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O CAMINHO DA INTEGRIDADE - Entendendo e vivendo PDF Imprimir E-mail
Escrito por Adriano Teixeira   
24-Mar-2007

   Entendendo e vivendo

 Ken Bur

Não apenas um princípio

                    Integridade tem sido um tópico muito discutido nos últimos dias. Essa discussão passou a ser mais acalorada devido aos escândalos públicos causados por pecados de tele-evangelistas e pela corrupção de políticos, nos últimos dez ou vinte anos. O público interessa-se em avaliar a integridade dos líderes religiosos e dos políticos; entretanto, claro que as pessoas também deveriam estar preocupadas em analisar a integridade de suas próprias vidas!

                    Mas o que é integridade? O termo bíblico usado em nosso "Verso áureo" vem da raiz de uma palavra que significa "Seja completo[1]". Carrega as idéias de sanidade, de saúde, de boa reputação, de abundância de algo e de que não está faltando nenhum elemento essencial que constitua alguma fraqueza ou imperfeição. No sentido moral, indica "aquilo que é eticamente são, direito" [2] (TWOT, p. 974).


 


[1] Harris, Archer & Waltke, ed., Theological Wordbook of the Old Testament [Dicionário teológico do Antigo Testamento] , Vol. 2, p. 973.

[2] TWOT, p. 974.

                   De acordo com o dado pelo personagem Apolônio a seu filho, de uma obra de Shakespeare, a maioria das gentes pensa em integridade em termos de "seja fiel a ti mesmo". Em outras palavras, "seja fiel a seus princípios, sob quaisquer circunstâncias". O tipo de integridade recomendado pela sabedoria bíblica carrega alguma semelhança com isso; todavia, tem um enfoque diferente. Não se trata apenas de ser fiel aos princípios da pessoa, mas também ser consistente e fiel aos princípios de Deus. A idéia não é de teimosia; é de persistência fiel à vontade de Deus.

Deixe a integridade guiar sua vida

                   Que lugar a integridade ocupa na vida de alguém que vive segundo a sabedoria bíblica? Ela serve para proteger o justo contra males destrutivos: "A integridade dos justos os guia, mas a falsidade dos infiéis os destrói" (Provérbios 11.3, NVI).

                    Nos últimos anos, a reputação de muitas pessoas famosas tem sido destruída pela falta de integridade; suas famílias foram danificadas, assim como o sustento e a saúde. Além disso, o relacionamento delas com Deus foi colocado de lado. As mesmas coisas podem acontecer às pessoas comuns. Mas quem é capaz de prever quando algo assim vai acontecer ou quando tais perigos ameaçam? Sua integridade pode! E ela também pode tomá-lo pela mão e guiá-lo para fora do perigo, levando-o, em segurança, ao caminho da sabedoria.

                   Você já pensou na integridade desse modo, em sua própria vida? É sua proteção (Provérbios 11.6,8a)! É mais confiável que os pensamentos contraditórios e desejos do coração, "pois enganoso é o coração do homem, e desesperadamente corrupto" (Jeremias 17.9).

Muitas formas de "cair fora"

                    "A justiça dos justos os livra, mas os desejos dos infiéis os aprisiona" (Provérbios 11.6, NVI); há muitos desses desejos que competem com a integridade no quesito de dirigir a vida de uma pessoa. Cedendo a tais anseios, coloca-se a integridade em segundo plano, e algum motivo mau toma o controle da vida. Isso conduz àqueles maus comportamentos descritos na coleção de provérbios, da qual a passagem de nosso estudo foi extraída (Provérbios 11.1-21). Embora a integridade não seja o tema principal da coleção, os comportamentos contra os quais se adverte podem ser pensados como perigos. E a integridade é capaz de proteger a pessoa contra isso.

                     Mas quem, exatamente, pode depender da direção e da proteção de sua integridade? É o "reto", ou "justo", dependendo da versão (Provérbios 11.3); aquele que, conscientemente, escolhe ser guiado pela integridade dele, porque sabe os perigos morais e espirituais da vida e deseja viver pelo que é certo ("retidão", vs. 4,5,6; "integridade", vs. 8,9,10).

                     Você já escolheu ser guiado por sua integridade? É melhor decidir esse assunto de antemão, antes que esteja no meio das tentações.

"Lucro imundo"

                     "Lucro imundo" é uma expressão arcaica, pouco conhecida para muitos; então, porque usá-la? A resposta é simples... É empregada, pois traz a repulsa moral ao dinheiro pecaminoso ou desonestamente ganho (por fraude e por meios ilegais). De alguma maneira, descreve mais esse mal que outra expressão, como  "ganho desonesto".

                      Provérbios 11.1-4 é organizado ao redor desse tema, com o verso 1 (a aversão do Senhor à fraude) correspondendo ao 4 (a inutilidade, no Dia de Julgamento, da riqueza que é ganha por meio de fraude). Então, o verso 2 (a humildade em lugar de orgulho) e o 3 (integridade em lugar de deslealdade) completam o quadro, mostrando motivos que nos ajudarão a evitar não só esse pecado, como outros que podem nos levar a errar. O orgulho, por exemplo, conduz-nos a pecar, pois encoraja-nos a desprezar o que é certo (veja, também, Tiago 1.9-10 e Marcos 4.19).

                      Falando em integridade... A sua é forte o suficiente para lhe impedir de comprar o que você não tem como pagar? E para aqueles que fazem declaração de Imposto de Renda: sua integridade garante que as informações ali contidas sejam verdadeiras? (Desculpe, mas isso precisava ser dito!)

Critérios justos

                      O espírito dos próximos dois pares de versos (Provérbios 11.5-6 & 7-8) expressa a idéia de que algo justo é o melhor. Critérios retos (escolher o que é certo) resultam em coisas boas ("abre um caminho reto" v. 5, "livra" v. 6, e "salva das tribulações" v. 8 NVI). Já a impiedade volta-se contra o próprio ímpio ("os ímpios são abatidos por sua própria impiedade" v. 5, "o desejo dos infiéis os aprisiona" v. 6, "sua esperança perece" v. 7, e o "perverso recebe as angústias" v. 8).

                      Impiedade é para perdedores, não importa quão inverso pareça ser a verdade. O resultado natural da maldade é sempre conseqüências desagradáveis. Elas também são o produto do julgamento de Deus (vv. 7-8); a "angústia" que recai sobre o ímpio, no verso 8, pode ser uma segunda referência ao julgamento divino. Essa é uma "angústia" duradoura; as dificuldades enfrentadas pelo íntegro, porém, são apenas temporárias.

Palavras destrutivas

                    Palavras ditas sem pensar, em momentos de raiva, de impaciência, de irritação ou com malícia dizem muito sobre a pessoa que as pronuncia. Assim fazem as difamadoras e as mentirosas. Que pessoa é revelada por esse tipo de conversa? Alguém que é "ímpio" (v. 9), "perverso" (vs. 10,11) e "que não tem juízo" (v. 12, NVI).

                   Por outro lado, o íntegro "livra(-se)" (v. 9) da tentação de agir dessa forma. "O homem que tem entendimento refreia sua língua" (Provérbios 11.12). Tal homem (ou mulher) também "guarda segredo" (Provérbios 11.13) e é uma bênção aos vizinhos (vs. 9, 12), à cidade (vs. 10-11) e à nação (v. 14). A retórica política em nosso país faz bem ou mal à saúde do povo? Ajudamos ou dificultamos tal tendência? Pensamos em aplicar a integridade somente às nossas ações, ou também às nossas palavras?

Concentre-se em Jesus

                   "Corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta, olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus". (Hebreus 12.1-2).

                   Meu pai era um lavrador. Ele usava um arado com um prato curvo para revirar o solo. Por toda a extensão do campo, é importante fazer um sulco reto. Quando cresci o suficiente para ajudar, percebi ser difícil mantê-los retos, porque eu seguia as trilhas deixadas pela máquina de ceifar e de debulhar, usada na colheita anterior, de cereais.

                   Meu pai logo percebeu isso, pois eu não escavava um sulco da forma desejada. Disse- me, então, para identificar um ponto de referência, normalmente um poste ou uma árvore no lado oposto do campo, e manter os olhos fixos ali. Se me concentrasse no marco, conseguiria escavar um sulco reto. Seu conselho deu resultado! Uma vez que consegui fazer o trabalho corretamente, todas as outras trilhas ficaram assim, porque segui a primeira.

                   A Bíblia também tem conselhos sobre como manter nosso caminho reto. O escritor de Provérbios advertiu-nos para não seguirmos o caminho dos maus ou dos malfeitores. Podemos manter um caminho reto na vida se nos concentrarmos, todos os dias, em Cristo Jesus, nosso Salvador.

 

Comentarios  

 
+1 #1 Maria Helena 17-02-2011 10:48
Maravilhoso.
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