Skip to content

Narrow screen resolution Wide screen resolution Increase font size Decrease font size Default font size
Início seta Devocionais seta DEUS ENVIA OS JUÍZES - Juízes 2.16-23 - ENTENDENDO E VIVENDO
DEUS ENVIA OS JUÍZES - Juízes 2.16-23 - ENTENDENDO E VIVENDO PDF Imprimir E-mail
Escrito por Adriano Teixeira   
04-Ago-2007

Matthew Berg

Contexto

O povo de Deus acabara de entrar na Terra Prometida e estava começando a formar uma comunidade. Admitidamente essa era uma comunidade que, naquela altura da história de Israel, era o que alguns poderiam etiquetar como "caos organizado". E esse não é, de modo algum, um modelo na história de Israel do que significa ser o povo de Deus. Todavia, um pastor, amigo meu, disse-se que "a igreja hoje é melhor definida e encontrada em algum lugar no meio do livro de Juízes". O que ele quer dizer com isso? Bem, ele indica que o povo de Deus não era menos pecador do que somos hoje, seguindo nossos próprios ídolos, fazendo "o que era certo aos seus [nossos] próprios olhos", como mostram os versos, no princípio e no fim de Juízes.

O narrador do capítulo 2 quer nos falar sobre quão medonha a situação estava para os filhos de Deus. O contexto literário imediato, em 2.1-5, aponta: aquele que fez a aliança com Israel exortava seu povo a não estabelecer acordos com os povos de Canaã (2:2). Ele também lhes disse as conseqüências caso não o ouvissem e não o obedecessem (2.3). Isto é, o SENHOR não os acompanharia nas batalhas, ou como diz o texto: "...não os expulsarei da presença de vocês" (NVI).

O narrador, então, traz sua própria interpretação dos acontecimentos, em 2.6-20. As pessoas constantemente oscilaram da obediência à desobediência, em um ciclo negativo, que vai gradualmente acontecendo enquanto o livro desdobra-se. O povo clama, é liberto, cai em apostasia novamente e, por conseguinte, sofre a opressão do inimigo. Isso soa familiar? Infelizmente, posso me identificar de vez em quando com esse padrão em minha própria caminhada com o Senhor! É importante lembrar que essa geração de pessoas não sabia, de primeira mão, das obras do SENHOR (2.10).

As notícias encorajadoras no meio desses ciclos são as respostas do Senhor. Deus, até mesmo depois de nos contar as conseqüências de nossa deslealdade, liberta-nos. Ele fica zangado com a deslealdade do seu povo e castiga-o, permitindo as conseqüências de suas ações pecadoras. Porém, sem a intervenção dele, estaríamos desesperados nesse ciclo de morte!

O contexto imediato seguinte, em nosso texto, é 3.1-3; aí, o narrador começa a contar a história das nações que tiveram a permissão de Deus para permanecerem em Canaã. A intenção desse consentimento era pôr o povo à prova. Então, começa a fase das histórias específicas dos juízes que libertaram o povo de Deus (com a ajuda do Senhor é claro; nenhuma libertação vem de nossa própria força).

Pano de fundo histórico

O povo de Deus do Antigo Testamento entendia o termo "juiz" diferente da forma empregada hoje (uma função na sala de um tribunal). Naquele tempo, denominava uma pessoa chamada por Deus para exercitar justiça por quaisquer meios que o SENHOR provesse, em função daquela posição de liderança. Havia um elemento de carisma que Deus dava a tais pessoas, como servos especiais. Assim, possuíram uma qualidade na liderança que atraia os seguidores.

Texto e aplicação

Em última instância, há conseqüências à desobediência ao Senhor. A descrição pelo autor é gráfica; a desobediência foi descrita como prostituição (2.17). Ele escolhe suas palavras cuidadosamente, e acredito que deseja que imagens sejam evocadas na mente da audiência quando ouvidas; assim, todos entendem o nível de desobediência com que se envolviam. O que fazem as prostitutas? Vendem-se. O povo de Deus estava se vendendo também! Esses eram atos deliberados e conscientes de desobediência. O texto diz que eles depressa se desviaram e tornaram-se desobedientes; não há como dizer que não havia consciência envolvida na decisão deles - a desobediência era deliberada e intencional.

É importante lembrar que esses juízes não estavam agindo sozinhos. Eles tiveram o benefício e o dom da presença do Senhor com eles à medida que conduziram o povo de Deus para fora da opressão. Às vezes, o SENHOR intervém especificamente na vida de seu povo, chamando os "profetas"; estes podem falar em nossa vida e ver o pecado onde não podemos ou não queremos. Certa vez, foi me dito por um querido irmão de igreja que, "às vezes", eu era um das pessoas mais egoístas que ele já conhecera!. Fiquei arrasado; porém, precisei analisar minha vida e a reivindicação específica daquele irmão para me tornar uma pessoa mais abnegada no processo. Nunca é fácil quando Deus expõe o pecado em nossa vida; entretanto, é o que fazemos com aquela informação que mais importa a ele.

Um outro aspecto perturbador do texto, bem aplicável à vida moderna, é que a idolatria aumentou a cada geração. Alguma vez você pensou em si mesmo e nas suas ações como tendo conseqüência para a próxima geração?

O "x" da questão é uma violação da aliança. A aliança é por natureza relacional; sua quebra é algo feito contra a pessoa do SENHOR que deseja um relacionamento pessoal e responsável com seu povo. Em última instância, temos que perceber que a questão gira em torno da graça, pois é por ela que nos relacionamos com o SENHOR. Ele oferece-nos o dom gratuito para nos achegarmos a ele em arrependimento. Ele nunca dará as costas a um coração sinceramente arrependido.

Às vezes, é muito fácil seguir um líder terrestre, mas onde fica a fidelidade quando é menos óbvio a quem seguir? O povo de Deus não tinha um rei, neste momento da história. Quando há uma evidente falta de liderança religiosa, as pessoas podem facilmente se desviar e tornar-se apóstatas. Há um quebra de autoridade local que conduz a um colapso no comportamento.

O maior ponto de aplicação tem a ver com o que eu chamo de "canaãnização" de Israel. Será que os cristãos de hoje têm sido "nacionalizados" (isso é, seguem ídolos que nos levam para longe da fidelidade ao SENHOR)? Sempre que os ídolos competem com nossa atenção e submissão a Deus, eles têm o poder de, sutilmente, seduzirem-nos e afastarem-nos dos caminhos do Senhor.

O ponto final do autor (2.21-23) é que, embora os pecados possam ser passados para as gerações futuras, a fidelidade não trabalha da mesma maneira. Deus não tem netos; só filhos. Cada geração tem que vir a ele pela fé. Confiança e obediência são o que o Senhor procura em nosso coração conforme seguimos Cristo nesta vida. Não temos um lugar garantido à mesa de nosso Senhor em virtude da fé de nossos antepassados. Mas como podemos encorajar nossos filhos a virem a Deus por meio de sua própria fé? Eles não podem achar que têm direitos com o Senhor em virtude da fé dos seus pais ou avós.

 

Adicionar comentario


Código de segurança
Atualizar

< Anterior   Próximo >

Language

Faça uma doação

ajude a manter o site e nossos projetos sociais!

Devocionais

Jogos
Devocionais diários


Receber em HTML?


Topo