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A renovação de casas tem se tornado um assunto muito popular nos programas de televisão dos Estados Unidos. Um dos mais recentes, “Renove esta casa”, mostra como uma moradia velha pode ser completamente renovada e, então, vendida por um preço muito maior do que custara em termos de para compra e de reforma. Com algumas, infestadas por cupins e enfraquecidas pela madeira podre, a tarefa parece impossível. Em um dos casos, a parte lateral estava tão ruim que o contratante podia pôr sua mão inteira nela! Mas uma nova parte lateral, um pavimento e bastante tinta puderam cobrir um monte de área deteriorada. Isso faz você pensar, porém, o que o novo dono acharia se soubesse o que estava sob toda aquela construção nova e brilhante! Este universo em que vivemos, hoje, é como uma daquelas casas dilapidadas. Ainda é um lugar bonito, mas desde que Adão e Eva pecaram e tiveram de deixar o Éden, a vizinhança deteriorou-se rapidamente. A humanidade tem sido infeccionada pelo pecado e pela morte, e até mesmo a criação está em “escravidão da decadência” (Romanos 8:21, NIV). O universo é “renovável”? Não; não há perspectiva para ele, exceto ser demolido e substituído por algo melhor (Isaías 65:17, 2 Pedro 3:10-13). Em Apocalipse 21:1, João antevê o desaparecimento do primeiro céu e da primeira terra, assim como suas substtuições por outros novos e melhores.
E como estes serão? Isso é o que João descreve em Apocalipse 21:1-22:5: “o mar já não existe” (21:1b). Dizer o quê? Por que não há mar? Sendo um símbolo de iniqüidade, em Apocalipse (12:18, 13:1, 17:1-6), isso provavelmente quer dizer que não haverá mal de tipo algum no novo céu e na nova terra, “em que habita a justiça” (2 Pedro 3:13). Céu na terra ou terra no céu? Em seguida, João vê “a santa cidade, a nova Jerusalém, que de Deus descia do céu, adereçada como uma noiva ataviada para seu marido” (Apocalipse 21:2, NIV). Jerusalém, “a cidade santa” (Isaías 52:1, NIV), tornou-se corrupta por causa da descrença (Apocalipse 11:8), mas Deus iria criá-la novamente, nova e pura, nos novos céus e na nova terra (Isaías 65:17-8). Algumas vezes, a idéia de que os crentes vão para o céu tem sido depreciada, porque a Nova Jerusalém desce do céu ao invés de os crentes subirem ate lá. Isso é para confundir o simbolismo da descida, o qual transmite duas idéias: primeiramente, a Nova Jerusalém não é uma criação da humanidade; ela é “de Deus” (v. 2 NIV). Em segundo lugar, na nova criação divina, os céus e a terra tornam-se o mesmo. “Deus irá agora habitar na Nova Jerusalém, e o céu será trazido para a terra”. Em Apocalipse 7:9-17, os santos passarão a eternidade no céu, enquanto que, em 21:9-22:5, viverão a eternidade na Nova Jerusalém e no Éden final. “Em outras palavras, o céu e a terra serão unidos numa realidade maior” (Osborne, p. 7:30). As pessoas ou o lugar? Apocalipse 19:7-8 descreveu a igreja (crentes) como a noiva do Cordeiro. Agora, é a Nova Jerusalém que é caracterizada assim (21:2). Então, ela representa a igreja (as pessoas) ou seu lar eterno (o lugar)? Na verdade, ambas as coisas, descrevendo tanto o céu quanto um lugar (21:3,7-8,24-26), além de as pessoas que habitam ali (21:2,9,12-14). Esperanças celestiais Às vezes, as pessoas perguntam-se: “O meu gato estará no céu?” (Ao passo que sua vizinhança está pensando: “Uma das alegrias do céu é que não haverá mais esse gato desagradável por perto!”). Outros acham difícil imaginar um céu sem golfe ou sem computador! Há muitas informações que não sabemos sobre o céu, mas tentar imaginá-lo dentro do contexto do nosso gosto terreno será sempre frustrante! Apocalipse 21:3-4 mostra o que a Nova Jerusalém realmente significará para os crentes: o cumprimento de todas as esperanças do Antigo Testamento e o fim de qualquer tipo de sofrimento. As maiores esperanças do Antigo Testamento são expressas na promessa do pacto de Deus: “E porei o meu tabernáculo no meio de vós, e a minha alma de vós não se enfadará. 12 E andarei no meio de vós, e eu vos serei por Deus, e vós me sereis por povo.” (Levítico 26:11-12, NIV). Elas foram atendidas parcialmente no templo e para uma maior extensão na nova aliança (Jeremias 31:33), com a vinda de Cristo (João 1:14) e com o estabelecimento da igreja (2 Coríntios 6:16, Efésios 2:22). Deus habita com os crentes, hoje, num sentido espiritual, e habitará também com eles, fisicamente, na Nova Jerusalém; ali, não haverá pecado algum, apenas a perfeita companhia de Deus. Com o pecado extinguido, todas as conseqüências (todo tipo de sofrimento e pesar, Apocalipse 21:4) também sumirão. É inútil pensar no céu em termos de materialidades das quais gostamos, pois o antigo universo simplesmente será extinto (21:4b) e tudo, então, será radicalmente novo (21:5). A certeza disso tudo Agora (Apocalipse 21:5-8), o próprio Deus fala. Um dos motivos disso é reforçar a nossa certeza de que todas esses acontecimentos incríveis acontecerão. Falando num “tempo presente profético”, ele diz: “Eis que faço novas todas as coisas”! (21:5). Ele clama que isso seja escrito (21:5) para mostrar que é importante e exato (temos isso escrito!). Então, atesta: “Está cumprido” (21:6); ou seja, “acordo feito” como poderíamos dizer (João 19:30, Apocalipse 16:17). Finalmente, Deus funda a certeza desse resultado na sua própria natureza, como “o alfa e o ômega, o princípio e o fim” (21:6). Como soberano sobre o início e sobre o fim da História, ele também controla tudo no meio tempo (agora mesmo). O segundo motivo pelo qual o próprio Deus fala agora (e no tempo presente) é para dirigir-se à igreja no presente. Ele não está apenas descrevendo futuros eventos; fala a João (e também para nós): dará de graça (Isaías 55:1; João 4:10, Romanos 3:24) a água da vida, “a quem quer que tiver sede” (21:6 NIV), para cada um que procurar. É vida espiritual agora, e vida eterna no futuro. O mais importante sobre o céu Em termos pessoais, o mais importante sobre o céu, para você e para mim, é a dúvida: Eu estarei lá? Se sua fé em Cristo for genuína e persistir nela como um vencedor (21:7), você estará lá (João 5:24)! Mas se for covarde (21:8), cedendo a pressões mundanas e desviando-se para a descrença (“os incrédulos” 21:8), a resposta é não. Ao invés disso, juntar-se-á aos iníquos “no lago de fogo que arde com enxofre. Esta é a segunda morte” (21:8b, NIV), no tormento eterno (14:10-11; 20:10; Mateus 25:46). Qual desses destinos será o seu? |