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Entendendo e vivendo PDF Imprimir E-mail
Escrito por Jerry Johnson   
07-Nov-2008
    Quando lemos as profecias de Simeão, em Lucas 2.29-32, notamos uma finalidade em suas palavras. A palavra traduzida como “Senhor” é soberano. Deus tem controle absoluto sobre seus servos. A única finalidade da vida de Simeão, revelar a mensagem da Salvação de Deus, usando o poder do Espírito, chegara. E ele passou a um estado de eterna paz. De fato, a tradução do Latim Vulgar para seu hino é “Nunc Dimittis”, “[Você] agora dispensa” (NASB Study Bible, p. 1483). Paradoxalmente, essa finalidade é também um recomeço para o mundo inteiro.
    No Afeganistão, tive o prazer de, por duas vezes, ensinar Religiões do Mundo na Universidade de Maryland. Então, deparei-me com sete religiões: hinduismo, budismo, confucionismo, taoísmo, islamismo, judaísmo e cristianismo. Os estudantes traziam formações e pontos de vista diferentes em relação a uma série de assuntos. Dois aspectos chamaram a atenção, certa vez. Primeiramente, aqueles que aceitavam a idéia de que todas as religiões orientais (as primeiras quatro) não têm problema algum em acreditarem que os cristãos têm o direito de estarem diante de Deus, porque a “salvação” não é definida em termos de redenção dos pecados. Mais do que isso, eles têm tanto uma formação de igreja secular ou nominal que mantêm a abordagem da universalidade da salvação.
    O Pastor James Emery White de Charlotte, na Carolina do Norte, escreve que existem muitas razões para o aumento dessa crença na multiplicidade de formas de Deus, além de Cristo. Para começar, muitos aceitam a idéia de que todas as religiões são basicamente a mesma. Outros argumentam que, apesar de elas não serem a mesma coisa, Deus está apenas interessado em nossa sinceridade. Essa atitude leva as pessoas a acreditarem que nenhum grupo religioso tem o direito de reivindicar superioridade em relação a outro. Pessoalmente, sinto que essas razões pairam no ar pelo fato de que a maioria das pessoas em nossa cultura (dois terços de acordo com a pesquisa citada por George Barna) não acredita na verdade absoluta (Veja “A Search for the Spiritual, ‘Uma busca do espiritual’, pp. 88-98) Então, quem está certo: Simeão ou um sincero homem moderno?

Explicação das Escrituras
    Esta parte de Lucas é a única dentro dos Evangelhos na qual nos preocupamos com o crescimento de Jesus de acordo com a Lei (versículos 22, 23, 24, 27 e 39). Maria e José aparentemente permaneceram em Belém durante esse tempo para se manterem obedientes às estipulações legais, demonstrando total fidelidade (Lucas 1,.45; Mateus 1.19). Depois de o terem levado para fazer a circuncisão e de darem nome a ele, no oitavo dia, o casal esperou até 44º dia para levá-lo ao templo para a apresentação ao Senhor, de acordo com os costumes de purificação, após o nascimento de um filho.
    Podemos perceber a miséria dos dois, pois eles ofereceram dois pombos que custavam cerca de um décimo que o usual cordeiro (veja Levíticos 12.2-8 para ver esse costume e sua exceção). Essa apresentação soa familiar à dedicação de Ana a Samuel quando ela proclama: “Por isso eu também o entreguei ao Senhor; por todos os dias que viver, ao Senhor está entregue. E adoraram ali ao Senhor.” (1 Samuel 1.28). Jesus é apresentado como um judeu. O primogênito é redimido pelo sacrifício de acordo com Êxodo 13.2-12; é uma reprodução da redenção experimentada por Israel durante a Páscoa dos judeus.
    Antes de Simeão começar de fato a profecia, Lucas refere-se ao Espírito Santo estando sobre ele, revelando o Cristo a ele e levando-o à presença de Jesus. Em termos de caráter, ele é “justo e sincero.” Ademais, Lucas fala que está “procurando pela consolidação de Israel”, provavelmente numa referência direta a Isaías 40.1-2. A nação recebe conforto, alívio na guerra e perdão por suas iniqüidades. Ele é como Maria e José; é um servo fiel à introdução do Messias a Jerusalém. De acordo com a tradição, aconteceria, progressivamente, o sacrifício, a bênção, uma oferta pelo preço da redenção da posição sacerdotal e, finalmente, uma bênção final. (M.S. Mills, Exposition on Luke (Exposição em Lucas) 2.22-24). Simeão dá a primeira bênção.
    O conteúdo de sua mensagem é de fato poderoso. O bebê é “Sua Salvação”, fazendo alusão ao plano exclusivo de Deus. Ele é para “todas as pessoas”, ampliando a referência do anjo a Israel, exclusivamente no versículo 10. Os gentios receberam a revelação que não tinham experimentado antes. O ministério de Paulo é a confirmação dessa verdade. Israel encontraria uma nova glória desde que entendesse a revelação. Talvez a eternidade nos céus tenha uma nova visão quando Israel encontrar sua paz definitiva e a presença de Deus!
    Depois de abençoar os pais, ele notou que Jesus “é posto para queda e para levantamento de muitos em Israel”, uma verdade confirmada por Jesus, em Lucas 20.17-18; por Paulo, em 1 Coríntios 1.23; e por Pedro, em 1 Pedro 2.6-8. Mesmo que ele trouxesse glória à nação, tornava-se também um obstáculo. Finalmente, no versículo 35, ele fala do provável sofrimento de Jesus na cruz e da angústia que iria causar à sua própria mãe, “e uma espada traspassará a tua própria alma” (veja João 20.25-27).
    Depois que Simeão completou a bênção, Lucas notou que uma leal profetisa (a viúva Ana) oferecia suas palavras para agradecer a Deus pela redenção vinda para Israel. Ela servia no templo; era uma mulher de jejum e de orações. Jesus foi o redentor para essa raça perdida de pessoas, prometido em Isaías 44.23 e 59.20. Mesmo como um pequeno bebê recém-nascido, Jesus Cristo era digno de representar o homem diante de Deus.
Atualizado em ( 07-Nov-2008 )
 
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