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Deus no Nosso Meio - Apocalipse 21:9–10; 21:22—22:5 - Entendendo e vivendo PDF Imprimir E-mail
Escrito por Ken Burdick   
22-Mar-2008

Muito melhor
O Livro de Apocalipse é pleno de contrastes. Há dois impérios contrários (o da Besta e o da Ovelha), representados por duas cidades (Babilônia, 18:21; e a Nova Jerusalém, 21:2) e por duas mulheres (a grande prostituta, 19:2; e a noiva do cordeiro, 19:7). Eles são opostos entre si, mas não há luta alguma eterna (yin/yang) entre forças do bem e do mal. A peleja é decididamente desigual. Babilônia e a prostituta, degradadas e desiludidas, são destruídas. A Nova Jerusalém e a noiva do Cordeiro, santa e fiel, serão eternamente abençoadas. Nos capítulos finais de Apocalipse, o império do mal é derrotado e julgado. Nenhum traço dele é encontrado nos novos céus e na nova terra. Mas o contraste entre as duas cidades/mulheres continua a ser traçado, ao final do livro.
Talvez isso tenha sido feito para encorajar os crentes dos dias de João, pois Roma iníqua era como a grande Babilônia. Uma visão do iminente reino eterno de pureza e de libertação seria especialmente significativa para os crentes, cercados pela imoralidade, pelo paganismo e pela opressão romana. Mas o contraste é também um lembrete constante aos crentes de qualquer era: ou perseveramos na nossa fé e no estilo de vida cristão, ou nos afastaremos do reino de Cristo, e tornamo-nos parte do reino condenado de Satanás.

É muito melhor pertencer ao reino de Cristo, assim como é bem melhor ser “uma noiva adornada para o seu marido” (Apocalipse 21:2, NIV) do que ser uma orostituta, jogada nas ruas. Esse contraste é implicado em Apocalipse 21:9-10, enquanto voltamos para dar uma olhada mais detalhada com o que a Nova Jerusalém será parecida. A visão da noiva (21:9) vem com o mesmo anjo (e pelo mesmo procedimento) como a visão da “grande prostituta”, em Apocalipse 17:1-3.
Um tour virtual
Hoje, uma combinação de um projeto assistido pelo computador e com a realidade virtual pode mostrar a engenheiros de construção exatamente como será um prédio, mesmo antes de a obra começar. Pode-se um tour virtual por um lugar que nem mesmo existe!
Isso é essencialmente o que temos em Apocalipse 21:22-22:5: um passeio virtual pela Nova Jerusalém, propiciado pelas visões proféticas do Velho Testamento (Ezequiel, Jeremias, Isaías, Gênesis etc.) , e não por projeções de computador. A Nova Jerusalém será mostrada de duas maneiras: como um Santo dos Santos final (21:9-27) e como um Éden transformado (22:1-5).
Onde Deus está, lá é santo
Na Nova Jerusalém, “o tabernáculo de Deus é com os homens” (Apocalipse 21:3) de um modo imediato e físico. Esse “tabernáculo” (ou Shekinah) é a presença de Deus que foi anteriormente isolado (até mesmo de seu próprio povo), na parte mais interna do templo, o Santo dos Santos. Somente o Sumo Sacerdote poderia entrar ali, e apenas ele poderia fazer a reparação dos pecados das pessoas no Dia do Juízo, só após ser limpo pela borrifada de sangue animal. A humanidade pecadora não poderia permanecer na presença imediata de Deus de modo algum.
Mas o pecado não mais existe na Nova Jerusalém; então, agora, a cidade santa é uma Cidade de Santos, pois onde Deus está, ela é santa e, “daquele momento em diante, o nome da cidade será: O SENHOR ESTÁ AQUI.” (Ezequiel 48:35, NIV). Isso significa que não é mais necessário um templo (Apocalipse 21:22) e não há necessidade alguma do sol ou da lua, “pois a glória de Deus a ilumina, e o Cordeiro é a sua candeia.” (21:23, NIV, Isaías 60:19).
No livro
A glória de Deus excede qualquer esplendor terrestre. A única resposta apropriada é curvar-se em obediência (“As nações andarão em sua luz”, 21:24ª, NIV) e render-se à glória em adoração (“e os reis da terra trar-lhe-ão sua glória” 21:24b, NIV; Apocalipse 4:10-11). Mas espere, você diz... O que eles estão fazendo aqui? Não foram eles que se juntaram à Besta, no Armagedom, e foram destruídos (Apocalipse 16:14-16, 19:19-21)? A maioria foi; contudo, alguns responderam ao chamado de Deus para se arrependerem (Apocalipse 11:13, 14:6-7; 15:4). “Um dos propósitos dos selos, das trombetas e das bacias era o de condenar as nações de seus pecados e chamá-las para o arrependimento” (Osborne, Apocalipse, p. 762). O imaginário de Isaías 60 é usado para enfatizar a conversão das nações (Isaías 60:3,6) que trouxeram “glória e honra” (21:26) como adoradores, ao invés de pilharem como animais derrotados (Isaías 60:11). De fato, não há mais inimigos; coisa ou pessoa alguma impura entrará na cidade, “só os que estão inscritos no livro da vida do Cordeiro” (21:27). Esse livro lista os crentes e pertence ao Cordeiro, pois seus nomes estão lá (“desde a fundação do mundo”, 17:8, NIV; Efésios 1:4, 2 Timóteo 1:9), somente na base do seu sacrifício de morte (Apocalipse 13:8).
Se sua fé é em Jesus, você está no livro! E quem mais, além de você, gostaria de ouvir o Evangelho? Quem mais pode se arrepender e pôr sua fé em Jesus? Quais convertidos inesperados (como aqueles reis da terra) você gostaria de trazer?
Um novo e melhor Éden
A Nova Jerusalém também será um novo Éden, só que “elevada à nona potência”. O primeiro Éden tinha uma única árvore da vida (Gênesis 2:9, 3:22-24) e um rio que regava o jardim (Gênesis 2:10). Mas na Nova Jerusalém, no livro da vida, as pessoas irão desfrutar não apenas de um rio comum, mas do “...rio da água da vida” (Apocalipse 22:1). Também estarão presentes mais do que uma árvore da vida (um coletivo de árvores, “de um e de outro lado do rio”, 22:2). Elas darão frutos, não apenas numa estação, mas “a cada mês” e com uma abundância de “doze frutos, dando seu fruto de mês em mês” (22:2). Suas folhas serão para “a saúde das nações” (22:2; Ezequiel 47:12), provavelmente numa referência às antigas conversações. O rio também não irá apenas fluir “do Éden” (Gênesis 2:10), mas do próprio “trono de Deus e do Cordeiro” (22:1), direto no “meio de sua praça” (22:2).
Haverá uma super abundância de vida e falta de “qualquer maldição” (22:3, NIV; Zacarias 14:11). Isso tudo resulta de um fato já mencionado: “nela estará o trono de Deus e do Cordeiro” (22:3). E, onde Deus está, há vida e santidade.
Esqueça as harpas e a inatividade
Ficar sentado tocando harpa não está neste quadro! Ao invés disso, “seus servos vão lhe servir” (Apocalipse 22:3b) e eles “reinarão para todo o sempre” (22:5). Servir a Deus é o que esperamos das pessoas que “virem seu rosto” (derradeiro êxtase!) e tiverem seu nome em suas testas (22:4).
Reino como? Os crentes, provavelmente, terão afazeres no reino de Cristo, assim como Adão tinha responsabilidade no primeiro Éden (Gênesis 1:28).

 

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