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Início seta Estudos Explicativos seta Jacó abençoou sua família - Gênesis 48:11–19
Jacó abençoou sua família - Gênesis 48:11–19 PDF Imprimir E-mail
Escrito por D. Scott Smith   
24-Set-2008
De geração a geração
Na coleção “Sociedade Histórica Batista do Sétimo Dia”, você encontrará um Novo Testamento muito antigo. A edição Cranmer dessa obra é datada de 1549, mais de 60 anos antes da publicação da versão do Rei Tiago (King James version). Thomas Cranmer era, então, o arcebispo de Canterbury; seu desejo era certificar-se de que cada igreja inglesa (as oficiais) tivesse uma cópia da Bíblia.
O primeiro Batista do Sétimo Dia, Samuel Hubbard, diz em seu jornal que o Novo Testamento veio de seu avô e foi-lhe entregue em 1675. Acho muito comovente estar em um museu e ver esse precioso exemplar sabendo que foi passado de geração a geração. Cada novo proprietário valorizou o legado da Palavra de Deus e honrou a fé de suas ascendências. É impressionante ver o trabalho de Deus desdobrando-se ao longo de gerações da fé.
Uma das importantes lições a serem aprendidas com a história de José, do livro de Gênesis, é que Deus trabalha a longo prazo. Eventos colocados em prática quando os irmãos venderam José para a escravidão tiveram impacto anos mais tarde. Pareceria que a reunificação de José com seus irmãos e com o pai era o ápice desta narrativa maravilhosa. Contudo, pela passagem bíblica de hoje, vemos a história repercutir no futuro. De forma impressionante, os eventos do passado de José tiveram implicação por centenas de anos e para multidões de indivíduos e de nações.

Duas mudanças
Duas “impressionantes mudanças” ocorrem nesta passagem. José traz seus filhos a seu pai para receberam a bênção, mas o que acontece é inesperado. Manassés e Efraim haviam nascido de sua esposa egípcia, no Egito. Como Manassés era o mais velho, seria o herdeiro principal e deveria ter recebido a bênção da mão direita do avô. No verso 12, vemos José preparar os meninos para a ocasião, posicionando-os em frente a Israel. O avô, homem idoso e praticamente cego, favorecia-se com essa posição para a bênção cerimonial. Manassés ficou diante da mão direita; Efraim, em frente à esquerda. Simplesmente pegando suas mãos, Israel poderia tê-los abençoado da maneira tradicional. Como primeira mudança, entretanto, ele cruzou suas mãos e colocou a direita (que indicaria a posição de mais velho) sobre a cabeça de Efraim e a mão esquerda, em cima de Manassés.
A alteração dessas posições deixou José tão aborrecido que ele tentou intervir e mover fisicamente as mãos de seu pai de volta à forma tradicional. Mas o homem idoso não foi leniente. Reconheceu que Deus tinha ordenado Efraim a ser um grande líder, e que ambos os meninos viriam a ser o começo de “uma multidão de nações”.
A segunda mudança faz-se na própria bênção. Primeiramente, Israel abençoa seu filho José. Então, volta-se para os dois meninos para, perante ele, abençoá-los. Isso não é simplesmente um avô que dá uma bênção polida a dois pequenos meninos! Israel adota os dois com tal bênção!
O verso 16 diz: "...seja chamado neles o meu nome" (Gn 48:16, RA). Israel apenas tomou-os como filhos! Centenas de anos mais tarde, quando Deus entregou os Filhos de Israel fora do Egito, as tribos de Manassés e de Efraim foram imediatamente percebidas. Elas tomam seus lugares na Terra Prometida junto as outras tribos. Lembre: não há uma tribo de José; seu legado é anunciado por intermédio de seus dois filhos.

Anunciando um legado
Israel pediu a Deus para “Abençoar os rapazes”, e que seu nome e o de seus pais pudessem viver com eles. Naquela época e como aquela cultura, seu “nome” era essencialmente quem você realmente era.
É você um pai ou um avô? Se a resposta for positiva, tenho certeza de que se identifica por ter um pouco de você refletido em seus filhos ou nos netos. Que legado está deixando para eles?
Certamente, você já foi repetidamente lembrado a preparar um testamento de modo que, ao morrer, seus desejos sejam conhecidos por seus descendentes. Freqüentemente, esses documentos referentes à “última vontade” incluem a divisão de bens materiais. Talvez você tenha bens imobiliários ou anuidades que beneficiarão seus filhos quando da sua partida final. Você pode ter feito um trabalho maravilhoso ao garantir que sua esposa, os filhos e mesmo sua igreja sejam lembrados. Mas seus bens materiais são quem você realmente é?
Você já compartilhou seu amor a Deus e a graça salvadora de Jesus Cristo com seus filhos e netos? De todas as posses que possa obter, seu vínculo com Jesus é a mais preciosa.
Jesus disse, em Marcos 8:37: "Pois que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder sua alma?  Ou, o que o homem poderia dar em troca de sua alma?" (NVI). Sua fé não pode ser compartilhada com seus filhos simplesmente a colocando em seu testamento! Você deve dedicar tempo nessa tarefa. Precisa investir neles se deseja ver um legado que continue de geração a geração.
 

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