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Entendendo e vivendo PDF Imprimir E-mail
Escrito por Lucas Seidler   
01-Nov-2008
Paulo revela que Cristo nasceu “quando a plenitude dos tempos chegou”, em Gálatas 4, 4. César Augusto governou o Império Romano de 15 de março de 44 a.C até 19 de agosto de 14 d.C. Quirinius foi, provavelmente, o governador da Síria por dois diferentes períodos, 6-4 ou 4-2 antes de Cristo e 6-9 depois de Cristo, tempo em que o censo, relatado em Atos 5, 37, acontece. Estudiosos ainda estão divididos quanto a detalhes do ano exato do nascimento, mas os chamados pais da Igreja (como Irineu, Tertuliano, Origenes, Eusébio, João Crisóstomo, Jerônimo, e Epifânio) datam em 2 ou 3 a.C; as evidências mostram que a morte de Herodes pode ter acontecido em, aproximadamente, 1 a. C.
    Assim, tanto o Império Romano como o costume judaico conspiraram juntos para provocarem o nascimento do Salvador. A Palavra de Deus pode ser confiada!
    Interessantemente, a narrativa do Nascimento, em Mateus, não fala do nascimento por si só; por isso, Lucas 2.6-7 oferece a única informação a respeito do evento. Estudiosos ainda estão um tanto duvidosos quanto ao significado da palavra manjedoura, citada no termo grego “phatne”. A tradução antiga sugere que ela pode ser uma caverna usada como estábulo. Uma outra possibilidade é que seja uma referência à atual gamela pública usada para alimentar animais, conectada à estalagem para que os pastores tivessem uma pista para onde olharem.
    Tradicionalmente reconhecida, a Igreja da Encarnação, que fica fora da Cidade Antiga, é com certeza o local autêntico do nascimento, pois propiciava abrigo numa caverna no pasto. O bebê foi enrolado em faixas, nas primeiras horas de vida, para evitar a hipotermia. Normalmente, uma parteira executaria essa tarefa, mas nenhuma menção é feita a isso, nem se José ou alguém mais estivera presente para assistir ao nascimento. Assim, o Salvador nasceu na mais humilde das circunstâncias, de pais de extrema pobreza, sem celebração. A falta de assistência oferecida a seus pais é comentário no sistema de valores da humanidade, repetido com freqüência durante o ministério terreno de Jesus. Quanta ironia!
    Os pastores receberam suas revelações enquanto guardavam, em abrigo,  um único rebanho. O Mishnah judaico estipulou que apenas os rebanhos fora de abrigos eram usados nos sacrifícios do templo. Isso leva a uma nova ironia: eles, provavelmente, estavam cuidando de cordeiros sacrificáveis quando o anjo revelou-lhes sobre o verdadeiro Cordeiro Pascal. O anjo acalmou seus medos e anunciou/proclamou (evangelizomai em grego, a raiz de evangelizar) aquela chegada. Sua mensagem foi a Boa Nova (o Evangelho) que traria grande júbilo “para todas as pessoas” que identificavam Israel especificamente, ao invés de “todas as pessoas” citadas por Simeão, no versículo 31. Esse modelo está em evidência no Livro dos Atos e nos ensinamentos de Paulo, em Romanos 1.16. A mensagem é acompanhada pela glória (Shekináh) da presença de Deus, apresentada no Antigo Testamento. Ela serve como um lembrete aos discípulos durante a Transfiguração em Mateus 17.  O bebê é “Cristo, o Senhor”, o Messias, o Ungido. Deus Todo Poderoso, prometido por séculos e, então, revelado a Israel.
    Depois do anúncio, um anfitrião celestial apareceu e louvou a Deus com palavras que são parte de um hino chamado Gloria in Excelsis Deo, do Latim Vulgar, “Glória a Deus nas Alturas” (NASB, Bible Study (Estudo bíblico), p. 1463). Reconhecem-se a sabedoria de Deus e sua majestade celestial. As traduções mais modernas preferem algo como a NTLH.  “E paz na terra para as pessoas a quem ele que bem”, ao invés de “Paz na terra aos homens de boa vontade” por causa do melhor manuscrito evidenciado.  Paulo diz, em Romanos 5.1, que temos paz com Deus por meio de Cristo; Isaías 9.6 observa que ele é o “Príncipe da Paz”. Jesus oferece-nos uma paz que é diferente de qualquer outra sensação que o mundo pode oferecer, de acordo com João 14.27.
    Nos próximos grupos de versículos, Lucas narra que os pastores são obedientes, demonstram sua fé na Palavra de Deus e agem. Eles vão diretamente a Belém. Lá, têm o privilégio de ver o Messias. Depois disso, ficamos sabendo que eles não voltaram; contaram às pessoas sobre a criança, oraram e glorificaram a Deus por aquilo que havia sido consumado. A fé deles serve como um modelo para nós. E Maria guarda esses acontecimentos como um tesouro para mais tarde.

Lições para a vida
1.    No Nascimento do Salvador, Deus demonstra seu controle sobre a História e a fidelidade em manter a Palavra. Há muitas revelações e teorias conflitantes nos dias de hoje. Volte-se à Palavra de Deus antes de tentar uma outra atitude.
2.    Você não precisa ser a mais proeminente das pessoas para que seja usada por Deus. Por toda a Escritura podemos ver o Senhor usando o que Paulo chama de “as coisas loucas do mundo para confundir os sábios” (1 Coríntios 1.27).
3.    Jesus entrou no mundo sob circunstâncias muito humildes e partiu sem uma casa terrena. Lembre-se disso antes de dar importância aos bens materiais.
4.    Seja obediente como os pastores. Aja sobre a revelação que tiver.
Atualizado em ( 07-Nov-2008 )
 

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