante a aula. Num contexto mais amplo da Bíblia, Jesus faz um comentário que afeta nossa discussão hoje (Lucas 13.1-5). Pano de fundo histórico e enfoque principal A maioria dos estudiosos diz que o livro é mais antigo que os demais das Escrituras, e que lida com o sofrimento e com a justiça. Alguns comentaristas sugerem que Jó fora escrito em forma de peça teatral. Falsa segurança: a importância do sentimento de segurança Aqueles de nós que viajam de avião são entretidos com os esforços das linhas aéreas e dos governos em fazerem os passageiros sentirem-se seguros. Qualquer um que, confiantemente, entra num cilindro de metal pressurizado, com 200 outras pessoas de diversas cidadanias, com os mais variados motivos para estarem ali, e que viajarão a mais de 800 quilômetros por hora, com meia tonelada de combustível de cada lado, é um crédulo invertebrado ou alguém incuravelmente otimista! Todavia, voamos. O espaço que tenho é insuficiente para mencionar os asteróides ou para escrever sobre a evidência geológica de cataclismos planetários prévios. É óbvio que qualquer sensação racional de segurança deve ser fundada em outro lugar! A alternativa é aceitar uma falsa sensação de segurança. Alguns têm seguro residencial. Danos causados por ventos, por ondas, por terremotos, por raios ou por inundações serão reembolsados, "parcialmente", pela companhia de seguro que ainda os chama de Atos de Deus. Porém, tenho quase certeza de que, se ler seu contrato, verá, em algum parágrafo, que a seguradora não inclui reembolso por danos resultantes de invasão estrangeira, de guerra, de insurreição, de revolta ou de qualquer ação da polícia ou do exército para suprimir, defender ou controlar essas "perturbações" civis. Essas exclusões são dificilmente notadas nas várias páginas, normalmente impressas com letras pequenas. Uma recente pesquisa geológica revelou que nossa casa está localizada numa área com possibilidades remotas de acontecer um terremoto. O valor do seguro subiu; quando fui ler aquelas informações em letras minúsculas, no contrato, descobri que a companhia não se responsabilizava por danos causados por qualquer terremoto futuro! Nossa mente, normalmente, não está preocupada com o medo de catástrofes naturais ou de desassossego civil. No entanto, enquanto escrevo este comentário, acompanho pela televisão notícias de um tsunami e da destruição causada no Sri Lanka e na Tailândia. Seguindo essas informações, vejo o estrago causado por mais um carro-bomba. Então, ouço notícias de que o vulcão, no centro do monte Santa Helena, cultivou nove polegadas de lava durante a noite, com pequenos terremotos múltiplos. A repórter, sorridente, recomenda que as pessoas assistam à bela coluna de vapor branca que sobe da garganta do vulcão ao despontar do sol, e diz para todos ficarem tranqüilos e seguros, pois já foram armazenadas as provisões de comida, de água e de combustível para pelo menos três semanas, em caso de situação de emergência. Ainda acrescenta que seria providenciado treinamento de primeiros socorros o mais cedo possível. E eu pergunto: dá parase sentir seguro em meio a tudo isso? Muitas pessoas dependem das previsões do tempo. Dois verões atrás, na Flórida, os serviços de meteorologia, constantemente, proveram informações sobre a severidade e calcularam o rasto das tempestades e dos furacões. Quem vivia lá se preparou de acordo com a própria interpretação, experiência e entendimento próprio. Porém, muitos foram surpreendidos pela voracidade dos hurricanes que causaram muita destruição. Todos ouviram as advertências, mas a preparação insuficiente causou perdas severas. Minimalismo espiritual Isso também é verdade em assuntos espirituais! Os cristãos estão interessados em serem salvos, mas podem considerar a salvação como uma meta, ao invés de um começo... Como o homem que perguntou "O que tenho que fazer para ser salvo?", o minimalista espiritual anseia em determinar até que ponto as exigências religiosas impactarão uma vida já tão ocupada. Minimalismo material Esta atitude freqüentemente afeta a doação. Recordo de um indivíduo que sugeriu que a oferta na igreja fosse arrecadada logo após o sermão; assim, poderia dar de acordo com sua avaliação da mensagem. Tenho ouvido pessoas dizerem que devolveriam o dízimo se soubessem que seu dinheiro estava sendo administrado com sabedoria - isso claramente indica que pensavam que o dízimo era propriedade delas, e não de Deus. Tal atitude minimalista leva outros a pensarem (e, algumas vezes, a dizerem): "Qual é o mínimo que nossos departamentos precisam para sobreviverem?" ou (a "melhor" frase que já ouvi): "Qual é a menor oferta de amor que expressará nossa apreciação?". Entretanto, tal atitude é raramente expressa assim, tão espalhafatosamente. Muitas pessoas, apenas com seu olhar, demonstram estar tentando barganhar com Deus e com sua obra. Elas esquecem que o Senhor ama quem dá com alegria; e que, quem muito semear , abundantemente ceifará. Sim, mas como isso está relacionado com o "Entendendo e Vivendo"? Jó era excepcionalmente rico, íntegro e responsável.Podemos considerar que vivera acima dos nossos padrões. Assim como em nossa cultura, a maioria das pessoas contemporâneas a ele pensava que, vivendo a vida de forma responsável, moral e eticamente correta, estaria protegida de tragédias. Acreditava-se que coisas ruins deveriam acontecer apenas às pessoas ruins. Quando adversidades aconteceram às boas, criou-se uma dissonância cognitiva nos observadores: ou Deus não era justo, ou a vítima estava escondendo algum pecado - e era certamente mais confortável acreditar nesta segunda opção. A falsa sensação de segurança permanece em nossos dias. Tanto naquela época quanto agora, há vários outros falsos lugares para se colocar a confiança. Sentir-se seguro não é a meta mais importante da vida! A real segurança está disponível (e sempre esteve!), mas não é deste planeta, desta galáxia ou outra criação. Até mesmo quando não pôde entender sua situação, a confiança de Jó estava na natureza de Deus. Nas profundidades da sua própria miséria, ele não culpou a Deus. Foi o primeiro registro, em uma longa e contínua linha de pessoas íntegras que sofreram, mas que continuaram confiantes em Deus. O Senhor não as decepcionou. Tenha certeza de que com você não será diferente! |
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