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CONCEDENDO PERDÃO - 2 Coríntios 2.5-11; 7.2-15 - ENTENDENDO E VIVENDO | CONCEDENDO PERDÃO - 2 Coríntios 2.5-11; 7.2-15 - ENTENDENDO E VIVENDO |
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| Escrito por Adriano Teixeira | |
| 09-Jun-2007 | |
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Pano de fundo histórico O apóstolo Paulo tinha experimentado algumas dificuldades em seu relacionamento com a igreja de Corinto. Reconstruir os detalhes históricos com exatidão tem sido problemático, porém, há algumas informações básicas que a maioria dos estudiosos pode identificar. Ele organizou a igreja durante sua Segunda Viagem Missionária (Atos 18.1-8). Paulo fez outra visita, talvez antes ou logo após completar 1 Coríntios (2 Coríntios 2.1-4), provavelmente durante sua Terceira Viagem Missionária. É claro que havia vários problemas na igreja, ocasionados evidentemente pela falta de disciplina espiritual exibida por muitos membros e também pelas divisões evidentes na liderança. Essa segunda visita deu a Paulo uma experiência que estava aparentemente cheia de recordações dolorosas. Ele lhes escreveu "com muitas lágrimas", por causa da aflição e da angústia dele, uma insinuação a 1 Coríntios ou outra "carta severa" que Tito lhes entregaria depois. Timóteo também foi para Corinto (1.1), mas tudo indica que ele fracassou ao tentar solucionar alguns conflitos; talvez isso tenha sido o motivo para Paulo apressar a sua viagem. A visita posterior de Tito, mencionada no capítulo 7, demonstra melhores resultados. Paulo estava tão inquieto sobre a resposta deles que viajou de Troas para a Macedônia. Não obstante, os quatro últimos capítulos de 2 Coríntios servem como uma vindicação afirmativa da autoridade apostólica dele e demonstram a existência de um problema recorrente com a atitude deles para aquilo que Paulo está ensinando. Estudiosos estão divididos no que concerne à identidade do indivíduo descrita nos versos 5 até o 11. Alguns afirmam que o apóstolo está se referindo ao homem que nunca foi reprovado por ter um coração impenitente para pecado sexual, em 1 Coríntios 5, enquanto outros discutem que ele está falando sobre um dos oponentes que tinham atacado a integridade dele. Uma possível pista é encontrada no verso 5, em que Paulo fala deste indivíduo como alguém que causou muita tristeza à igreja, embora o apóstolo fosse o provavelmente o objetivo específico da ofensa. Tal interpretação implicaria que a pessoa era culpada de criar divisão atacando as credenciais de Paulo. Além disso, em outra passagem, éticas pessoais e moralidade foram as forças motrizes, enquanto esta passagem no contexto do capítulo 1 parece ser a confiança no ministério de Paulo. O apóstolo conclui esta seção provendo algumas diretrizes importantes para o perdão e a restauração. Em 1 Coríntios, ele estava lhes prevenindo constantemente por serem muito indulgentes com o pecado; aqui ele lamenta que a igreja esteja exibindo uma falta da graça. O relato contido no capítulo 7 descreve a satisfação de Paulo por Tito ter sido bem-recebido. Aparentemente a combinação de repreensão e instrução, contida em seus escritos anteriores, tinha realizado seu propósito intencional de criar tristeza pelo pecado, arrependimento e o conforto resultante. Ele fica tão descansado em relação a este assunto que muda sua atenção para a generosidade deles e a preparação para o recolhimento de uma oferta especial para a igreja em Jerusalém. F.F. Bruce resume: Ele lhes insta a perdoarem o ofensor porque sua demanda por uma ação disciplinar contra ele não era devido a algum ressentimento pessoal, mas a uma resolução para testar o amor e a obediência da igreja. Agora que eles tinham o satisfeito nesta pontuação, deveriam estender plena comunhão e companheirismo para o ofensor; caso contrário, o abatimento que ele estava sofrendo como resultado da clara desaprovação deles poderia ser a ruína dele - e dos fiéis em Corinto (Paul: Apostle of the Heart Set Free [Paulo: Apóstolo do Coração Livre], pág. 275). Princípios para o ofensor 1. Freqüentemente quando pecamos contra uma pessoa em particular, as ramificações são sentidas por todo o mundo na igreja, família, companhia ou qualquer outro grupo. Nesta instância em particular, uma pessoa pode levar uma igreja inteira a se dividir. 2. Não espere continuar em pecado sem ter que enfrentar a disciplina da igreja. É verdade que, no capítulo 2, Paulo espera que a igreja perdoe e restabeleça, mas o dano foi feito. 3. Lembre-se que o arrependimento é mais que um sentimento ou uma confissão rápida. "Tristeza divina" (7.10) é diferente das experiências mundanas, como visto na vida de Judas, que não buscou arrependimento e restauração. Por outro lado, Pedro teve remorso que, em última instância, conduziu-o ao arrependimento e ao retorno dele para reafirmar seu amor ao seu Senhor (João 21.15-17). Princípios para os ofendidos 1. Lembre-se sempre que, como um filho de Deus, você foi perdoado para seus pecados. Então, você não tem uma licença para "se agarrar" continuamente ao pecado de outra pessoa pecadora. O pastor Rick Warren declarou habilmente, Você não pode ter comunhão sem que haja perdão, Deus alerta: "Jamais guardem rancor"[1], porque amargura e ressentimento sempre destroem a comunhão. Como somos imperfeitos e pecadores, inevitavelmente magoamos uns aos outros quando ficamos juntos por algum tempo. Às vezes magoamos uns aos outros intencionalmente e às vezes sem querer, mas de qualquer forma são necessárias enormes quantidades de graça e misericórdia para criar e manter a comunhão. A Bíblia diz: "Vocês precisam ter consideração para com as faltas uns dos outros e perdoar aos que lhes ofendem. Lembrem-se: assim como o Senhor lhes perdoou, vocês devem perdoar aos outros"[2]. (Uma vida com propósitos, pág. 125). 2. Tome muito cuidado quando for necessário confrontar as pessoas com o pecado delas, use de sabedoria divina e discrição. Em 7.8, Paulo lamenta a situação que o levou a escrever. Porém, era um corretivo necessário ao comportamento deles. Alguns cristãos, e igrejas, querem ser tão amorosos que fazem vistas grossas aos pecados, enquanto outros não têm o mínimo cuidado ao tratar com a pessoa em pecado. É preciso bom senso para praticar o amor sem comprometer o que sabemos ser correto. 3. Seja cortês com aqueles que lhe ofenderam e, reconhecendo o pecado deles, arrependem-se. O capítulo 2 deixa aparente que a igreja estava tendo dificuldade nesta área. Paulo lhes proporciona um exemplo no capítulo 7 com sua reação cortês e alegre à atitude dolorosa deles. O pastor John MacArthur comenta: Adquirir estas virtudes em nossa caminhada cristã depende da morte do eu. Enquanto o eu está no centro da vida, os sentimentos pessoais e o prestígio terão prioridade, e a meta da caminhada cristã será inalcançável. Se o eu está em primeiro lugar, a doutrina de Deus não é buscada, o crente não pode estar em paz com outros crentes, e o Corpo não experimentará a unidade (Body Dynamics [Dinâmica do Corpo], pág. 78). Uma palavra final Alcançar o equilíbrio nesta área do arrependimento, perdão e restauração é algo muito desafiador, porque há valores contraditórios. Dentro do corpo, freqüentemente fazemos da graça e da verdade algo exclusivo de alguém, nossa tendência é ir a um extremo quando tratamos de alguém que é apanhado em pecado. No meio destas batalhas, perseveremos para sermos vitoriosos. Que Deus nos ajude a achar um ponto de equilíbrio.
[1] Colossenses 3.13, BV [2] Colossenses 3.13, NLT |
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