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Início seta Estudos Explicativos seta Cristo é a nossa proteção - Apocalipse 7:1–3, 9, 13–17 - Entendendo e vivendo
Cristo é a nossa proteção - Apocalipse 7:1–3, 9, 13–17 - Entendendo e vivendo PDF Imprimir E-mail
Escrito por Steven James   
03-Mar-2008

Proteção
Às vezes, a vida torna-se dura...
Não sei você, mas ocasionalmente quero que a vida seja como uma caminhada no parque. Acredito que meu desejo seja um pensamento central à maioria, mesmo sendo expresso numa das principais partes da Oração do Pai Nosso: “...não nos deixei cair em tentação, mas livrai-nos do mal”.
Alguns anos atrás, quando a Oração de Jabez era um assunto popular, fomos  novamente lembrados quanto a esse mesmo anseio de proteção contra os problemas: “Que a tua mão esteja comigo, guardando-me de males e livrando-me de dores” (1 Crônicas 4:10, NVI). O clamor do coração humano de ser amparado da dor é uma constante até que Cristo retorne. Enquanto aguardamos tal dia, precisamos ter uma perspectiva própria para enfrentarmos os problemas com a graça protetora de Deus.

Neste sétimo capítulo de Apocalipse, podemos ver alguns princípios sobre a proteção divina em nossa vida, caracterizada como prática e permanente.
Proteção prática
Como eu disse no início, às vezes, a vida torna-se dura. É sua natureza neste mundo imperfeito: fazemos escolhas imperfeitas; temos corpos imperfeitos e vivemos com pessoas imperfeitas sob condições imperfeitas.
Há uma verdade a nos fortalecer, tanto a mim quanto a você: no meio de todas as imperfeições da vida, nós servimos a um Deus perfeito que tem um plano perfeito para  todos. Por causa dele, teremos a perfeição, todo o tempo trabalhando “todas as coisas juntas” para um benefício perfeito (Romanos 8:28-29; Filipenses 1:6).
Numa terminologia poética e profética, encontramos um tempo imperfeito desdobrando-se nas páginas de Apocalipse, neste ponto das lições. Seis selos foram abertos, trazendo com eles muitos problemas... O sétimo permanece e, com ele, um efeito dominó que conduz às sete trombetas e aos sete trovões, a maioria dos quais também cheios de problemas.
Sabemos que todos os empecilhos, eventualmente, terminam no triunfo derradeiro para Deus e para seu povo, como o Evangelho diz: “Li o final do livro, e vencemos!” Como lidamos com os problemas recentes até encontrarmos esse tempo de perfeição? Primeiramente, precisamos crer que Deus tem tudo sob controle em nossa vida. Encontramos, nesta passagem, quatro anjos espalhados pelos quatro cantos da Terra; eles retêem os “quatro ventos da Terra”, evitando fazer qualquer mal. Talvez esses ventos pudessem ser chamados de “ventos de guerra” (contra o povo de Deus) ou “ventos de aflição” (contra os inimigos de Deus). Eles são equilibrados justamente para levantarem as coisas por um tempo.
Esse imaginário fala sobre como Deus é ciente de todas as áreas (os quatro cantos) de nossa vida. Davi revelou, no Salmo 139, não haver lugar algum que possamos ir ou nada que possamos fazer, dizer ou pensar onde Deus não “esteja”. Jesus prometeu, antes de retornar para a direita de Deus, estar conosco (em espírito) sempre, até o fim dos tempos. Disse que nunca nos deixará ou abandonará (Hebreus 13:5).
Vemos que Deus tem problemas potenciais (os quatro ventos) sob seu poder. Nada é maior que ele, pois é o único a poder reter e liberar “tempo ventoso” ao redor de nossa vida. Igualmente percebemos que o Senhor “sela seus servos”, marcando-os como seus próprios, identificando-os sob seus cuidados.
Deus sela-os antes de permitir que o “clima severo atinja”, porque, quando o vento vem, eles não somente podem nos tirar do não, como também poderiam, potencialmente, tirar nossa fé. Nosso ser “selado” deve falar aos corações e às mentes o senso geral de segurança de que somos de Deus e que, mesmo que caminhemos pelo vale da morte, não temos medo de mal algum, pois ele está conosco (Salmo 23).
Não apenas encontramos esse selo simbólico transmitido para nós, antes de tempos de estresse, como também encontramos outra imagem de um número incrivelmente grande de pessoas, de todos os lugares do mundo, pertencendo a Deus. Elas são descritas como crentes (vestidas com mantos brancos, lavadas com o sangue do Cordeiro); vieram da “grande tribulação”, louvando a Deus pela sua salvação.
Geralmente pensamos sobre a salvação e sobre a proteção apenas “tirando nossos problemas”, significando “ajuda para superar nossos problemas”. Jesus falou sobre o quanto teríamos de tribulações (João 16:33). Paulo relatou o quanto os cristãos teriam de obstáculos enquanto entrassem no Reino de Deus (Atos 14:22). João refere-se a si mesmo como “companheiro e irmão na tribulação” (Apocalipse 1:9). Isaías escreve sobre esse tipo de proteção (Isaías 43:2) e vemos Daniel e seus companheiros indo “através” do fogo, embora estivessem dispostos a morrer se fosse a vontade de Deus (Daniel 3”16-27).
Problemas ocorrerão em cada “canto” de nossa vida; todavia, Deus está “no nosso canto”. Não importa quão dura a vida seja, o amor de nosso Senhor é mais resistente! Tem uma frase, freqüentemente enviada a mim por familiares e por amigos da igreja, que resume tudo destas Escrituras: “Se Deus traz até você, ele irá tirá-lo desta!”
Vamos louvá-lo como faz a passagem: “A salvação pertence ao nosso Deus, que se assenta no trono, e ao Cordeiro.” (Apocalipse 7:10, NVI). Em outras palavras, enquanto Deus senta no trono, sabemos que está no controle! Que inspiremos o próprio céu, assim como os santos na passagem da nossa escritura neste dia de descanso, quando as criaturas e os vinte e quatro anciãos respondem ao seu “louvor através dos problemas” com um alto “Amém! Louvor e glória, sabedoria, ação de graças, honra, poder e força sejam ao nosso Deus para todo o sempre. Amém!” (Apocalipse 7:12, NVI).
Proteção permanente
Assim como nossa passagem hoje se fecha, ela o faz com uma visão para um tempo de proteção e de salvação permanentes no seu alcance por causa das tribulações, que são “por um momento”, tendo passado permanentemente da existência.
O resultado derradeiro é que os servos de Deus estarão diante do seu trono em constante serviço (“...estão diante do trono de Deus, e o servem de dia e de noite no seu templo”). Ao invés de problemas, desfrutam a permanência da presença de Deus (“aquele que está assentado sobre o trono cobrir-los-á com a sua sombra.”), de seu pastoreio (“o Cordeiro apascentar-los-á”), de sua provisão (“Nunca mais terão fome, nem sede…”) e do toque pessoal (“Deus limpará de seus olhos toda a lágrima”) (versículos 15-17).
Estou ansioso (com confiança e louvor) por este dia! E você?

 

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