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Oséias prega a acusação de Deus - Oséias 4:1-4; 7:1-2; 12:8-9 - Entendendo e vivendo | Oséias prega a acusação de Deus - Oséias 4:1-4; 7:1-2; 12:8-9 - Entendendo e vivendo |
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| Escrito por Scott Hausrath | |
| 12-Abr-2008 | |
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PANO DE FUNDO Você já leu o livro de Oséias por inteiro? Embora seja um livro relativamente pequeno (apenas 14 capítulos) é cheio de verdades sobre Deus e o relacionamento do ser humano com Ele. Estas lições são entregues de duas formas diferentes. Nos três primeiros capítulos, Deus usa a metáfora do casamento para discutir o seu relacionamento com seu povo escolhido. O Senhor pede a Oséias que encontre uma noiva infiel, para ilustrar a infidelidade de Israel. O profeta obedece e casa-se com uma mulher chamada Gomer e vivencia abandono dela aos votos matrimonias. Gomer não só é infiel a Oséias, como também traz filhos, frutos de seus adultérios. Sua infidelidade para com seu esposo era a perfeita ilustração da infidelidade de Israel para com o Senhor. No entanto, esta primeira parte do livro de Oséias não termina em julgamento, mas em misericórdia. Deus ordena Oséias a trazer sua esposa de volta e restaurar seu casamento. Em Oséias 3:1, Deus diz ao profeta “Vá, trate novamente com amor sua mulher, apesar de ela ser amada por outro e ser adúltera. Ame-a como o SENHOR ama os israelitas, apesar de eles se voltarem para outros deuses...” Isto é amor.No restante deste livro, encontramos a segunda forma de entrega da verdade sobre Deus e o relacionamento de seu povo com ele. Através do profeta, Deus fala a Israel, mostrando seus pecados e as conseqüências que eles trazem, tentando restaurar seu relacionamento. A passagem bíblica de hoje encontra-se nesta segunda parte de Oséias. UM PASSO À FRENTE O primeiro verso do capítulo quatro do livro de Oséias mostra que Israel é acusado porque falhou em três coisas: confiar, ser leal e conhecer a Deus. Em primeiro lugar, as palavras do idioma hebreu traduzidas para o português como confiança, fidelidade ou verdade dizem respeito a uma característica de caráter que é necessária na solidificação e manutenção de qualquer relacionamento saudável. Supõe-se que pessoas que possuem essas características falem a verdade e tenham um comportamento verdadeiro. Em segundo lugar, a palavra hebraica que normalmente é traduzida como lealdade, amor e bondade são usadas para descrever um relacionamento no qual as pessoas sejam completamente leais umas para com as outras. Deus usou tal palavra para descrever a si mesmo, por exemplo, quando esteve face a face com Moisés no Monte Sinai (Êxodo 34:6). Agindo desta forma, ele prometia sua lealdade para com seu povo. Por fim, o termo hebraico traduzido como conhecimento de Deus vai além de simplesmente reconhecer sua existência. A palavra hebraica transmite a idéia de conhecer Deus na intimidade e ter um relacionamento direto com ele. Isto nos lembra da metáfora do casamento usada nos três primeiros capítulos deste livro. Assim como Gomer não conhecia seu esposo, porque era infiel ou não era leal a ele, Israel também não conhecia seu esposo, Deus. Esta falta de confiança e amor lhes impedia de verdadeiramente conhecerem seu Deus. Se o primeiro verso do capítulo quarto descreve as falhas dos Israelitas, o verso 2 nos apresenta o que estava acontecendo no dia-a-dia dos israelitas. Aqui há uma referência à segunda metade dos 10 Mandamentos: Mentir, matar, desonrar, roubar e adulterar. Podemos imaginar que a outra metade foi simplesmente ignorada. A realidade é que as pessoas que não têm um relacionamento saudável com Deus não são capazes de terem um relacionamento sadio com seu próximo. Esta verdade nos leva a analisar as bases espirituais das nossas injustiças sociais. Por sua vez, o terceiro verso descreve as conseqüências do pecado. Israel entrou em luto, seu número era reduzido e seus animais morriam. Pecado individual se torna em pecado coletivo e termina em pecado da sociedade. E o resultado é a degradação de uma nação. Esta narrativa de Oséias retrata o dilema que Deus enfrentou. Os dois primeiros versos do capítulo sete nos mostram que o desejo de Deus era restaurar a vida destas pessoas. No entanto, sempre que Deus buscou trabalhar na vida de seu povo, para restabelecer sua sorte, lá estava seu povo pecando novamente. Nós cristãos, que entendemos a natureza da santidade de Deus, podemos entender a frustração dele quando tenta se aproximar de seu povo, mas não pode por causa da iniqüidade de Israel. Este fato nos lembra outro dilema enfrentado pelo Senhor quando ele “dá as costas” ao seu próprio Filho quando estava na cruz, levando sobre si os pecados da humanidade. O Santo Deus não pôde presenciar a falta de santidade. Deus desejou redimir seu povo, mas não pôde permanecer na presença deles, porque seu povo não estava disposto a deixar seu pecado. As bênçãos teriam afastado os israelitas de Deus? Do sétimo ao nono versículo do capítulo 12 vemos uma comunidade israelita que visava bênçãos e não Deus. De fato, Israel estava permitindo que o dinheiro se tornarsse o seu deus. É de se admirar que Deus os tenha feito tornar à pobreza e escassez que haviam vivenciado antes de serem conduzidos à terra prometida? O nono verso impõe uma boa dose de temor a seus leitores. No entanto, seria uma estratégia de Deus para a restauração de sua relação com Israel? Se lermos do verso quatorze ao vinte e três do segundo capítulo, veremos uma grande alusão a esta possibilidade, assim como o capítulo final deste livro traz esperança de redenção ao povo de Deus. Esta passagem nos lembra que o mesmo Senhor que julga seu povo por suas ações trabalha constantemente por sua redenção. MOTIVAÇÃO PARA AGIR O que significa sermos avaliados por nossas ações? Se temos o perdão de nossos pecados, não temos então a liberdade para pecar o quanto quisermos? O ultimo verso deste livro maravilhoso nos deixa uma pergunta no ar: “Quem é sábio? Aquele que considerar essas coisas. Quem tem discernimento? Aquele que as compreender. Os caminhos do SENHOR são justos; os justos andam neles, mas os rebeldes neles tropeçam.” (NVI)Mesmo tendo o perdão de nossas faltas, sofremos as conseqüências de nossas ações. Se eu roubar meu patrão, por exemplo, sofrerei as conseqüências negativas deste ato, mesmo que eu peça perdão ao Senhor. Se eu adulterar, e me arrepender posteriormente rogando o perdão de Deus, estou certo de que alcançarei perdão, porém, seria ignorância minha esperar que Deus remova as conseqüências desta minha escolha, pois as pessoas envolvidas são magoadas, inclusive Deus. E este fato não pode ser mudado. Nossa realidade envolve relacionamentos: com Deus, com outras pessoas, e conosco mesmos. E esses relacionamentos são dirigidos pelas escolhas que fazemos. Que tipos de escolhas você tem feito? Você tem andado nos caminhos do Senhor ou fracassou em sua caminhada? |
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