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Eu sou o pão e a água da vida - João 6.34-40; 7.37-39 - ENTENDENDO E VIVENDO | Eu sou o pão e a água da vida - João 6.34-40; 7.37-39 - ENTENDENDO E VIVENDO |
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| Escrito por Scott Hausrath | |
| 22-Nov-2007 | |
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Exploração
A parte bíblica de estudo desta lição é composta de duas passagens diferentes, com relatos sobre eventos ocorridos em cidades e em ocasiões diversas. Embora a localização e o tempo sejam separados, há uma verdade que as une: Jesus é a fonte da vida, e o caminho para ter acesso a tal vida é pela fé. A primeira narrativa, de João 6, relata eventos acontecidos em Cafarnaum, uma cidade situada na Galiléia, a parte de Israel onde Jesus cresceu. A segunda história, de João 7, mostra os fatos ocorridos no Templo de Jerusalém, a 95 km ao sul de Cafarnaum. Os eventos de João 6 ocorreram perto da Festa da Páscoa (6.4), e os de João 7, durante a Festa dos Tabernáculos (7.2,14). Há 6 meses de separação entre as duas comemorações. A Páscoa é celebrada na primavera e a Festa dos Tabernáculos, no outono. João 6.1-15 conta-nos que Jesus realizou um milagre: alimentou uma multidão de cinco mil pessoas com somente cinco pães e dois pequenos peixes. Essa história do milagre é o contexto para o primeiro texto das Escrituras de hoje, João 6.34-40. Nela, temos a famosa proclamação de Jesus: “Eu sou o pão da vida.” (verso 35). Voltando um pouco atrás, vemos, nos versos 26 e 27, a declaração de Jesus na qual afirma que, embora se saciar fisicamente seja importante, alimentar-se espiritualmente é mais relevante; torna-se vital. Então, em 28 e 29, Jesus disse aos ouvintes como alcançar o alimento espiritual: crendo naquele que Deus enviou. O verdadeiro pão do céu - o pão de Deus - não é um pão de verdade; é uma pessoa (versos 32 e 33). Finalmente, sua proclamação, em 35, serve como um anúncio público de Jesus como a pessoa enviada por Deus. Vir a Jesus e crer nele satisfazem a fome e a sede espiritual de qualquer um! Essa verdade também nos é comunicada pelos eventos de nosso segundo texto de estudo, João 7.37-39. Eles aconteceram no Templo de Jerusalém, no último dia da Festa dos Tabernáculos. Jesus proclamou, corajosamente, a extinção da sede de qualquer um que viesse a ele. Sua coragem estendeu-se, reivindicando apoio bíblico para sua promessa. É espantoso pensar que algumas pessoas quiseram prendê-lo (verso 44)! O que estava prometendo? Ele assegurou um enchimento do Espírito Santo de Deus para aqueles que cressem nele. Nesses dois textos do evangelho de João (capítulos 6 e 7), vemos Jesus usando metáforas diferentes para o saciar espiritual: pão da vida (João 6) e água viva (João 7). Além disso, como declarado anteriormente, tais eventos aconteceram a muitos quilômetros de distância e em diferentes datas. Porém, não podemos escapar da clara conclusão de Jesus em cada uma dessas histórias: a pessoa que busca plenitude espiritual somente a obterá crendo em Jesus Cristo. Explanação Pode parecer um mero exercício acadêmico identificar e discutir as proclamações de Jesus. Que proveito há para alguém observar que ele reivindicou ser a fonte de plenitude espiritual? Aparentemente, esse é apenas um exercício inútil... Porém, se o colocarmos em seu contexto apropriado da existência humana, sua utilidade aparece de repente. Veja; nós, os seres humanos, temos uma necessidade enorme! Você pode chamar isso de diferentes formas: conexão espiritual, realização, propósito, sentido, etc. O ponto é este: uma vez que somos criados à imagem de Deus, e já que ele é um ser espiritual, também somos seres espirituais. Sim, também somos seres físicos, mas nossa parte física é somente uma das facetas de nossa existência, considerando que nossa espiritualidade provê o fundamento para nossa existência. Temos uma necessidade inata de realização espiritual. Então, é vital que achemos uma fonte para satisfazer essa carência. Por isso, naturalmente, percebemos quando alguém reivindica ser tal fonte. Os textos de hoje, João 6 e 7, oferecem-nos tal reivindicação. Jesus diz que ele é o pão da vida, o provedor da água viva. Cristo não somente nos diz aonde ir para a realização espiritual, como também nos conta como alcançá-la visto que chegamos à sua fonte. É pela fé, diz ele, que seremos espiritualmente satisfeitos. Especificamente, crendo em Jesus Cristo, seremos capazes de viver uma vida plena. Encorajamento Meu desafio para você tem dois lados. Primeiramente, faça a si mesmo esta pergunta: minha fé em Jesus faz diferença em minha vida cotidiana? Depois, busque uma resposta sincera. Uma coisa é fazer a pergunta, mas algo completamente diferente é respondê-la verdadeira e transparentemente. Cristo reivindicou ser o Pão da Vida e prometeu dar-nos água viva. Você, verdadeiramente, está experimentando essa realização espiritual da qual ele falou? Conhecer Jesus impacta as pessoas com quem você escolhe passar o tempo, o conteúdo que escolhe para estar em sua mente, as atividades das quais escolhe participar, as causas que escolhe apoiar. Enfatizo a palavra “escolhe”, porque esse é o mecanismo pelo qual vivemos nossa fé. Nossas escolhas dirigem nossa vida. Lembre-se de que nossa constituição espiritual impele-nos a buscar conexão de espírito. Pensando assim, tente responder: há algumas escolhas que conduzirão a uma ligação mais forte entre você e Deus? Talvez outro modo de se fazer a mesma pergunta seja: como está seu relacionamento com Jesus Cristo atualmente? Existem escolhas a serem feitas que, depois de implementadas, podem lhe atrair para mais perto de Cristo? Uma escolha enorme que temos a fazer, diariamente, é a da inclusão. Quanto de minha vida incluirá Jesus, e quanto o excluirá? Por exemplo, tenho uma interação diária com ele? Talvez um tempo para me sentar e ler sua Palavra? Quiçá uns momentos para cantar canções de adoração e de louvor? Quem sabe umas horas para me ajoelhar e ponderar sobre sua transcendência? E sobre o equilíbrio de meu dia quando não estou enfocando somente Jesus, mas divido-me entre o trabalho, a escola, as relações familiares, o lazer, etc.? Eu incluo Jesus nesses momentos? Estou atento ao fato de que ele está comigo, reconhecendo eu ou não sua presença? Tenho permitido que minha proximidade com Jesus influencie minhas decisões? Ouço a direção do Espírito de Deus? Busco direção na sua maravilhosa Palavra? Rendo-me, em última instância, à sua direção e liderança? A reivindicação de Jesus, de que ele é o Pão da Vida, é uma promessa fantástica para aqueles que nele crêem. Você está trazendo essa promessa para suas decisões cotidianas? |
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