| Miquéias anuncia o que Deus requer - Miquéias 3:1–4; 6:6–8 - Entendendo e Vivendo |
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| Escrito por Matthew Berg | |
| 03-Mai-2008 | |
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Contexto Miquéias serviu como profeta de Deus durante o reinado de Jotão (742-735 A.C.), Acaz (735-715 A.C.), e Ezequias (715-687 A.C.). O capítulo três toma lugar durante o reinado de Ezequias. Já o sexto capítulo pode ser datado durante o reinado de Manassés. A partir do terceiro capítulo do livro de Miquéias se torna óbvio que em Israel passavam lideranças inadequadas, tanto política quanto religiosa. O final do ministério de Miquéias (relatado no sexto capítulo) está no final do reinado de Ezequias ou começo do reinado de Manassés. Ver que quase todas as pessoas que tinham se reunido pouco tempo antes ao redor das reformas políticas e religiosas de Ezequias retornarem para seus caminhos injustos e descrentes feriu o coração do profeta, e certamente não somente o dele. Isto me lembra de um movimento que ocorreu na Alemanha, 70 anos após a reforma que ocorreu na Europa. Naquele tempo, muitos tinham voltado ao cristianismo antigo. Os alemães pensavam como Miquéias, viam que era tempo de voltar-se a Deus, uma escolha que incluiria justiça. Contexto Histórico Miquéias tinha interesse primariamente em que as pessoas voltassem sua atenção a Deus e rendessem-lhe um louvor que o honrasse. Não havia mais adoração sincera – como os oito primeiros versículos do capítulo seis nos mostram. Nesta passagem, o profeta ensina as pessoas como se aproximarem de Deus de forma correta, esperando que o exemplo de Israel rendesse frutos trazendo outras pessoas a adorarem a Deus. A adoração havia caído num sincretismo, o povo escolhido tinha incorporado a adoração de outros deuses em seu culto ao Senhor, o único e verdadeiro Deus. A situação política de Judá era de inconstância e insegurança. A liderança passava de mão em mão e com exceção da reforma ocorrida no reinado de Ezequias, os líderes punham suas prioridades acima das de Deus. As condições sociais e econômicas estavam em decadência e a opressão para com os pobres só aumentava diante de tal situação. Miquéias constantemente erguia um clamor a Deus pelos pobres e oprimidos.
Aplicando Miquéias 3:1-5 relata a falência de uma liderança vivida pelo povo de Deus no reinado de Ezequias. A referência do discurso de Miquéias à Ezequias (e sua resposta positiva em Jeremias 26:17-19 nos ajuda a relacionar Miquéias 3:1-12 ao começo do reinado de Ezequias — antes de ele seguir verdadeiramente a Deus). Miquéias começa esta passagem lembrando o povo de Deus de sua identidade e de que eles poderiam fazer muito mais do que deixar a nação se afundar num mar de injustiça. Nos versículos 2 e 3 do terceiro capítulo, Miquéias usa uma metáfora absoluta e poderosa; o canibalismo mostra justamente como a liderança se tornou mal intencionada e perigosa. Certamente este tipo de linguagem atrairia a atenção das pessoas e colocaria seu comportamento em discussão. E também foi um alerta para a indiferença com que eles vinham agindo (pelo menos esta foi a intenção de Miquéias) e os fez renovar o foco nas questões da justiça e adoração a Deus, que é justo por natureza. Justiça tem a ver com relacionamentos e está ligada à própria imagem de Deus. Será que eles aprenderão a se suportar e co-existir em vez de se distanciarem uns dos outros? "O estabelecimento de funções de justiça é indispensável para preservar a identidade da comunidade, estabelecendo assim uma ordem divina e o respeito aos indivíduos" (Gary Smith, pág. 496). Líderes não podem tratar as pessoas como objetos em prol de seu prazer – injustiça não pode ser escondida dos olhos de Deus. Miquéias 6:8 é um dos versos mais famosos da Bíblia, no entanto, pelo menos na América, é um dos menos obedecidos. Quando estive no Seminário havia um grupo chamado "Miquéias 6:8", seu foco estava nas questões bíblicas relacionadas à justiça como lidar com os pobres de Vancouver, que são atacados pelo crime e infestados por drogas. O grupo era compromissado em viver os ideais enunciados pelo profeta Miquéias. Esta fórmula: agir de forma justa, amar, ter misericórdia e andar em retidão nos caminhos do Senhor é a base bíblica do cristianismo. Nossas igrejas normalmente têm um departamento de Ação Social Cristã. As pessoas envolvidas neste departamento se engajam em questões sociais dignas de nossas orações, tempo e investimento financeiro. Uma dessas questões que me chama a atenção é a assistência aos pobres e necessitados. Muitos de nós vivemos uma subcultura evangélica que se apóia em frases como "Porque sempre tendes os pobres convosco, e podeis fazer-lhes bem, quando quiserdes; mas a mim nem sempre me tendes." (Marcos 14:7). Porém, com esta frase Jesus quis dizer que teríamos a responsabilidade de olhar pelos pobres e necessitados pelo resto de nossa vida. Esta passagem é uma referência à Deuteronômio 15:11 ,que diz, "Pois nunca deixará de haver pobre na terra; pelo que te ordeno, dizendo: Livremente abrirás a tua mão para o teu irmão, para o teu necessitado, e para o teu pobre na tua terra". Caso algum irmão venha exclamar a você "Jesus disse que sempre teremos os pobres conosco" lembre-o do contexto em que essa frase foi citada! Qual o significado de amar a misericórdia? Esta é uma frase de dois lados: Significa amar a misericórdia dada a você em virtude de sua relação com o Senhor e buscar maneiras de ter para com o próximo essa mesma misericórdia recebida da parte de Deus enquanto pecadores. Isto implica em liberar perdão como Paulo recomenda aos Coríntios (2 Coríntios 5:20), buscando a reconciliação para com irmãos e irmãs . Como agir deste modo de maneira prática no meio em que vivemos? Não é difícil nos depararmos com estas pessoas que precisam de nossa ajuda financeira ou até mesmo apenas um pouco do nosso tempo e atenção. Tenha como meta não ignorar pessoas ou situações que você sabe que precisam de sua ajuda, seja financeira, espiritual ou até mesmo de um pouco do seu tempo (da sua atenção). Os profetas da Bíblia dizem que a integridade de uma sociedade não é medida por seu poder ou saúde, mas sim pelo modo como trata seus membros mais vulneráveis. Se analisado pelo padrão imposto pelos profetas, como seu país seria visto? |
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Comentarios
Deus amou o mundo de tal maneira como seu filho unigênito que todo aquele crê nao pereça mas tenha á vida eterna...
amantes de si proprio como diz la em Timotio
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