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Início seta Devocionais seta Esaú e Jacó como rivais - Gênesis 25:19–34 Entendendo e vivendo
Esaú e Jacó como rivais - Gênesis 25:19–34 Entendendo e vivendo PDF Imprimir E-mail
Escrito por Paul Andries   
09-Ago-2008
Há quatro fatores que contribuem para a rivalidade entre irmãos. O primeiro é o pecado; ele coloca-nos em competição com o outro por causa de orgulho, de inveja, de insegurança e de falta de lealdade. Quando os pais, o segundo fator, indicam abertamente a preferência ou há falta de disciplina, isso freqüentemente contribui para pensamentos, atitudes e ações negativas entre os membros da família. Isaque e Rebeca mostraram claramente isso (V. 28).
As crianças são o terceiro fator; naturalmente desafiadoras, desafiarão e/ou investigarão cada situação, regra, pessoa ou coisa; nada parece ser sagrado para elas. A criança obstinada ama um desafio e pode mesmo viver para ele. O último elemento são as influências externas - avós, primos, gostar ou não gostar de algo – tudo pode fazer com que a rivalidade entre em erupção.
A rivalidade é uma expressão direta da busca pelo poder e pela supremacia, pelo domínio e pela posição alfa. Vemos, no verso 22, que Rebeca estava não somente grávida de gêmeos, como também rivalizando nações. Sentindo a importância da gravidez, ela inquiriu ao Senhor.
A resposta do Senhor não era exatamente o que ela pensava, pois esperava que Deus fosse verdadeiro. Desde então, ela expressou um contraste dramático entre as crianças. Primeiramente, os filhos seriam pessoas de dois tipos. Esaú, o ruivo, peludo, que nascera primeiro, tornou-se um esperto caçador (vs. 25, 27). Jacó, o de pele lisa, segundo a nascer (27:11 ), preferia viver em barracas (vs. 25, 27). Em segundo, eles transformar-se-iam em duas nações: Esaú foi chamado mais tarde de Edom (25: 30; 32:3) e tornou-se pai dos edomitas (36: 9). O nome de Jacó foi mudado para Israel (32: 28), e transformou-se no pai dos israelitas (32: 32; 35:10 - 12). Em terceiro lugar, mostraram força em áreas diferentes da vida. Esaú era visto como aquele que possuía força física – forte, áspero, bronzeado, amante dos campos e da vida agitada. Todos sabiam o que pensava. Jacó era visto como um homem de força espiritual. E, provavelmente, ninguém conhecia exatamente seus pensamentos. Havia, sem dúvida, algo para Rebeca experimentar: a constante disputa pela posição dentro do ventre. Contudo, testemunhar o mais novo filho segurar o calcanhar de Esaú na hora do parto (V. 26) não deixou dúvida alguma de que esses meninos não eram gêmeos comuns!
Os dois tinham natureza competitiva. Todavia, não parece que Isaque ou Rebeca fizeram muito para promover a unidade entre eles. Podem, ao contrário, até mesmo ter contribuído para a rivalidade existente. Rebeca não compreendia a natureza da batalha dos meninos, e Isaque deve ter entendido como uma desagradável guerra familiar – já que ele mesmo, anos antes, era parte de uma disputa com o irmão mais velho, Ismael (16: 11-12; 21:9 - 11). Cada pai tornou conhecida o filho de sua escolha (V. 28). Isaque escolheu Esaú – o viril que nasceu primeiro – aquele com quem podia falar de caçadas, pescarias, esportes, sair, conversar, rir e divertir-se. Rebeca optou pelo silêncio de Jacó, o filho obediente. Era com quem podia conversar e influenciar de acordo com seus desejos. Tornou-se o menino da mamãe – não de uma maneira negativa, mas como uma criança estimada pelo coração materno.
Somos todos únicos – até membros de uma mesma família. Eu posso recordar, observando meu primeiro filho, há quinze anos: ele era feliz, quieto e obediente. Um amigo da família, um dia, cometera o erro de falar para minha esposa que “Nós não éramos muito parecidos.”. Então, ficamos incomodados que um “amigo” questionasse minha habilidade e a de minha esposa, como bons cristãos, em duplicar nosso filho anterior. Que absurdo!
Aproximadamente quatro anos mais tarde, nosso segundo filho demonstrou-nos rapidamente que era realmente diferente do primogênito. Ele mexia, movia, perguntava e comia tudo muito rápido. Este mesmo “amigo” foi nosso convidado em casa quando o segundo filho tinha dois anos. Eu não posso recordar exatamente o que tinha acontecido, mas o convidado e a criança trocavam toques, e nenhum queria ser o receptor do último. O adulto finalmente disse com autoridade: “Não me toque outra vez.” Meu filho caçula olhou em sua direção enquanto se afastava lentamente. Uns dez minutos depois, ele retornou ao campo de batalha e, com os mesmos olhos brilhantes, tocou suavemente o oponente como se dissesse mudamente: “Eu consegui o último toque.”. Essa cena ficou gravada para sempre em nossa mente! A criança não tomara o último toque, mas o deu. Ele confirmava que era diferente do irmão mais velho.
Como pais, devemos reconhecer que cada um de nossos filhos é único. Com orientação do Espírito, precisamos moldar suas personalidades para serem indivíduos produtivos, honestos e moralmente corretos. Por esta passagem estudada hoje, percebemos que Isaque e Rebeca falharam nisso, tendo por resultado três situações infelizes.
A primeira é a seguinte: Esaú pode não ter inteiramente compreendido o valor de seus direitos de primogenitura. Nós podemos dizer isso, pois ele estava disposto a desistir dessa honra por um prato de guisado (v. 32)! Claro; sentia fome após estar no campo quente por diversas horas; não obstante, ninguém pode negligenciar ou justificar sua atitude imprudente. A passagem mostra que ele pareceu ter sido muito descuidado com seu tesouro (v. 34). É de se perguntar como Jacó poderia planejar e executar um plano tão decepcionante quando soube que seu irmão estava fisicamente com fome... Uma pergunta ainda maior é qual instrução seus pais deram-lhe em referência aos direitos de primogenitura, de valores, de honestidade, de amor e de decepção.
A outra situação mostra que Rebeca, a mãe, incitou um plano brilhante, mas decepcionante para seu próprio marido e para o filho (capítulo 27). Se você quiser falar sobre uma família disfuncional, esta era uma! Por fim, Esaú percebeu que havia perdido tudo; e, então, teve um colapso de raiva. Ele não somente odiou o irmão, como também desejou matá-lo (27: 41).
Nossas ações como pais não podem ser tão óbvias quanto aquelas de Isaque e de Rebeca. Assim, peço que você considere de que maneira tem contribuído para a tensão e para os conflitos existentes entre seus filhos (ou dentro de sua família). Não poderiam os pais perceberem o que estava ocorrendo dentro da família? Estavam Isaque e Rebeca tão ocupados que não podiam ver ou reconhecer esse esquema doentio entre os filhos? Que podemos nós aprender com Rebeca? Teria ela vindo de uma família de enganadores?
No final, quem ganhou de verdade? Ninguém... Esaú tornou-se um homem amargo; Jacó fugiu para viver sua vida; Rebeca terminou aflita por seus filhos (27: 45). Isso deve lembrar-nos do que Jesus disse: "Pois que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder sua alma?" (Marcos 8:36, NVI)
 

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