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Cristo é Nosso Rei - Apocalipse 1:8; Lucas 19:28–40 - Entendendo e vivendo PDF Imprimir E-mail
Escrito por Steven James   
02-Fev-2008

Cristo é nosso Rei
A entrada triunfal dá inicio aos dias finais da vida terrestre de Jesus. Da entrada triunfal em Jerusalém, à mesa da Ceia, à experiência atormentadora na cruz, ao esvaziamento da tumba por causa da ressurreição de Cristo, recordar os eventos daqueles sete dias traz ricas lições para nós, hoje!
A grande entrada, em Jerusalém, deve ter sido uma incrível experiência a ser observada e, ainda mais, para participar! Você consegue se imaginar observando e, até mesmo, andando junto à  multidão, clamando e cantando glórias a Deus enquanto todos desciam pela montanha, tremulando ramos de palmas? Imagine os sons, os cheiros e as visões disso tudo! As pessoas gritavam para que Jesus fosse “abençoado” como aquele que veio em nome do Senhor, quem trazia o reino de “nosso pai Davi”, e até mesmo como “o Rei que veio em nome do Senhor!”

Todavia, dentro de poucos dias, esse triunfo tornar-se-ia tragédia quando o “Rei” que andou num jumento seria pregado numa cruz... Esse “Rei”, que até mesmo as rochas iriam louvar se as pessoas não o fizessem, em breve, cobriria aquelas rochas com seu sangue. Jesus, a quem a multidão chamou de “abençoado”, seria logo sepultado. Sendo assim, sua entrada triunfal teve vida curta; porém, a história não acaba aqui... Sabemos que levantou dos mortos e sentou-se à destra de Deus, no céu. Como tal, em adição à lembrança da entrada emocionante na capital de Israel, podemos regozijar pela entronização triunfante de Jesus Cristo sobre o cosmos! João, escrevendo em Apocalipse para as comunidades formadas ao redor do Salvador ressuscitado, vendo Jesus em sua entronização triunfante, dá essas razões para nossos louvores.
Sua pessoa para nós
Jesus é descrito como “a testemunha fiel, o primogênito dentre os mortos e o soberano dos reis da Terra” (Apocalipse 1:5, NVI). Como a testemunha fiel, Jesus falou aos discípulos, e para todos que tivessem ouvidos para ouvir, a Palavra de Deus. Ele sempre testemunhou a verdade. Que declaração! E percebemos que foi por causa do falso testemunho de outros que esta testemunha fiel foi condenada à morte (a palavra grega “testemunha” corresponde ao vocábulo mártir, em Português)!
Como o primogênito dos mortos, Jesus foi o primeiro a ser levantado do meio deles com um corpo imortal – um corpo que nunca iria decair, deteriorar-se ou morrer de novo. A palavra para primogênito também se referia a posto de governo, normalmente pertencendo ao herdeiro. Ela descreve nosso Salvador, em Colossenses 1:15-18, como o “primogênito de toda a criação”, bem como o “primogênito dentre os mortos”. Estamos sendo conformados à imagem de Cristo de modo que ele será o “primogênito entre muitos irmãos” (Romanos 8:29). Nós, como sua comunidade, somos referidos como “a universal assembléia e a igreja dos primogênitos” (Hebreus 12:23).
Como o soberano sobre os reis da Terra, ele não é apenas, como proclamado na entrada triunfal em Jerusalém, o “Rei que vem em nome do Senhor”; é também o Rei dos Reis e Senhor dos Senhores (Apocalipse 17:14; 19:16). Poucos versículos depois, aparece uma incrível frase demonstrando a pessoa de Jesus como até mais do que já expresso! Ele é o “alfa e o ômega” (primeira e última letra do alfabeto do autor), “o início e o fim”. Mais adiante, vemos uma declaração parecida: “o primeiro e o último”. De novo, em Apocalipse 21:6, essa descrição ocorre seguida por três frases, em 22:13. Estilo similar de expressar em palavras pode ser encontrado em Isaías 41:4, 44:6 e 48:12.
Em outros locais, tais descrições de Jesus ocorrem: ele é “a Palavra” do início (João 1:1-3); o “autor e consumador da fé” (Hebreus 12:2); e “o início” – a fonte da qual procede toda a criação de Deus (Colossenses 1:18; Apocalipse 3:14). A pessoa de Jesus Cristo está além do nosso mais alto louvor!
Seu martírio por nós
João escreve de Jesus como aquele que “nos amou...” Toda a celebração da Ressurreição fala desse amor que levou nosso Senhor a dar sua vida em holocausto para que pudéssemos viver! Foi esse sentimento que fez o Pai dar seu único Filho; foi cobrado de Jesus morrer no lugar de pecadores, tais como você e eu. Foi o amor sobre o qual Jesus falou na vida de seus discípulos, seus melhores amigos, na noite antes da crucificação.
Você tem recebido esse amor maravilhoso o qual tanto cantamos?
Seu perdão para nós
“O que pode lavar meus pecados? Nada além do sangue de Jesus!” Todos os nossos pecados são apagados, tão certamente quanto as escritas num quadro-negro serão apagadas! Eles são removidos tão longe, o leste é do oeste (tente isso num globo, algum dia: comece no topo e vá para o sul... Eventualmente você voltará para o norte. As duas direções, norte e sul, encontram-se. Agora, tente ir para o leste no mesmo globo. Você nunca vai para o oeste – as duas direções, leste e oeste, nunca se encontram!) Sou grato por meus pecados serem removidos para bem longe de mim!
Você tem a noção de que é perdoado?
Sua colocação para nós
João escreve que Jesus “nos fez reis e sacerdotes para seu Deus e Pai”. Que incrível privilégio! Nós, que somos culpados de matar o Rei dos reis, tornamo-nos agora capazes de reinar como reis, com ele e para sempre! Nós, para quem nosso Sumo Sacerdote foi punido, somos agora capazes de servir como sacerdotes na eternidade! Nós, pela graça de Deus, temos agora “um lugar neste mundo” e além, tal como um “sacerdócio real” (1 Pedro 2:9).
Sendo um “sacerdote real”, de que maneira você está servindo, hoje?
Seu poder sobre nós
Jesus sozinho merece nossa adoração! Ele, apenas pelo fato de ser quem é e por causa do que fez, merece “receber a glória e o domínio para sempre!” Jesus tem poder e domínio absoluto na sua vida?
Assim como palmas foram usadas na entrada triunfal de Cristo, que agarremos nossas mãos, de fato, e usemos as palmas nesses cinco motivos para louvar Cristo na sua entronização triunfal! Da mesma forma que os louvores para Jesus preencheram o ar enquanto a multidão prosseguia para Jerusalém, deveriam nossos louvores por ele preencher nossa vida enquanto prosseguimos no nosso dia, não como uma multidão, mas como sua comunidade!

 

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