| ELIAS TRIUNFA COM DEUS - 1 Reis 18.20-24. 30-35, 38-39 - ENTENDENDO E VIVENDO |
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| Escrito por Adriano Teixeira | |
| 08-Set-2007 | |
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Nick Kersten “... o que era mau perante o SENHOR, mais do que todos os que foram antes dele”. (1 Reis 16.30). O reino do norte de Israel havia caído, há algum tempo, em práticas do mal, inclusive na idolatria. A queda foi presidida por uma série de reis maus. As contínuas advertências dos profetas do Senhor não surtiram efeito algum em trazerem novamente os israelitas para Deus. Depois que o rei Onri faleceu, seu filho Acabe subiu ao trono (1 Reis 16.29-33), e a situação tornou-se até mesmo mais propensa ao mal. O primeiro livro de Reis registra que Acabe era pior que qualquer um dos seus predecessores; uma distinção bastante infame... Neste ambiente, Deus chamou um profeta para trazer seu povo de volta a ele. Um anúncio dramático Em 1 Reis 17, o profeta Elias fez sua primeira aparição, anunciando que não haveria chuva durante anos, até que o Senhor abrisse as janelas dos céus e derramasse água sobre a Terra. Em resumo, ele avisava que o Senhor traria seca e escassez para todos os israelitas. Depois de fazer o anúncio, Elias é ordenado a fugir para a torrente de Querite, e então para Sidom, ao norte de Israel, a fim de escapar da ira de Acabe. Durante esse tempo todo, o drama na Terra continuou; dia após dia sem chuva, a seca tornou-se catastrófica. E Acabe recusava-se a reconhecer Deus. O desafio é feito Na primeira parte de 1 Reis 18, achamos Elias recebendo a ordem divina de se apresentar a Acabe para dizer-lhe que a seca estava a ponto de terminar, depois de três anos. A ordem de Deus não parece notável até que lemos, no verso 4, que Jezabel, a esposa de Acabe, estava exterminando os profetas do Senhor. Além disso, descobrimos a conversa de Elias com Obadias, o fiel e guardião da casa de Acabe (1 Reis 18.4-14). Naquela época, podemos dizer que Acabe tinha publicado um decreto tornando Elias o procurado número 1. Obadias temia que, mencionando o nome de Elias diante do rei, fosse levado à morte. Porém, apesar do perigo, Elias estava resoluto: apareceria diante de Acabe. Quando finalmente conseguiu sua audiência com o rei, acusou-o de conduzir os israelitas para longe de Deus e desafiou-lhe a trazer seus líderes religiosos (os profetas de Baal e de Aserá) e todo o povo de Israel para encontrá-lo no Monte Carmelo. Após três anos de julgamento, o Senhor mostrou-lhes quem realmente é o único Deus verdadeiro. O dia “d” Quando o dia do desafio chegou, Elias acusou o povo de Israel de idolatria e de falta de compromisso com Deus. É interessante que os israelitas não fizeram coisa alguma para responder a acusação! (verso 21). Depois do silêncio, Elias desafiou: se Baal é poderoso e digno de adoração, então, certamente seus 450 profetas poderiam lhe pedir que respondesse a um sacrifício com fogo. Ele faria o mesmo oferecimento a Deus: um touro no altar, cortado em pedaços. Todas as pessoas presentes concordaram com as condições do desafio. Elias permitiu que os profetas de Baal ofertassem primeiro, e deu-lhes uma manhã inteira para obterem uma resposta de Baal. Durante várias horas, eles dançaram ao redor do altar construído (talvez o quadro mais descritivo de idolatria, na Bíblia inteira!), sem receberem qualquer resposta. Ao meio-dia, Elias começou a escarnecer dos profetas de Baal e, por causa disso, eles resolveram adotar medidas mais drásticas para tentarem obter uma resposta do “deus” deles; incluindo se cortarem. Quando chegou o momento de outro sacrifício, Elias começou a trabalhar. No verso 30, vemos que, depois de um dia inteiro observando a dança e a gritaria dos profetas de Baal ao redor do altar, Elias conclamou a todo o povo e disse que consertaria o altar do Senhor, outrora abandonado. Num gesto carregado de simbolismo, ele tomou 12 pedras - uma para cada tribo de Israel (inclusive Judá que, a esta altura da história, era um reino separado) - e colocou-as ao redor do altar. Então, Elias fez algo curioso: cavou uma vala ao redor do altar recentemente preparado. Esta não era uma prática normal de adoração, e certamente as pessoas devem ter desejado saber o por quê daquela vala. Depois de colocar o touro no altar, Elias pediu, dentre outras coisas, água. Depois de 3 anos de seca, isso poderia ser um artigo precioso! Certamente, as pessoas sedentas teriam almejado a água contida nos jarros. Depois de adquirir um jarro cheio, o profeta esvaziou-o, molhando a oferta e o altar. Esse processo repetiu-se por três vezes, a ponto de a vala encher-se. Assim que o oferecimento estava preparado, Elias parou e orou. Nos versos 36-37, descobrimos seu coração. O propósito inteiro desse desafio era tentar trazer o povo de Israel de volta para Deus. O profeta orou em humildade e demonstrou total dependência de Deus. A resposta do Senhor para essa prece foi imediata: o fogo de Deus caiu do céu, e não só consumiu o touro, mas a água na vala e o altar de pedras também. Naquela hora, foi decidida a competição, e as pessoas voltaram-se a Deus e disseram: “Só o Senhor é Deus; só o Senhor é Deus!”. Deus tinha usado a coragem de Elias para se levantar diante de um rei assassino e trazer seu povo de volta. A coragem de Elias Não deve ter sido fácil para Elias ter a coragem necessária para confrontar Acabe, um rei poderoso que tentava matá-lo. Porém, para desafiar o rei e o país inteiro para uma competição, a fim de provar quem era o Deus verdadeiro, ele necessitava de algo mais que apenas coragem. Necessitou de uma fé completa e total em Deus. Com uma provocação desse porte, era altamente improvável que Elias descesse vivo do Monte Carmelo caso o desafio falhasse. Nós sabemos que Acabe e Jezabel queriam exterminá-lo, e se sua idéia tivesse falhado, ele teria realmente sido morto! Elias teve que confiar que Deus não o abandonaria nesse momento e não foi desapontado. O Deus de Elias - um Deus fiel, poderoso, presente - ainda demonstra seu poder em nossa vida, e não deveríamos ter medo de confiar em seu poder se agimos conforme sua vontade para cada um de nós. Se nós confiarmos nele, descobriremos, como Elias, que aquele que confia em Deus nunca será desapontado. |
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