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DANDO GENEROSAMENTE - 2 Coríntios 8.1-15 - ENTENDENDO E VIVENDO | DANDO GENEROSAMENTE - 2 Coríntios 8.1-15 - ENTENDENDO E VIVENDO |
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| Escrito por Adriano Teixeira | |
| 16-Jun-2007 | |
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Um novo assunto Paulo volta sua atenção para o assunto da generosidade no capítulo 8. Ele lhes oferece os exemplos das igrejas na Macedônia (8.1-5) e do próprio Cristo (8.9). Adicionalmente, ele expressa um desejo de completar um "trabalho gracioso" que começaram no ano anterior. Talvez as circunstâncias circunvizinhas das repreensões de Paulo tinham atrasado o esforço. A euforia dele sobre o arrependimento resultou em mandar Tito de volta a eles com esta carta. Há um tom decididamente diferente, com Paulo manifestando uma atitude de encorajamento em lugar de repreensão. Ele louva a prontidão deles e as abundantes atitudes de amor sincero (8.7-8); agora eles darão um passo à frente.
O padrão macedônico Lucas oferece um bom panorama do estabelecimento das igrejas na Macedônia durante a Segunda Viagem Missionária de Paulo, que realmente começou com a visão de um homem que estava apelando para que ele viesse e lhe ajudasse, em Atos 16.9. Três igrejas proeminentes estavam em Filipos, Tessalônica e Bereia (veja Atos 16.11 até 17.14), todas receberam excelentes descrições na narrativa e nas Epístolas Paulinas. De lá, ele velejou para Atenas e Corinto. Depois fez uma breve visita a esta região durante a Terceira Viagem Missionária, de acordo com Atos 20.1-6. Paulo pode ter feito uma terceira viagem a esta região, conforme sugestões vistas em 2 Coríntios 2.13 e 7.5, como também em Filipenses 2.24 e 1 Timóteo 1.3. Em nossa passagem, ele se refere ao apoio macedônico nas necessidades de outros. Vemos isto também em Romanos 15.26 e Filipenses 4.15-18. Isto demonstra que os crentes de Corinto provavelmente estavam cônscios deste espírito de generosidade. Paulo se refere aos macedônicos para prover uma perspicácia dos princípios que os cristãos de todos os tempos podem entender e aplicar nesta área. 1. Lembre-se que a generosidade é realmente um dom de Deus (8.1). Como qualquer disciplina espiritual ou habilidade, Deus nos dá o poder de forma que venhamos a ser seus instrumentos. Aqueles que podem manter esta perspectiva muito provavelmente não sucumbirão à tentação do orgulho e da auto-suficiência. Na área de dinheiro e das possessões, é essencial entender que tudo o que temos vem do Senhor, foi Deus quem nos confiou para sermos seus mordomos, nada é nosso. Nunca nos esqueçamos que tudo o que temos, tudo o que somos e tudo o venhamos a ter e ser vêm do Senhor nosso Deus. 2. Parece haver uma relação entre pobreza e alegria, uma relação que conduz à generosidade transbordante (8.2). Pesquisas feitas nos Estados Unidos, no meio cristão, revelaram que só 4% de todos os americanos dizimam (em 2001 esse percentual era de 8%). Dos que dizimam, apenas 9% são das classes mais abastadas. (Creio que não seja muito diferente no Brasil). Você se lembra do que Jesus disse sobre a dificuldade de um rico entrar no Reino dos Céus? (Mateus 19.23-24). Aqueles que são materialmente pobres tendem a acumular tesouros no céu e servir a Cristo como Senhor (Mateus 19.16-24). Leia Voz dos Mártires para aprender como este princípio funciona na prática. 3. Aqueles que dão generosamente vão além dos meios naturais e continuamente procuram oportunidades para serem abnegados. Isto rema contra nossa cultura moderna. As igrejas na Macedônia não gastaram todo o tempo se preocupando se Deus iria ou não prover suas necessidades, ou se era possível para eles dar. Porque eles se doaram ao Senhor e aos outros, eles eram um testemunho poderoso a um grupo de pessoas em Corinto que era renomado por ter abundância material. Cristo, nosso eterno modelo Os crentes da Macedônia, e os de Corinto até certo ponto, estavam procurando motivação divina. Jesus Cristo é um exemplo vivo de generosidade. Paulo usa diferentes palavras, mas há uma imagem muito parecida à alusão dele em Filipenses 2.5-8. Note as atitudes. 1. Cristo não levou em conta o alto custo de nossa redenção, seu amor por nós era tão abnegado que ele não espera nada em troca. Mais tarde, nesta epístola, Paulo se colocou como tendo uma atitude semelhante trazendo seus leitores a um nível maior de intimidade com Deus (veja 12.15). Não havia nenhuma reserva baseada nas condições. Quando começamos a compreender o significado de Cristo "esvaziar-se a si mesmo" por nós, também ganhamos um incentivo maior para sermos generosos com nosso tempo, talento e tesouros. 2. Cristo estava disposto a fazer algo sobrenatural para a humanidade, porque ela não seria considerada importante, uma vez que os recipientes eram desmerecedores de um ponto de vista humano (veja Romanos 5.6-8). A Cruz é o epítome do maior se tornando o servo, daquele que é humilhado sendo exaltado, do último se tornando o primeiro (veja Mateus 23.11-12). Infelizmente, em nossos dias, igrejas e cristãos freqüentemente funcionam como centros administrativos de grandes corporações, preocupando-se mais em satisfazer os desejos dos "acionistas" do que em levá-los a andar em retidão com a vontade de Deus. Temos desejado alegremente nos sacrificar pelos outros? (veja Filipenses 2.17) 3. Cristo esvaziou-se a si mesmo para nos fazer ricos, oferecendo-nos a salvação eterna, justificando-nos diante de Deus. Ele também nos permitiu participar do trabalho de trazer outros para um relacionamento vivo e transformador com ele. Nós temos que estar dispostos a colocar toda a nossa vida no altar do sacrifício e negarmos nossas próprias riquezas e direitos de forma que outros possam desfrutá-los. Nós estamos em paradoxo porque o mundo funciona sobre uma base diferente. Uma palavra final Chegar a este equilíbrio em nosso dar nem sempre é fácil por causa dos interesses que competem entre si. Talvez o melhor modo para examinar isso é olhar os últimos versos. Se estivermos prontos a sermos usados por Deus, podemos confiar que ele nos dará os meios para realizar qualquer tarefa que nos pede que completemos. Além disso, olhe sempre para nossa interação com outros cristãos como uma relação de interdependência. Deus às vezes nos usa para suprir as necessidades de alguém e em outros momentos usará os outros para suprir a nossa. Pare e pense no quanto Deus já lhe deu e no quanto ele lhe dará; o resultado certamente será um coração generoso. |
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