Estudos Explicativos
Entendendo e vivendo | Entendendo e vivendo |
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| Escrito por Jerry Johnson | |
| 24-Nov-2008 | |
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Muito pouca informação foi dada, nas Escrituras, sobre a infância de Jesus. Mateus 2.23 simplesmente menciona que José mudou-se com sua mulher e com o filho de Nazaré para o Egito, depois de ter sido instruído, em sonho. Contudo, não dá detalhes. O versículo 40 meramente resume doze anos de vida com uma série de frases indicando que a infância de Jesus foi muito formal, embora se acrescente que “a graça de Deus estava sobre ele.”
Não sabemos se Jesus tinha conhecimento de seu chamado especial antes da viagem com seus pais. Lucas diz que Maria e José eram obedientes ao viajarem para Jerusalém para a Páscoa dos judeus. A criação judaica de Jesus pode ser deduzida por essas curtas narrativas. Homens adultos foram solicitados pela Lei para comparecerem a três grandes festivais: a Páscoa dos judeus, ao Pentecostes e ao censo. Destes, o primeiro era o mais importante. Então, mesmo que a distância fosse um problema, uma tentativa especial era feita. Nesta passagem, focaliza-se Jesus com doze anos. Ele acompanhava os pais na viagem, talvez pela primeira vez, embora isso possa não ser certo. Os costumes estipulavam que os meninos que atingiam essa idade participavam do bar mitzvah para se tornarem “um filho da lei”. M.S. Mills especula que a cerimônia podia explicar a confusão do paradeiro de Jesus. Se fosse o caso, ele viajaria para Jerusalém com Maria como um menino; então, esperar-se-ia que ele voltasse a Nazaré com José como um homem (Exposição em Lucas 2.41-50). Um total de três dias inteiros passou depois de eles, finalmente, encontrarem-no no templo. Maria e José, provavelmente, partiram depois dos dois primeiros dias da Páscoa, na qual todos os elementos rituais aconteceram. Os sacerdotes usavam, normalmente, parte do restante da semana para responderem a perguntas da população em geral (ibid). Foi talvez durante esse tempo limitado que Jesus “ficou para trás” (literalmente ficou, de forma intencional) para se juntar aos professores. Lucas é pelo menos sutil ao apresentar Jesus como sendo consciente de sua relação especial com o Pai Celestial em sua juventude. Ao se juntar aos professores, que tinham pelo menos 10 anos de educação formal e o equivalente a doze de treinamento na lei rabina, Jesus maravilhou-os. O original em grego sugere que os olhos deles estavam inchados, como se estivessem caindo. (Word Pictures in the New Testament (Palavras figuradas no Novo Testamento, Lucas 2.47). Maria e José ficaram também atônitos quando finalmente o reencontraram. As explicações do Evangelho estão cheias de exemplos nos quais se vai além de detalhes legais mecânicos da Lei para atingir o âmago de seu significado. Note que Maria falou ao filho, ao invés de José. Quiçá tivesse uma relação emocional mais próxima de seu filho que com o pai legal, ou talvez apenas estivesse reagindo à sua emoção muito forte. Suas palavras são uma forma de censura, uma maneira de perguntar a ele se estava a par da situação, ou seja, que suas ações eram um sinal de desrespeito e de falta de consideração. Sem dúvida, Maria preocupava-se com a idéia de o filho encontrar problemas ao longo do caminho, já que era notório para ambos a ação de assaltantes e o terreno difícil. A resposta de Jesus indica que, mesmo que não soubesse de sua relação especial com o Pai Celestial, agora se mostrava consciente de sua missão. Lucas é bem cuidadoso ao notar que Jesus não desobedecia ou agia inapropriadamente. Ao regressar a Nazaré, ele permaneceu submisso a seus pais terrenos. Há também uma forte evidência de que tenha entrevistado Maria como testemunha ocular, anos mais tarde; afinal, de acordo com o versículo 50, nenhum pai ou mãe entenderia sua explicação em relação a seu paradeiro naquela época. Além disso, foi dito que ela “guardava todas essas coisas em seu coração”, como foi o caso no versículo 2, 19, quando os pastores visitaram seu bebê. Lições para a vida 1. Jesus dá um modelo ideal de crescimento espiritual. Procure meios de medir seu próprio progresso, que é objetivo, e leva a transformações real e espiritual. 2. Maria e José são exemplos de pais que desejam seguir os princípios do livro dos Provérbios 22,6. Por isso, o casal “instrui o menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele”. Que nós tentemos criar nossos filhos de maneira similar, transmitindo-lhes a base espiritual. 3. Esteja sempre a par das atividades que você tem de realizar com seu Pai Celestial. É essencial ser sensível à sua voz e à sua presença. |
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