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Entendendo e vivendo PDF Imprimir E-mail
Escrito por Lucas Seidler   
08-Dez-2008
    Lucas 11 registra Jesus apresentando dois sentidos para responder à pergunta deles. Os versículos 2-4 são uma versão condensada do então chamado “Modelo de Oração” visto em Mateus 6.9-13. Depois, ele usa uma parábola e sua interpretação para dar instrução; isso é similar em Mateus 7.7-12. Um homem precisa de três pães de um amigo. Ele vai até ele à meia-noite; então, o vizinho não quer ajudar, porque seus filhos já estão na cama, e não pretende ser incomodado. Jesus afirma: “...todavia, por causa da sua importunação, levantar-se-á e dar-lhe-á quantos pães ele precisar.” (Lucas 11.8).
Lucas também afirma a idéia em outra parábola, 18.1-8, na qual se refere a uma viúva que sempre ia a um juiz não-temente a Deus e desrespeitoso ao homem. Assim como o amigo no capítulo 11, o juiz cede no final e diz: “esta viúva está me aborrecendo; vou fazer- lhe justiça para que ela não venha mais me importunar.” (Lucas 18.5) Em ambos os casos, Jesus usa a idéia de contraste, no lugar da comparação, para ilustrar seu ponto de vista. Muitas parábolas pegam um exemplo do cotidiano e comparam-no com um princípio espiritual. Essas duas instâncias ensinam a persistência na oração; mostram que, se para as pessoas que são diferentes, Deus eventualmente cede, quanto mais um Pai amoroso e celestial em relação aos pedidos de seus filhos.
    Embora o Novo Testamento não ofereça uma tremenda quantidade de detalhes sobre a persistência pessoal de Jesus na oração, encontramos alguns exemplos. Tanto em Mateus 4 quanto em Lucas 4 afirma-se que ele passou 40 dias e noites em oração, jejuando no deserto. Em Lucas 6.12 diz-se: “Ele retirou-se para o monte a fim de orar; e passou a noite toda em oração a Deus.” Em Hebreus 5.7, resume-se a angústia no Jardim do Getsêmani: “Ele, tendo oferecido, com grande clamor e lágrimas, orações e súplicas ao que podia livrar da morte, e tendo sido ouvido por causa da sua reverência...” Além disso, Paulo fala aos cristãos para “orarem sem cessarem”, em 1 Tessalonicenses 5.17 e acrescenta: “Não andeis ansiosos por coisa alguma; antes em tudo sejam vossos pedidos conhecidos diante de Deus pela oração e pela súplica com ações de graças...”, em Filipenses 4.6. Ele orou “noite e dia” para Timóteo (2 Timóteo 1.3).
    Lucas conecta a persistência com verbos de ação, no versículo 9. Você tem de pedir para receber; procurar para encontrar; bater para a porta abrir. Isso vai ao encontro da filosofia moderna de “chame e reivindique”, que pode criar a expectativa de uma rápida e fácil resposta. John MacArthur defende: “Nós não somos ouvidos por nossas muitas palavras, mas pelo implorar de nossos corações. O homem que foi até seu amigo e pediu pão não recitou alguma fórmula requerida; ele implorou por aquilo de que precisava. O mesmo é verdadeiro em relação à viúva; ela implorou pela proteção de alguém que tinha o poder de responder a seu pedido. Uma oração persistente e contínua, que vem da parte mais íntima de nosso ser, é o que move o coração de nosso compassivo e amoroso Deus.” (Alone with God, “Chapter One – A heart Set on God: Fervency in Prayer [Sozinho com Deus, “Capítulo 1- Um coração fixado em Deus: Devoção na Oração”]).
    Além disso, essa persistência corre paralela ao instinto paterno de prover as necessidades dos filhos, como Jesus relata nos três versículos seguintes. Deus dá o Espírito Santo; em Mateus 7.11, ele diz que o Pai dar-nos-á “O que é bom”. Ainda assim, Jesus não está nos oferecendo um material automático para a prosperidade. Algumas vezes, coisas de nosso mundo parecem ser significantes, como dinheiro, posses, poder, talento e gastar, mas não são itens necessários para termos um relacionamento próximo de Cristo. Então, o Pai pode não conceder.

Lições para a vida
1.    Triunfar na oração é persistência. Spurgeon argumenta: “Se triunfarmos, teremos de persistir; teremos de continuar incessante e constantemente; não parar nossas orações até ganharmos a misericórdia na mais completa dimensão.” (As parábolas de nosso Senhor (The Parables of Our Lord), p. 436).
2.    Para sermos persistentes na oração, devemos evitar o que Ortberg chama de “desequílibro do déficit de atenção espiritual”. Para isso, ore quando estiver totalmente presente, quando estiver no seu melhor. Para alguns é pela manhã, momento em que há poucas distrações. Marcos 1.35 parece indicar que Jesus seguiu esse modelo. Outros preferem orar à noite, por todos estarem dormindo. Em qualquer caso, tenha certeza de que encontrará um lugar e uma hora para ser consistente a fim de você evitar o que alguns chamariam de oração de vida de “festa e fome”. Cultive um relacionamento com o Pai por meio da oração. Transforme isso em um evento sagrado em sua rotina.
3.    Se achar que a oração é difícil, não tenha vergonha de assumir. Os discípulos tiveram de pedir ajuda de Jesus. Ele deu-lhes um modelo simples de oração e princípios básicos. Comece com orações desse tipo. Não tente orar por longos períodos de tempo se você não consegue manter o foco. Cresça aprendendo a interceder pelos outros.
 

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