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CHAMADOS PARA BUSCAR O BEM COMUM - 1 Coríntios 12.1-13 - ENTENDENDO E VIVENDO | CHAMADOS PARA BUSCAR O BEM COMUM - 1 Coríntios 12.1-13 - ENTENDENDO E VIVENDO |
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| Escrito por Adriano Teixeira | |
| 26-Mai-2007 | |
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Andrew J. Camenga Divisões e disputas na igreja são contrárias ao desejo de Deus e precisam ser exterminadas. Desarraigar as divisões não é fácil porque suas raízes são profundas. Deus está construindo sua igreja. Ele a está construindo para manifestar sua sabedoria (Efésios 3.10) e deixar sua glória ser vista (3.21). Ele está trabalhando para criar uma unidade de fé, conhecimento e Espírito (4.3; 13). A igreja em Corinto não demonstrou unidade. Demonstrou vários meios de se dividir. Foi por isso que Paulo começou esta carta com a exortação para que eles fossem "inteiramente unidos, na mesma disposição mental e no mesmo parecer." (1 Coríntios 1.10). Divisão por causa da comparação Quando olharmos para a vida dos outros para entender onde estamos, certamente fracassaremos. Por quê? Quando usamos outras pessoas para medir nossa caminhada com Deus, perdemos de vista o padrão para o qual Deus nos chamou. Quando isso acontece, nossa meta deixa de ser "prosseguir para o prêmio da soberana vocação em Cristo" (Filipenses 3.14), para ser "mostrar que somos melhores que todo o mundo que conhecemos". Nós depreciamos os outros e tentamos provar que somos mais íntimos de Deus. A vida das pessoas na igreja de Corinto demonstrava esta triste realidade. Não me entenda mal. Eu não estou reivindicando que os pecados que Paulo identificou na igreja em Corinto foram causados pela comparação de uns com os outros. Nem estou indicando, de qualquer forma, que se comparar aos outros é pecado. O que estou dizendo é que o pecado se fez evidente quando os crentes procuraram modos para se exaltarem sobre os outros. O apóstolo trouxe múltiplas situações para chamar a atenção dos cristãos de Corinto, a fim de mostrar que existiam disputas e divisões. Muitas destas situações mostravam que as pessoas usavam comparações dentro do corpo para se exaltarem. Nós vemos isto quando as pessoas compararam a submissão delas a certas figuras principais (Paulo, Apolo, Cefas [Pedro], Cristo) com a de outros crentes (1 Coríntios 1.12; 3.4). Vemos isto quando eles estavam dispostos a processar um ao outro para provar quem estava certo (6.1). Notamos isto quando celebraram o conhecimento recentemente descoberto como uma espada sobre a cabeça de irmãos em Cristo (8.1, 11-12). Percebemos isto quando o rico, comendo e bebendo em excesso, trabalhava para envergonhar o pobre quando a igreja preparava a Ceia do Senhor (11.20-22). Coisas espirituais A litania da divisão e da disputa em 1 Coríntios nos permite ser confiantes que a passagem de hoje foi endereçada à causa da divisão entre o povo de Deus: o mau entendimento da natureza e do propósito de coisas espirituais (12.1). Paulo quis deixar tudo claro. Ele não pôde ensinar sobre estas coisas durante a permanência dele em Corinto - as pessoas da igreja não estavam prontas para receber tal ensino (2.13, 15; 3.1). Porém, o tempo tinha chegado para o ensino. As pessoas estavam cônscias de que tinham recebido todo tipo de dons (1.7). Aqueles que receberam "bons" dons estavam se sentindo mais importantes por terem recibo um dom mais desejado e estavam se exaltando perante os que não receberam o mesmo dom. Uma digressão importante Antes de Paulo começar a ensinar sobre coisas espirituais, ele recordou às pessoas que elas tinham sido dispostas a seguir ídolos impotentes. Elas nem sempre tinham exercitado uma boa perspicácia espiritual. Ele lhes proveu um meio de examinar a fonte de influência espiritual. O teste não era difícil de explicar nem difícil de ser implementado. Aqui está o teste: pergunte, "O que a pessoa está dizendo sobre Jesus?" Aqueles que são conduzidos pelo Espírito de Deus dirão: "Jesus é o Senhor" (e que ele veio na carne [1 João 4.1-3]). A menos que você ouça essas palavras, a habilidade da pessoa para lhe guiar deve ser considerada suspeita. Escolha cuidadosamente aqueles que você permitirá liderá-lo. Eu lhe admoesto que pondere sobre aqueles que estão influenciando a forma como você pensa, comporta-se e sente-se. A menos que sejam guiados pelo Espírito de Deus, a sabedoria deles não será melhor que os ídolos mudos que antigamente guiaram a vida daqueles em Corinto. O teste que Paulo deu era para reconhecer os falsos espíritos. Não era um teste final para uma liderança sábia. O apóstolo não disse: "Se uma pessoa pode pronunciar as palavras, ‘Jesus é o Senhor', então você tem que segui-lo até os confins da Terra". Jesus disse que falsos profetas usariam o nome dele para atos de poder sem o conhecer. No fim, eles poderão dizer: "Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres?" Jesus prometeu que responderá aos falsos mestres desta forma: "Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim os que praticais a iniqüidade." (Mateus 7.22-23) A variedade existe Paulo descreveu o óbvio: a variedade existe. Há uma variedade de dons, ministérios e efeitos. Este fato não poderia passar despercebido em Corinto. Eles tiveram toda a sorte de dons. À medida que o apóstolo enfatizou a diversidade, eu posso imaginar um sujeito em Corinto (usando nossa maneira de falar e gesticular) batendo na cara e dizendo, "Bem feito!". A variedade existia. As pessoas que receberam esta carta sabiam disso. O mesmo espírito A variedade pode levar ao ciúme e ao partidarismo. Aqueles que tinham dons "mais" desejáveis podem ter escarnecido daqueles que receberam dons "menos" desejáveis. Eles podem ter reivindicado que certos dons demonstraram um relacionamento superior com Deus. Indiferentemente à real circunstância, Paulo decidiu desarraigar o divisor com duas ferramentas. A primeira ferramenta arrancou as raízes da divisão. Em treze versos, Paulo acentuou a igualdade e a unidade. Ele escreveu: "o mesmo Espírito", "o mesmo Senhor", "o mesmo Deus", "no mesmo Espírito", "um só e o mesmo Espírito" e "em um só corpo" etc. Nenhum leitor fiel poderia deixar de perceber que Deus não pretendeu criar uma casa dividida. Para o bem comum A segunda ferramenta que desarraigou as raízes foi o intento de Deus. A cada pessoa foi dado algum sinal evidente da presença do Espírito. Não havia os que "tinham" e os que "não tinham". Nenhum cristão foi deixado de fora, nenhum foi omitido, cada um foi abençoado por Deus. O dom precisa ser usado para Deus e em prol de seu povo. Os dons não foram dados com a intenção de fazer com que cada pessoa se sinta especial; eles foram dados para fortalecer o corpo de Cristo. |
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