Estudos Explicativos
Entendendo e vivendo | Entendendo e vivendo |
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| Escrito por Lucas Seidler | |
| 11-Dez-2009 | |
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Na semana passada, iniciamos o estudo de como Deus criou um povo. Exploramos a verdade de que Deus criou primeiramente um mundo que sustentasse um povo. A lição desta semana permite-nos avançar na etapa seguinte: ver que ele criou os seres humanos. Esta passagem de Gênesis mostra o começo da História da humanidade. Ao documentar a criação humana, o texto centra-se na identidade, na posição e nas responsabilidades dadas por Deus a nós.
Nossa identidade como ser humano baseia-se na noção de que o Criador fez-nos à sua imagem. Gênesis 1:26-27, explicitamente, relata esse conceito crucial. Uma maneira direta de compreender nossa identidade humana é dizer que fomos feitos à imagem de Deus e à sua semelhança. Nós carregamos a imagem divina; conseqüentemente, somos filhos de Deus. Pensar que fomos feitos à imagem e à semelhança de Deus ajuda a compreender um ponto crítico: carregar a imagem divina mostra que compartilhamos algumas qualidades divinas fundamentais e que podemos nos comunicar com ele. Entretanto, ser feito à semelhança de Deus destaca que nós mesmos não somos Deus, porque o termo semelhança compara dois objetos distintos. É útil contrastar a criação dos animais com a dos seres humanos. Gênesis 1:20-25 aponta que os animais foram criados de acordo com suas espécies. Todos eles - criaturas do ar, do mar ou da terra - foram criados de acordo com seus próprios tipos. Os seres humanos, entretanto, foram feitos à imagem e à semelhança de Deus. Sim; somos parecidos com os animais em muitos aspectos físicos, mas, na essência do nosso ser, somos radicalmente diferentes deles. Nossa identidade não é a única característica que nos torna distintos dos animais. Nossa função neste mundo e a responsabilidade que a acompanha servem para nos distinguir também. Gênesis 1:26-28 mostra que Deus colocou seres humanos acima de todas as partes restantes de sua criação. Nós fomos colocados acima dos peixes, dos pássaros, dos rebanhos de animais, acima de cada criatura viva, sobre a Terra inteira! Entretanto, mais do que nos chamar para explorar o mundo com finalidades egoístas, o texto indica que devemos ser os guardiões do nosso mundo. Nós somos os supervisores, não possuidores, da criação divina. Assim, como nós estabelecemos nossa presença na criação de Deus (“Produza Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a."), é com essa compreensão que somos responsáveis a Deus pelo que nossa presença causa. Foi-nos dada a autoridade de um pastor, não a de um comerciante. Explorando Além de focar nos seres humanos, a passagem de hoje das Escrituras também focaliza Deus. A narrativa explora alguns papéis desempenhados por ele durante a criação dos seres humanos. Nós, primeiramente, notamos que Deus foi o mestre de todo o processo. Era ele quem escolhia criar seres humanos e igualmente quem determinou como nos criar. A conversa entre os membros da Triunidade (Gênesis 1:26) revela o quanto especial foi a criação dos homens. Uma olhada em Gênesis 1:3, 6, 9,14, 20 e 24 mostra que a toda a criação divina, desde o céu às estrelas, às criaturas do mar, foi realizada com vocalizações simples. As frases repetidas iniciadas por “Haja...” foram utilizadas para as ações criativas de Deus durante os dias 1 a 5 e na primeira parte do dia 6. Na segunda parte deste dia, entretanto, quando se deu a criação da humanidade, considera-se a chegada de um mecanismo completamente diferente. Quando vem a criar o homem, Deus parece parar para passar um tempo fazendo uma reflexão deliberada com os membros da Divindade. O trecho “Façamos o homem à nossa imagem.” (Gênesis 1:26) traz um tom completamente diferente à narrativa. Outra vez, percebemos como os humanos são radicalmente diferentes de qualquer outra parte da criação. Um outro papel que Deus exerceu ao criá-los foi o de modelo. Conforme mencionado acima, ele escolheu criar-nos à sua própria imagem e à sua própria semelhança. Portanto, Deus escolheu a si próprio como modelo. Isso nos lembra de nossa posição elevada sobre todas as outras partes da criação, e igualmente nos incita a considerar solenemente nossa responsabilidade para com essa criação. Status elevado traz responsabilidades elevadas. Finalmente, vemos que Deus teve, obviamente, o papel de criador. Gênesis 1:27, com ênfase, repete que foi Deus quem nos criou. Não somos resultados de uma escolha aleatória ou fruto de um evento acidental. Nós somos o resultado de um projeto deliberado, da ação do Senhor do universo. Incentivo Anteriormente, citamos que Deus deu aos seres humanos a posição mais elevada em toda a criação. Esse status vem do fato de que nós, dentre todas as criaturas, fomos os únicos criados à imagem de Deus. Embora não sejamos Deus, estamos muito próximos a ele. Isto é, fomos feitos para possuir uma associação próxima com Deus e somos chamados para representá-lo diante de sua criação. Assim como Deus, temos uma capacidade imensa de amar. É conseqüentemente lógico que ele chamou cada um de nós para ser o pastor de sua criação. Foi-nos dado o trabalho de consolidar este mundo em que habitamos. Isso inclui assumir/cuidar do planeta, de suas plantas, de seus animais e de outros ocupantes humanos. Eu acredito que alguns homens são excelentes supervisores da criação de Deus, mas outros se tornaram supervisores fracos. Tenho de admitir que me vejo na última categoria... Será por enxergar este mundo como um lugar provisório? A Terra é um lar temporário para mim, e sua existência é provisória também. Talvez eu nunca tenha visto uma razão de peso para consolidar um mundo que, eventualmente, cessará de existir. Entretanto, à medida que estudo a criação dos seres humanos, em Gênesis 1, sinto uma necessidade de mudar meu caminho e minha forma de pensar. Não somente Deus deu a mim (e a todos nós) uma posição acima do restante da criação, como também me dotou de autoridade sobre essa criação. Além disso, chamou-me para executar solenemente essa autoridade. Portanto, devo representá-lo enquanto procuro consolidar o mundo. Essa é uma responsabilidade enorme, e eu sinto que ela me chama para mais fidelidade no ministério. Onde está você no espectro? É um excelente ou um fraco supervisor da criação de Deus? Outra faceta de como comandar a criação benevolentemente é a forma como trato meus semelhantes. Em Gênesis 9:6, Deus impôs a pena de morte para aqueles que mataram outros seres, pois ele fizera o homem à sua própria imagem. Isso mostra quão valioso e precioso Deus considera cada pessoa. Estou eu tratando cada um com a dignidade merecida? Cada pessoa carrega a imagem do Senhor do universo. Estarei dando a cada uma delas o respeito que essa imagem merece? Como você está se saindo em suas relações humanas? |
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