Skip to content

Narrow screen resolution Wide screen resolution Increase font size Decrease font size Default font size
Início seta Vídeos seta Estudos explicativos para você entender seta O POVO É ENVIADO AO EXÍLIO - 2 Crônicas 36.15-21; Salmo 137 - ENTENDENDO E VIVEN
O POVO É ENVIADO AO EXÍLIO - 2 Crônicas 36.15-21; Salmo 137 - ENTENDENDO E VIVEN PDF Imprimir E-mail
Escrito por Adriano Teixeira   
27-Set-2007

Nick Kersten


Uma promessa feita


                Quando Deus firmou sua aliança com o povo de Israel (Êxodo 19 e 20), ela foi feita com a imposição de conseqüências caso não se cumprisse. Em Levíticos 26.14-46 e em Deuteronômio 28.15-68, o Senhor delineia exatamente o que aconteceria ao seu povo escolhido se não mantivessem sua fé em Deus, honrando a aliança. Após o reinado de Davi, aquele povo pecou contra o Senhor, escolhendo servir a outros deuses e seguir seus próprios desejos. Depois de enviar profetas para tentar corrigir o curso de seu povo amado, o Senhor, finalmente, decidiu cumprir as promessas feitas anteriormente, de destruí-lo em caso de quebra do acordo.

Uma promessa mantida


                No tempo de Josias, a situação tinha fugido do controle. A idolatria e outros pecados eram mais comuns que a justiça, e a mão de Deus pesava contra Judá, apesar das desesperadas tentativas de mudar as coisas. O profeta Jeremias, que viveu durante os últimos anos de Judá antes de o reino sucumbir nas mãos da Babilônia, viu claramente o fim de Jerusalém ao profetizar que Deus traria uma desgraça da qual não poderiam escapar. Então, as cidades de Judá e os habitantes de Jerusalém clamariam aos deuses, para os quais queimavam incenso, mas eles não poderiam salvá-los. Disse o Senhor: “Você tem tantos deuses quantas são as suas cidades, ó Judá; e os altares que você construiu para queimar incenso àquela coisa vergonhosa chamada Baal são tantos quantas são as ruas de Jerusalém.” (cf. Jeremias 11.11-13). O tempo havia finalmente chegado para o povo de Deus sofrer a correção do Senhor.


 


O dia do julgamento


                2 Crônicas 36.15-20 registra as razões exatas para a destruição de Jerusalém (posteriormente descritas em Jeremias 52). O autor de 2 Crônicas diz que Deus entregara todos eles ao poder de Nabucodonosor. O templo fora profanado e destruído; o povo de Deus foi levado para cadeias das casas deles, sendo humilhados e tiveram suas vidas destruídas. A cidade de Jerusalém sofreu destruição e suas paredes foram demolidas. Nós obtemos mais detalhes desse episódio em Jeremias 52; a escassez que ocorreu até a destruição da cidade era tão severa que não havia mais comida (verso 6), e o exército de Judá fugiu dos babilônicos antes de ser capturado. O rei Zedequias (o último de Judá) foi capturado e forçado a assistir à morte dos seus filhos antes de ter seus olhos arrancados. A destruição do povo de Deus parecia estar completa! 


 


Deus pranteia por seu povo 


Aos leitores modernos, pode parecer que o castigo embargado por Deus ao seu povo fora muito severo. Mas tal pensamento é enganoso! Nós tratamos as pessoas que quebram um contrato conosco com muito menos generosidade que Deus usou para com seu povo. De fato, o Senhor deu a seus filhos centenas de anos durante os quais poderiam ter consertado seus caminhos. Fica claro, porém, que, apesar de receber muitas e muitas chances, as pessoas que carregavam o nome de Deus (o povo escolhido de Deus) preferiram viver de acordo com seus próprios padrões, fazendo suas escolhas pessoais (sem levarem em conta a vontade do Senhor) por centenas de anos; elas negligenciaram as constantes advertências feitas pelos profetas do Senhor.


A reivindicação de que Deus foi muito severo no castigo ignora um fato: o Senhor também sofreu com essa punição. Deus nunca se alegra em castigar! Ele tem prazer em abençoar; contudo, às vezes, a correção é necessária. Em Jeremias 9.1, Deus diz, usando o profeta: “Ah, se a minha cabeça fosse uma fonte de água e os meus olhos, um manancial de lágrimas! Eu choraria noite e dia pelos mortos do meu povo.” (NIV). Deus nunca está contente com o castigo... Todavia, se é para permanecer Deus e continuar justo, há algumas ações que requerem sua correção. Não precisamos temer seu castigo final por causa de nossos pecados. Se estamos em Cristo, somos perdoados, e o preço eterno foi liquidado por Jesus Cristo. Porém, como o Paulo admoesta, não podemos usar nossa liberdade em Cristo como uma justificação para o pecado (Gálatas 5.13). Pelo contrário, devemos viver como pessoas que conhecem a Deus.  


 


Escolhas, escolhas, escolhas


                O caminho que levou o povo de Israel e de Judá aos castigos foi sendo trilhado gradualmente, e fora uma trilha sem marcas. Enquanto Deus tentava trazer seu povo de volta a ele, continuamente, as pessoas faziam centenas de escolhas e de concessões minúsculas que modificaram o curso de muitos anos. Elas, em última instância, conduziram-se à destruição. C.S. Lewis, em uma de suas obras, nota esse fenômeno, em uma discussão sobre o pecado, quando um dos personagens diz: “A estrada mais segura para o inferno é uma rampa gradual, gentil, suave sob os pés, sem torneamentos súbitos, sem marcos milimétricos, sem postes itinerários.” (Lewis, The Screwtape Letters¸ [As Cartas de Screwtape] p.61).


É uma concepção errada pensar que a estrada para o delito e para a pecaminosidade é óbvia. Na realidade, o caminho do pecado nunca está nunca fora do alcance, até nosso próximo passo. Temos de sempre estar atentos e, a qualquer sinal de desvio, deveríamos nos converter a Deus (lembre que se converter é dar as costas ao pecado e caminhar em direção a Deus). As pequenas capitulações que fazemos, em nossa vida diária, se deixadas sem correção, podem freqüentemente nos desviar de nosso alvo em nossa caminhada espiritual com o Senhor ao longo dos anos.


 


A dor de perda


Deus não é o único que sente dor e perda quando desastres golpeiam seu povo. Todos sabemos o sofrimento que sentimos quando isso acontece conosco! Com o povo de Judá não era diferente. Vemos, no Salmo 137, e no livro de Lamentações, a profunda dor que os judeus sentiram pela queda de seu país e pela destruição de sua herança. Eles lastimaram a perda de tudo que tinham, e choraram pelo cativeiro, em um país estrangeiro. Todavia, mesmo ali, Deus não tinha abandonado seu povo! Jeremias escreve, no capítulo 29.11-14 (uma passagem familiar a muitos de nós), que ele tinha um plano para aquela gente e não estava contente em castigá-la. A perda do povo era apenas temporária, e então Deus iria restabelecê-lo. O Senhor estava lhe ajudando, apontando além do castigo para o que viria.


Da mesma maneira, todos nós lidamos com situações difíceis e dolorosas de vários tipos. Mas não importa a situação; sabemos que Deus tem um plano para cada de nós, uma rota, em última instância, para nos levar de volta a ele. Nos tempos difíceis, temos os outros membros do corpo de Cristo para nos confortar, apoiar e socorrer. Devemos ser encorajados a compartilharmos nossa própria dor e perda com nossos irmãos em Cristo, e ser encorajados por saber que nosso Deus não está contente em nos deixar sofrer. Deus é a nossa força a cada dia, e devemos confiar nele em toda e qualquer situação.  
 

Adicionar comentario


Código de segurança
Atualizar

< Anterior   Próximo >

Language

Faça uma doação

ajude a manter o site e nossos projetos sociais!

Devocionais

Jogos
Devocionais diários


Receber em HTML?


Topo