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Início seta Estudos Explicativos seta Cristo ressuscitou! - Apocalipse 1:12ª, 17–18; João 20:11–16, 30–31 - Entendendo e vivendo
Cristo ressuscitou! - Apocalipse 1:12ª, 17–18; João 20:11–16, 30–31 - Entendendo e vivendo PDF Imprimir E-mail
09-Fev-2008

As revelações do Cristo Ressuscitado e do Cristo Rei
Assim como a ressurreição de Jesus é revelada aos seus seguidores ao longo daquele dia contente e glorioso, quatro qualidades das relações partilhadas por eles com ele e entre si também são reveladas:
Revelação nº 1: determinação
Quando João abre os primeiros raios da revelação da ressurreição, mostra-nos Maria Madalena indo à tumba. Veja, os homens e as mulheres que permaneceram na cruz, naquele dia fatídico, não tiveram tempo suficiente para um enterro digno de seu Mestre. João relata, no fim do capítulo prévio, que eles sepultaram Jesus sob o estresse do pôr-do-sol do Grande Sábado – a tumba estava perto deles, e o dia, terminando. Para um sepultamento digno, seriam necessários mais alguns preparativos, para os quais não tiveram tempo naquele dia, e Maria estava determinada a fazer isso assim que pudesse.

Encontramos Maria tão decidida a, de algum modo, “conectar-se” com seu Salvador que não importava que hora do dia fosse ou quão difícil pudesse ser. Sua determinação fez com que fosse à tumba logo, logo. O local era guardado e uma grande pedra bloqueava a entrada. Nem mesmo esses obstáculos atrapalhariam seu coração, impedindo-a de estar próxima àquele que ela seguia.
Eu me pergunto quão determinados somos quanto a estarmos próximos de Jesus... Estamos dispostos a fazer todo o necessário? Parecemos a fim de superar qualquer obstáculo para servir nosso Salvador? Tem pessoas que acham um esforço tremendo acordar sábado pela manhã para estar na igreja, às 9 horas, para as aulas da escola sabatina. E olha que a maioria começa a trabalhar bem mais cedo, durante a semana! A determinação de Maria é bastante exemplar, portanto...
João também estava determinado naquele dia! Quando a notícia chegou até ele (vinda de Maria)  -acerca do sumiço do corpo de Jesus - esse discípulo que se descreve como o muito próximo a Cristo (“o discípulo a quem Jesus amava”) não ficou contente em ir à tumba. Ele decidiu correr até lá. Andar não era uma opção – correr era do que precisava! Então, lemos que ambos (João e Pedro) correram, mas João chegou primeiro. De fato, ele caracteriza sua determinação pela sua corrida e por chegar à tumba primeiro. E fez isso quatro vezes! Ele escreve que “ultrapassou” Pedro, que chegou lá “primeiro”, que Pedro “o seguiu” (no grego, está “chegou lá por último”) e, finalmente, refere-se a si mesmo como “o outro discípulo que chegou antes”.
Que tipo de esforço diário estamos dispostos a experimentar para estar com nosso Salvador ressuscitado? (Até então, ninguém sabia que Jesus estava ressuscitado – apenas que seu corpo havia sido removido). Cremos realmente em Jesus, que ele estará “sempre lá”? Fazemos qualquer esforço para estar perto dele?
Revelação nº 2: desespero
Desespero pela falta de um amor pode ser um problema para um relacionamento íntimo. Isso foi demonstrado tanto por Maria quanto por João neste “dia da descoberta”. Maria, descobrindo que Jesus havia “partido”, precisava contar a alguém. A pessoa mais importante da sua vida havia ido; ela precisava envolver outros em seu senso de perda e de desespero. Então, encontramo-la, no relato de João, narrando o fato primeiramente aos discípulos. Em seguida, descarregou-o em dois anjos na tumba. Finalmente, contou seu pesar para “o jardineiro”. Quando sentimos que Jesus está “faltando” em nossa vida – talvez porque nos “mudamos”, ou estamos vazios e cansados por vários outros motivos – dizemos isso aos outros de modo que possam nos ajudar a “encontrar Cristo” de novo? Geralmente, botamos nossos “cartões próximos ao peito” e um “rosto feliz”.
O desespero de Maria e sua devoção a Jesus foram caracterizados por seu choro. Foi como o choro de uma criança machucada e com medo; não o temor controlado e o fungar que pode, às vezes, caracterizar o que pensamos ser digno. (Existe uma hora e um lugar para tal, mas essa não era a hora ou o lugar para reservas – pelo que Maria sabia, o corpo de Jesus havia sumido!)
Finalmente, ela expressa desespero ao dizer ao “jardineiro”- este, na verdade, era o próprio Jesus - que carregaria o corpo de volta para onde o haviam “colocado”. Não importava o quão difícil isso fosse! O peso dos temperos no corpo, os próprios invólucros que tornavam difícil manter na forma, e o peso do corpo de Jesus não eram empecilhos suficientes para reter seu desespero e sua determinação.
João mostrou sinais de desespero também. Apesar de ter chegado à tumba antes de Pedro, talvez o medo do que veria tenha-o mantido à porta, incapaz de entrar inteiramente. Foi necessário que o outro “entrasse antes” para ajudá-lo a fazer o mesmo.
Estamos nós tão próximos de Jesus a ponto de notarmos sua partida de nossa vida? Iríamos chorar? Estaríamos dispostos a deixar o esforço do outro para nos ajudar a ir aonde sentíamos ser inútil ir?
Revelação nº 3: declaração
Jesus dirigiu-se a Maria pessoalmente, pelo nome. Isso a trouxe aos sentidos. Ele, como nosso Pastor, chama-nos pelo nome também, conhecendo cada um de nós, pessoalmente. E referiu-se aos discípulos como “Meus irmãos” e falou de unidade ao dizer aos seguidores: “Estou indo para o meu Deus e seu Deus, meu Pai e seu Pai.” Que revelação tais declarações fazem!
Maria declarou sua visão de Jesus com uma palavra: “Filho de”, expressando relacionamento. Ela também fez uma declaração aos discípulos sobre como devemos agir já que Deus dá a nós tal oportunidade: “Vi o Senhor!” Ela continuou declarando as palavras de Jesus para eles.
Por fim, João conta que muito mais poderia ser declarado, mas o que é dito é feito de tal maneira que os outros possam crer que “Jesus é o Cristo, o Filho de Deus e, crendo, tenham vida em seu nome.” (João 20:30-31).
Revelação nº 4: condecoração
Décadas depois, João não apenas vê Jesus ressuscitado, como também reinando! As comparações dos dois são inspiradoras.
Ao invés de uma preocupação sobre onde Jesus está, encontramos a adoração por quem ele é! Ao invés de inclinar-se olhando para dentro da sepultura, encontramos João de pé, examinando a glória! Ao invés de sua voz ao lado de uma tumba, ouvimos sua voz desde o trono!
Vemos Jesus revelado não apenas como ressuscitado, mas radiantemente reinando como “o Primeiro e o Último, aquele que vive, que morre e, agora, vive eternamente, tendo as chaves da morte e da sepultura!” Ele fala a uma comunidade não apenas começando, como ele fez na Sala Superior, mas para comunidades que podem olhar para trás, para frente e para o aqui e o agora – ele faz isso desde a Sala de Trono.
Jesus, em sua ressurreição, trouxe paz e alegria à vida daqueles que o viram. – Em sua revelação, continuou a fazer o mesmo, colocando sua mão encorajadora em João, dizendo-lhe para “não ter medo”. Hoje, na sua ressurreição e no seu reino, está tão próximo e pessoal como era outrora.
Como você vai se relacionar com ele em “comunidade” como uma “comunidade”?

 

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