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Início seta Estudos Explicativos seta O caminho para o amor - 1 João 5:1–12 - Entendendo e vivendo
O caminho para o amor - 1 João 5:1–12 - Entendendo e vivendo PDF Imprimir E-mail
Escrito por Steve Osborn   
26-Jan-2008

Unidade dos três testes
Meus irmãos e eu costumávamos discutir qual era o ingrediente mais importante de um sundae – o sorvete de baunilha ou a cobertura quente de chocolate, caseira, de uma receita secreta da nossa mãe. Armados, agora, com anos de experiência em comer sorvete e com a vivência, posso reconhecer que, sem ambos, simplesmente não se tem um sundae.
De um modo similar, João define, no capítulo 5, resumindo os pontos que pretendia orientar por meio do livro de 1 João, que o cristianismo autêntico baseia-se em crer, viver e amar corretamente. Sem esses três aspectos, você perde um componente-chave dessa religião. Qualquer um deles, isoladamente, pode parecer um pouco com o cristianismo, mas assim como a cobertura de chocolate (não importa quão gostosa ela seja...) sem o delicioso sorvete de baunilha, fica miseravelmente frustrado.

Lembre-se de que João escreveu esta carta não apenas para inspirar seus leitores a um tipo de vida mais elevada, como também para refutar os falsos mestres infiltrados no meio deles. Esses homens ensinavam que Jesus Cristo não era verdadeiramente Deus na carne e negavam os efeitos do pecado em nossa vida. Era a forte fé de João que esses mestres tinham perdido e poderiam perigosamente levar muitos outros cristãos à perdição.
João saiu para lutar contra tais ensinamentos e para apontar um estilo de vida naturalmente conseqüente da explicação de três simples testes de fé cristã: moral (viver corretamente), social (amar corretamente) e doutrinal (crer corretamente). Ele introduziu-os e explicou-os no capítulo 2. Contudo, revisou os testes, de diferentes ângulos e em níveis mais profundos, nos capítulos 3 e 4. No 5, não apenas resumiu seu ensinamento anterior, como também mostrou como os três testes andavam de mãos dadas.
Vivendo corretamente:
o “teste moral”
Na nossa pressa de provar que não somos legalistas, os cristãos apressam-se em dizer: “Não estou sob a lei; posso fazer o que quiser.” De certo modo, isso é verdade... O que João disse é que, se amamos Deus verdadeiramente, é natural que queiramos fazer as coisas que ele deseja. Iremos obedecer não somente porque “temos de”, mas porque autenticamente “queremos”.
Para alguns, isso pode parecer uma distinção artificial; porém, na verdade, é uma importante diferença para os evangélicos que insistem na idéia da salvação vir apenas pela graça pela fé. Por que a obediência fora do amor é diferente da obediência da obrigação? Como isso se parece diverso? Em que sentido o resultado final é outro?
Ao refletir sobre o assunto, que outra escolha realmente temos? Se nosso coração funde-se em direção ao Senhor verdadeiramente, não podemos suportar a idéia de desapontá-lo ou de não cooperar com seu plano para nossa vida. Sendo assim, continuar a viver no pecado (não apenas tropeçar no pecado, mas num estilo de vida contínuo de pecado) é um sinal óbvio de que a regeneração não tomou lugar em nosso coração e que nosso cristianismo é falso!
Outro fator importante na obediência é encontrado no versículo 3: “E seus mandamentos não são pesados” (NIV). Deus não tirou mandamentos aleatórios de um chapéu e disse: “Vamos ver como eles se saem com este.” Os mandamentos divinos são baseados na sua personalidade e em sua natureza. Eles revelam parte de quem ele é; todavia, também se encaixam no modo como ele criou nossos corpos e mentes para funcionar. O que ele ordenou que façamos também irá nos ajudar a sermos sãos em mente, em corpo e em relacionamentos – com Deus e com os outros. Uma vez que se entenda esse princípio, a obediência não se torna um fardo; ela é um prazer.
Um exemplo disso vem com o mandamento de guardar o sábado. Quando o foco está nas limitações e nas restrições que a observância do sábado traz às atividades, ele não tem graça alguma. Realmente se torna um “fardo” – somente porque permitimos isso. No entanto, quando encontramos o verdadeiro propósito de Deus para o dia de sábado e reconhecemos a alegria de deixar um dia para descansar e para adorar, entendemos que o Senhor estava trabalhando para nós, e não contra nós! Quando isso acontece, entendemos o significado de chamar o dia de descanso de “deleitoso” (Isaías 58:13).
Amando corretamente:
o “teste social”

Já que as primeiras três lições, nesta unidade, foram devotadas aos ensinamentos de João, no “teste social” do amor aos nossos irmãos cristãos, não acrescentarei coisa alguma (Se os perdeu, por favor revise as lições 1 a 3). É interessante notar o ponto de vista de João, no versículo 1: amamos a Deus verdadeiramente; com naturalidade iremos amar seus filhos. O versículo 2 lembra que nosso amor por cada um é atado à nossa obediência a Deus.
Crendo corretamente:
o “teste doutrinal”

Muitas pessoas, hoje em dia, fariam-nos acreditar que não importa o que cremos desde que creiamos em algo – deveríamos, por isso, ser tolerantes com as crenças dos outros, pois elas são tão válidas quanto as nossas. É verdade que devemos respeitar os direitos dos outros de crerem em qualquer coisa; contudo, isso não significa que a verdade não exista! No versículo 5, João aceita o desafio e faz a declaração corajosa, politicamente incorreta, de que somente vencem os que crêem que Jesus é o Filho de Deus. Ele continua dizendo (v. 9-10) que qualquer um que não crer é um mentiroso, pois contradisse o que o próprio Deus afirmou sobre Jesus Cristo, seu Filho.
Existem muitas áreas de doutrina com as quais podemos concordar ou discordar; no entanto, de acordo com João, essa não é uma delas... Por que crer é tão importante? Porque remover tanto a deidade ou a humanidade de Cristo mina a fundação principal da fé cristã – a nossa salvação. Como John Stott diz, em seu comentário sobre 1 João, “Se o Filho de Deus não tomasse para si mesmo a nossa natureza no seu nascimento e nossos pecados na sua morte, ele não poderia nos reconciliar com Deus” (p. 181). 1 João 5:11-12 ecoa esse sentimento dizendo que Deus deu-nos vida eterna por intermédio de seu Filho, mas se não temos o Filho de Deus, não temos a vida eterna que Deus prometeu àqueles que crêem.
Trazendo tudo junto
A vida eterna é a esperança derradeira que temos no cristianismo. Desfrutamo-la, em parte, aqui e agora, na vida abundante prometida por Jesus. Mas o melhor ainda está por vir! Nós vencemos os “amos” deste mundo – o pecado e a morte – e vivemos com Deus eternamente. Se passamos pelos três testes – viver, amar e crer corretamente – podemos ter toda a confiança de que esta vida eterna é nossa! Nossa crença de que Jesus é o Filho de Deus e de que ele morreu para nos salvar dos pecados, nosso amor pelos irmãos em Cristo e nossa vida de acordo com os seus mandamentos demonstram que amamos verdadeiramente a Deus. Essas são as coisas importantes para ele e que prova estarmos, de fato, nos mantendo num relacionamento autêntico e honrado a ele.

 

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