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No jardim do Éden as pessoas foram separadas de uma relação pessoal com Deus por causa de pecado. A Bíblia é a história de como Deus tomou a iniciativa para restabelecer aquele relacionamento perdido. Deus devolve às pessoas a oportunidade de se relacionarem com ele porque as ama. Deus deseja que as pessoas respondam ao amor dele colocando sua fé e confiança nele. Quando elas assim o fazem, Deus faz um acordo ou uma aliança com elas de forma que saberão o que se é esperado delas nesta relação. A responsabilidade das pessoas no relacionamento delas com Deus é determinada através das alianças e das leis. Este estudo examinará o papel da aliança, graça e da lei no relacionamento das pessoas com Deus. Adão e a quebra do relacionamento “No princípio Deus...” (Gênesis 1.1). Antes de qualquer coisa existir no universo, havia
Deus. A Bíblia não diz nada sobre a origem de Deus, porque ele sempre existiu. A Bíblia começa com Deus criando os céus e a terra simplesmente com sua palavra. E Deus disse, “haja”... e houve... e isto era bom.” Esta é a fórmula da criação do universo. No sexto dia da criação, após ter criado todas as outras coisas, Deus criou o homem, macho e fêmea os criou. A criação da humanidade por Deus foi única. O homem foi criado à imagem e semelhança de Deus. Ao criar o homem à sua imagem, Deus estava criando um ser suficientemente parecido com ele, de forma que ele pudesse amar o homem. Deus criou as estrelas, as montanhas, as árvores e os rios, mas ele não podia amá-los apesar de serem tremendamente lindos. Em toda sua criação, Deus amou somente ao ser humano. O relacionamento do homem com Deus estava baseado na graça, mas ao homem foram dadas responsabilidades neste relacionamento. • Deus criou o homem para que ele demonstrasse seu amor sendo obediente. Adão e Eva tinham a responsabilidade de “serem férteis e multiplicarem-se”. • Deus também lhes deu a enorme responsabilidade de exercerem domínio e governo sobre toda a terra e todas as suas criaturas (Gênesis 1.28). • Deus ordenou-lhes a comerem livremente de todas as árvores do jardim do Éden, exceto de uma árvore muito especial. “Mas não coma da árvore do conhecimento do bem e do mal, porque no dia em que dela comer, certamente você morrerá” (Gênesis 2.17). Deus criou o homem perfeito porque queria uma pessoa para amar. Porém, Gênesis 3 conta a triste história de como o homem perdeu seu relacionamento pessoal com Deus. É a história do pecado e de suas conseqüências. Satanás, na forma de uma serpente, tentou a Eva, e ela a Adão, para comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Eles desobedeceram a Deus e, portanto, pecaram. No dia que Adão e Eva pecaram eles não sofreram uma morte física, porém morreram espiritualmente por causa da separação de Deus. Foi o pecado que separou Deus e o homem no jardim do Éden, e é o pecado que continua a separar Deus e a humanidade hoje. A desobediência de Adão trouxe o pecado ao mundo, de forma que toda a humanidade está debaixo da maldição do pecado, e o resultado é a morte espiritual. “Portanto, da mesma forma como o pecado entrou no mundo por um homem, e pelo pecado a morte, assim também a morte veio a todos os homens, porque todos pecaram.” (Romanos 5.12). O pecado separa Deus e as pessoas porque Deus é santo (Isaías 6.3 e Apocalipse 4.8). A palavra ”santo” simplesmente significa “puro”. Deus é puro. Entretanto, o pecado é impuro. Se Deus permitisse a impureza do pecado em sua íntima presença ele deixaria de ser puro. Sendo assim, Deus não permite o pecado em sua íntima presença de forma a permanecer santo ou puro. O pecado separa Deus e as pessoas porque Deus é santo. Toda a humanidade é pecadora, todos estão separados de Deus. Romanos 3.23 declara que “todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus”. A Bíblia é o registro de como Deus tem tentado trazer a humanidade de volta a um relacionamento de amor com ele. A Aliança A base do relacionamento entre Deus e o seu povo foi a aliança. A aliança é um pacto, um convênio. Na Bíblia a aliança era como um contrato feito por duas partes. Nas Escrituras essas alianças foram feitas entre Deus e seu povo. Deus fez uma aliança com Noé (Gênesis 9.9), com Abraão (Gênesis 12.1-3), e com Moisés (Êxodo 20). A aliança final com o homem foi selada com o sangue de Jesus. Com relação e esta aliança Jesus disse, “Este cálice é a nova aliança no meu sangue, derramado em favor de vocês” (Lucas 22.20). A Aliança com Noé Deus fez sua aliança com Noé após salvá-lo do dilúvio. Deus enviou um dilúvio sobre a terra para destruir a humanidade em toda sua maldade. Deus salvou apenas a Noé e sua família. Foi depois que as águas baixaram e Noé pode deixar a arca que Deus fez uma aliança com ele. A aliança entre Deus e Noé está registrada em Gênesis 9. Ela começa com as palavras “Abençoou Deus a Noé e a seus filhos...” (Gênesis 9.1 RA). Esta aliança entre Noé e Deus mostraria a Noé suas responsabilidades e também o que Deus pretendia fazer. Deus prometeu jamais destruir toda a terra com dilúvio novamente. O sinal desta aliança seria o arco-íris. Deus fez sua aliança com Noé após Noé ter sido salvo do dilúvio. Esta aliança disse a Noé e seu povo quais seriam as responsabilidades que teriam no relacionamento deles com Deus. Noé não era um homem perfeito. De fato, a Bíblia relata que Noé embebedou-se e desfilou nu em sua tenda. Porém, as Escrituras nos dizem que ele era um homem de fé. “Pela fé Noé, quando avisado a respeito de coisas que ainda não se viam, movido por santo temor, construiu uma arca para salvar sua família. Por meio da fé ele condenou o mundo e tornou-se herdeiro da justiça que é segundo a fé.” (Hebreus 11.7). Deus salvou Noé por causa da sua fé. Então, após tê-lo salvo, o Senhor fez uma aliança com ele que lhe mostraria suas responsabilidades. A Aliança com Abraão Após Noé, as pessoas continuaram a viver em pecado. Este pecado alcançou seu clímax na torre de Babel. Então, Deus dispersou as pessoas ao dar-lhes muitos idiomas diferentes. É com Abraão que a história da salvação realmente começa. Através de uma aliança com Abraão, Deus providenciou para si mesmo um povo e uma terra. Entretanto, alguma coisa muito importante aconteceu antes de Deus fazer esta aliança com Abraão. A aliança com Abraão começa a ser relatada em Gênesis 15.17. Porém, em Gênesis 15.6 somos informados das bases para este relacionamento de aliança. “Ele creu no SENHOR, e isso lhe foi imputado para justiça.” (Gênesis 15.6 RA). A salvação e justificação de Abraão foram baseadas na fé. O fundamento da aliança de Deus com Abraão era sua fé e confiança no Senhor. A confiança e a fé precedem à aliança. De fato, fé e confiança é tudo que Deus requer de Abraão no relacionamento de aliança. Deus não fez nenhuma outra exigência a Abraão, somente a fé. Vemos em Hebreus 11.8-9 que a vida de Abraão foi baseada em sua fé no Senhor. “Pela fé Abraão, quando chamado, obedeceu e dirigiu-se a um lugar que mais tarde receberia como herança, embora não soubesse para onde estava indo. Pela fé peregrinou na terra prometida como se estivesse em terra estranha; viveu em tendas, bem como Isaque e Jacó, co-herdeiros da mesma promessa.” A aliança e o sinal deste pacto (a circuncisão) foram dados a Abraão por causa de sua fé. Primeiro ele confiou e creu no Senhor e então recebeu a aliança e o sinal da circuncisão. Isto é o que o apóstolo Paulo diz em Romanos 4.9-11. “Destina-se esta felicidade apenas aos circuncisos ou também aos incircuncisos? Já dissemos que, no caso de Abraão, a fé lhe foi creditada como justiça. Sob quais circunstâncias? Antes ou depois de ter sido circuncidado? Não foi depois, mas antes! Assim ele recebeu a circuncisão como sinal, como selo da justiça que ele tinha pela fé, quando ainda não fora circuncidado. Portanto, ele é o pai de todos os que crêem, sem terem sido circuncidados, a fim de que a justiça fosse creditada também a eles.” A Bíblia diz que Noé foi salvo do dilúvio através de sua fé no Senhor, e então Deus fez uma aliança com ele. A aliança com Abraão foi firmada após ele ter colocado sua fé no Senhor. Com Noé e Abraão, a aliança se aplica às pessoas que já puseram a fé delas e confiaram no Senhor. A Aliança com Moisés Deus estabeleceu sua aliança com Noé e Abraão devido à fé daqueles homens. Isto também é verdade quando Deus fez sua aliança com Moisés e os filhos de Israel. Deus fez a aliança dele com as filhos de Israel porque eles tinham mostrado a fé deles em Deus quando estavam sendo libertados da escravidão no Egito. Deus tinha chamado Moisés para ser o líder através de quem ele redimiria os Israelitas da escravidão. Moisés demonstrou grande fé ao retornar para o Egito, onde havia assassinado um homem, para comparecer diante de Faraó. (Hebreus 11.27). Foi a fé que fez com que os filhos de Israel passassem o sangue do cordeiro nos umbrais das portas para que o anjo da morte não matasse seus primogênitos. (Hebreus 11.28). É muito importante perceber que Deus fez sua aliança com os filhos de Israel após tê-los redimido e salvado da escravidão do Egito. A libertação e salvação dos israelitas do cativeiro egípcio não foi por causa da obediência deles à lei ou à aliança. Quando Deus salvou Israel da escravidão não havia nenhuma lei ou aliança ainda. Os filhos de Israel deixaram o Egito e acamparam no pé do Monte Sinai. No Sinai, três meses após a libertação deles do Egito, Deus fez uma aliança com eles. Êxodo 19.3-6, registra a aliança entre Deus e Israel. “Logo Moisés subiu o monte para encontrar-se com Deus. E o SENHOR o chamou do monte, dizendo: ‘Diga o seguinte aos descendentes de Jacó e declare aos israelitas: Vocês viram o que fiz ao Egito e como os transportei sobre asas de águias e os trouxe para junto de mim. Agora, se me obedecerem fielmente e guardarem a minha aliança, vocês serão o meu tesouro pessoal dentre todas as nações. Embora toda a terra seja minha, vocês serão para mim um reino de sacerdotes e uma nação santa. Essas são as palavras que você dirá aos israelitas’”.(NVI) A aliança com os filhos de Israel estava baseada no fato de que Deus já havia redimido Israel, como se os tivesse “transportado sobre asas de águias”. Eles já haviam sido salvos do Egito. Os Israelitas eram responsáveis por obedecer ao Senhor e guardar a aliança. Deus seria responsável por fazer de Israel sua nação escolhida. É interessante notar que os filhos de Israel concordaram em obedecer ao Senhor e guardar a aliança, porém ainda não havia sido dito a eles o conteúdo da aliança. Eles concordaram em obedecer sem saber o que deveriam obedecer. Os filhos de Israel estavam desejosos de obedecer a Deus e guarda a sua aliança porque confiavam nele. Afinal de contas, o Senhor tinha lhes salvado da escravidão no Egito. Porque ele já haviam sido libertos por Deus estavam desejosos de obedecer-lhe sem saber especificamente o que deveriam fazer. Eles não tiveram que esperar muito para conhecerem suas responsabilidade na aliança relacional deles com Deus. O Senhor chamou a Moisés ao topo do monte e escreveu nas tábuas de pedra o que ele requeria dos filhos de Israel na aliança deles com ele. Tais requerimentos são chamados de os Dez Mandamentos da Lei e estão registrados em Êxodo 20. Os Dez Mandamentos: Deveres Morais da Aliança Os Dez Mandamentos são os requerimentos de Deus para aqueles que estão em uma aliança relacional com ele. Quando o Senhor trouxe estes Dez Mandamentos à existência no Monte Sinai, sua primeira sentença foi “Eu sou o SENHOR, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão.” (Êxodo 20:2). Os Dez Mandamentos foram dados a um povo que já tinha o Senhor como seu Deus. Deus continua dizendo-lhes que ele era o único que os havia libertado da escravidão do Egito. Os Dez Mandamentos foram dados a um povo que já havia sido salvo. Os Dez Mandamentos foram dados a um povo que já conhecia o Senhor como seu Deus e seu Salvador. A aliança sempre precede a lei. Êxodo 19 vem antes de Êxodo 20. Nós guardamos a lei porque Deus já é nosso Salvador. A lei é uma declaração de responsabilidade e saúde espiritual para as pessoas cujo Deus é o Senhor. A Nova Aliança de Cristo “em Seu Sangue” A morte de Jesus e o sangue vertido na cruz trouxeram uma nova aliança para a humanidade. Na última ceia, Jesus disse, “Este é o cálice da nova aliança no meu sangue derramado em favor de vós.” (Lucas 22:20). A palavra “testamento” significa “aliança” ou “convênio”. Então, o Novo Testamento é a palavra de Deus acerca da nova aliança. Antes de Jesus nascer, um anjo apareceu a José falando-lhe sobre o nascimento de Cristo. O anjo disse a José que Maria tinha concebido do Espírito Santo. O anjo continuou falando, “Ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles.” (Mateus 1:21). A salvação dos pecados fazia parte do nome de Jesus. À idade de trinta anos, Jesus começou seu ministério terrestre ao ser batizado por João Batista. Quando Jesus estava indo para o Rio Jordão, João Batista ao vê-lo disse, "Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” (João 1:29). Tanto no nascimento quanto no batismo o enfoque de Jesus estava em salvar as pessoas dos pecados delas. “E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está no seu Filho. Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida.” (1 João 5:11-12). A Morte de Cristo: A Solução de Deus para o Problema do Pecado. Deus resolveu o problema do pecado ao enviar Jesus para morrer na cruz. A solução do problema do pecado está em Jesus, o Cordeiro de Deus, através de seu sacrifício na cruz. Jesus tomou sobre si os pecados da humanidade. O apóstolo Pedro declara, “Ele mesmo levou em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, a fim de que morrêssemos para os pecados e vivêssemos para a justiça; por suas feridas vocês foram curados” (1 Pedro 2:24 NVI) Jesus permitiu que Deus colocasse sobre ele os pecados do mundo, de forma que pudesse ser o sacrifício pelos pecados de uma vez por todas. Isto é declarado em 2 Coríntios 5.21, “Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus.” (2 Coríntios 5:21). Jesus morreu a morte que estava destinada a pessoas pecadoras. A solução para o problema de pecado foi conquistada quando Jesus clamou da cruz, “está consumado” (João 19:30). Com estas palavras o problema do pecado foi resolvido, possibilitando, então, a restauração do relacionamento do ser humano com Deus. Fé: A Resposta Humana à Solução de Deus Nenhuma doutrina das Escrituras é mais clara que a doutrina da salvação pela graça através da fé. A humanidade somente pode ser salva pela graça (amor) de Deus em enviar a Jesus para morrer, seguindo-se pela resposta do ser humano pela fé (confiança) em Jesus e naquilo que ele fez na cruz. Esta doutrina da salvação pela graça através da fé é concisamente declarada pelo apóstolo Paulo em Efésios 2.8 e 9. “Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie.” (NVI). Em uma única sentença o apóstolo Paulo define o plano de Deus para a salvação do ser humano. Cada palavra e frase nesta sentença são importantes, sendo assim cada frase será examinada separadamente. 1. “Pois vocês são salvos pela graça” A graça de Deus é a base e o fundamento da salvação da humanidade. “Graça” é o amor de Deus pelo ser humano, mesmo a humanidade não merecendo tal amor. Paulo descreve a graça de Deus como sendo demonstrada na morte de Cristo pelos pecados. “Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores. Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira.” (Romanos 5:8-9). Foi o amor e a graça de Deus pelos pecadores que o levou a enviar Jesus para morrer numa cruz a fim de resolver o problema do pecado. Deus tanto amou os pecadores que proveu um meio para restaurar o relacionamento que fora quebrado pelo pecado. “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (João 3:16). 2. Vocês são salvos “por meio da fé” A fé é a resposta do ser humano à graça de Deus. A resposta de fé do homem é dirigida para uma pessoa, o Senhor Jesus Cristo. O ser humano não pode ser salvo colocando sua fé em uma doutrina, na igreja, ou na habilidade dele para fazer o bem (cumprir a lei). O único modo para o homem ser salvo é colocar sua fé na pessoa e obra de Jesus Cristo. “Sabendo, contudo, que o homem não é justificado por obras da lei, e sim mediante a fé em Cristo Jesus, também temos crido em Cristo Jesus, para que fôssemos justificados pela fé em Cristo e não por obras da lei, pois, por obras da lei, ninguém será justificado.” (Gálatas 2:16). 3. A Salvação não é um resultado de seu próprio esforço (“isto não vem de vocês”) O ser humano não pode salvar a si mesmo por sua própria força ou esforço. Não há nada que nos faça merecer a salvação de Deus. E “não há ninguém que entenda, ninguém que busque a Deus” (Romanos 3:11). Crer que o homem pode ser salvo através de seus próprios esforços é não entender a pecaminosidade da humanidade e a santidade de Deus. A Lei não era capaz de salvar o homem porque o ser humano era fraco e pecador. O problema não estava na Lei; o problema estava na natureza decaída e pecadora da humanidade. Paulo declara isto claramente, “Porquanto o que fora impossível à lei, no que estava enferma pela carne, isso fez Deus enviando o seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa e no tocante ao pecado; e, com efeito, condenou Deus, na carne, o pecado,” (Romanos 8:3). 4. A salvação é “um dom de Deus” A salvação só pode ser um presente de Deus, uma vez que não se ganha como resultado dos esforços das pessoas. Algo que é obtido em troca do algum trabalho já não pode ser um presente, é salário. O Apóstolo Paulo declara isto em Romanos 4:4 e 5, “Ora, o salário do homem que trabalha não é considerado como favor (dom), mas como dívida. Todavia, àquele que não trabalha, mas confia em Deus, que justifica o ímpio, sua fé lhe é creditada como justiça.” (NVI, parênteses nosso) A salvação é oferecida à humanidade como um dom. Aqueles que querem tentar ganhar o dom logo cairão, por causa do pecado deles. Só aqueles que desejam alcançá-la pela fé tomarão posse do dom imerecido (presente gratuito) da salvação. “Esta é a justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo para todos os que crêem. Não há distinção. Pois todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente por sua graça, por meio da redenção que há em Cristo Jesus” (Romanos 3.22-24, NVI). 5. “Ninguém pode se gloriar” da sua salvação. Não há nenhum espaço para nos gloriarmos em relação à salvação porque ela não é ganha em troca de algo que fazemos para Deus ou merecida. Uma pessoa poderia ostentar ou vangloriar-se sobre sua salvação se ela viesse como resultado de suas obras ou esforços. Mas a mensagem cristã está na humildade. “Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes”. (Tiago 4:6). Da Fé para a Fé Salvadora É muito claro nas Escrituras que as pessoas são salvas, quanto respondem pela fé ao gracioso ato de Deus de enviar seu filho Jesus, para morrer na cruz por causa dos pecados delas. Ter fé (crer) é a única coisa que a pessoa pode “fazer” para ser salva. Portanto, é muito importante entender esta fé, a fim de sabermos como responder à graça de Deus. Para ser salvo o ser humano precisa responder a Deus colocando sua fé e confiança unicamente em Cristo para sua salvação. Um pecador que se arrepende de seus pecados é, então, convidado a colocar sua fé e confiança única e exclusivamente em Cristo como seu Salvador. Para que uma pessoa venha a Cristo, ela tem que saber quem Cristo é e o que ele fez por ela morrendo na cruz. Infelizmente, muitas pessoas que sabem sobre Cristo não o receberam pessoalmente e nem confiam somente nele para a salvação. É a confiança pessoal que leva as pessoas a um relacionamento correto com Deus. A pessoa precisa se arrepender de seus pecados e entregar sua vida para Jesus através da confissão, arrependimento e da habitação do Espírito Santo em seu coração. • Confissão é simplesmente dizer a Deus que você sabe que é um pecador e que, portanto, precisa de perdão. “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.” (1 João 1.9) • Arrependimento é mudar de direção, é voltar-se em direção a Deus. Quando se arrepende você está falando para Deus que quer deixar o pecado de sua vida e ser o tipo de pessoa que ele quer que você seja. “Eu lhes digo que não! Mas se não se arrependerem, todos vocês também perecerão. Ou vocês pensam que aqueles dezoito que morreram, quando caiu sobre eles a torre de Siloé, eram mais culpados do que todos os outros habitantes de Jerusalém? Eu lhes digo que não! Mas se não se arrependerem, todos vocês também perecerão” (Lucas 13.3-5, NVI). • O Espírito Santo vindo em sua vida lhe dará o poder que você precisa para ser o tipo de pessoa que Deus quer que você seja. “Mas receberão poder quando o Espírito Santo descer sobre vocês.” (Atos 1.8, grifo nosso). A confissão provê o perdão pelos pecados do passado. O arrependimento é o desejo de deixar o pecado. E o Santo Espírito provê o poder para lutar contra o pecado. Uma típica oração de entrega Senhor, eu confesso a ti que sou um pecador que necessita da tua salvação. Eu creio que Jesus morreu na cruz por meus pecados. Portanto, eu te peço o perdão dos meus pecados. Senhor, eu me arrependo, desejo dar às costas para o pecado e caminhar em direção a ti como meu Salvador. Oh Senhor, eu quero render minha vida a ti e te pedir que me faça o tipo de pessoa que tu queres que eu seja. Eu quero viver minha vida para ti. Senhor, dá-me do teu Santo Espírito, de forma que eu possa ter o poder que preciso para viver uma vida que agrade a ti, oh Senhor. Eu te agradeço porque agora sou teu filho. Em nome de Jesus te agradeço e te louvo, Amém. A Salvação e a Lei O pecado é o único obstáculo que separa o homem de Deus. A Bíblia define “pecado” dizendo que ele é a quebra da lei de Deus. 1 João 3.4 declara, “Todo aquele que pratica o pecado transgride a Lei; de fato, o pecado é a transgressão da Lei”. (NVI) Legalismo Alguns erroneamente crêem que sendo o pecado a quebra da lei, então, se uma pessoa guardar a lei ela poderá ser salva. Em Romanos 2, o apóstolo Paulo aparentemente diz que a pessoa pode ser salva por guardar a lei. Neste contexto estreito, Paulo declara que se uma pessoa puder guardar toda a lei, o tempo todo, então será salva. “Porque não são os que ouvem a Lei que são justos aos olhos de Deus; mas os que obedecem à Lei, estes serão declarados justos”. (Romanos 2.13) Entretanto, alguém que busque ser salvo por guardar a lei deve ser alertado de algo muito importante. Para ser salvo por guardar a lei a pessoa tem que guardar toda a lei, o tempo todo. Porque se alguém quebrar a lei, mesmo que seja no menor ponto, será culpado de transgredir toda a lei. Tiago 2.10 declara: “Pois quem obedece a toda a Lei, mas tropeça em apenas um ponto, torna-se culpado de quebrá-la inteiramente.” (NVI) A santidade ou pureza de Deus também demanda que não pode haver nenhum pecado em sua presença a fim de proteger sua pureza do pecado. Mesmo um pouquinho de impureza do pecado não será permitido na presença do Deus santo. Para que uma pessoa, que tenta se salvar guardando a lei, possa se aproximar de Deus, ela tem que ser perfeitamente pura e livre de todo e qualquer pecado. O problema com a salvação legalista O problema com esta forma de se alcançar a salvação é que ela sempre falha. A perfeição em guardar a lei será um fracasso porque todo o gênero humano vive debaixo do poder de pecado. Paulo disse que, “tanto judeus quanto gentios estão debaixo do pecado” (Romanos 3.9). O que significa que qualquer pessoa é uma pecadora está debaixo do poder do pecado. A salvação através do guardar a lei sempre fracassará porque todas as pessoas em todos os lugares têm cometido pecado e são pecadoras. “Se afirmarmos que estamos sem pecado, enganamos a nós mesmos, e a verdade não está em nós... Se afirmarmos que não temos cometido pecado, fazemos de Deus um mentiroso, e a sua palavra não está em nós.” (1 João 1.8,10) De acordo com estes textos das Escrituras, ninguém pode estar diante de Deus e dizer que “não é culpado” de pecar. A Palavra de Deus diz, “pois todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus”(Romanos 3.23). Paulo também diz em Romanos 3.10-12 que “não há um justo” e “ninguém que faça o bem, nenhum sequer”. A lógica de Paulo é esta: Em Romanos 2.13 ele declara que aquele que pode guardar toda a lei, o tempo todo será justificado (salvo). Mas a lógica não termina assim. Paulo vai dizer em Romanos 3.11,12 que ninguém é íntegro ou faz o que é certo, nem mesmo um. Isto significa que ninguém pode manter a lei perfeitamente. Considerando que ninguém pode manter a lei perfeitamente e estar sem pecado, a conclusão lógica é que ninguém pode ser salvo por guardar a lei. É isto exatamente que o Apóstolo Paulo diz em Romanos 3.20,21 e 28. “20Portanto, ninguém será declarado justo diante dele baseando-se na obediência à Lei, pois é mediante a Lei que nos tornamos plenamente conscientes do pecado. 21Mas agora se manifestou uma justiça que provém de Deus, independente da Lei, da qual testemunham a Lei e os Profetas. 28Pois sustentamos que o homem é justificado pela fé, independente da obediência à Lei”. O argumento de Paulo é claro. Uma vez que ninguém é capaz de guardar a lei perfeitamente, todo o tempo, e ser livre do pecado, então, ninguém pode ser salvo por guardar a lei. Paulo vai além quando escreve aos Gálatas. Ele lhes diz que todos aqueles que estão tentando se salvar por guardar a lei estão debaixo de uma maldição. Eles estão debaixo de uma maldição porque é impossível guardar toda a lei em todo o tempo. E a menos que haja obediência perfeita não pode haver nenhuma salvação. “Já os que se apóiam na prática da Lei estão debaixo de maldição, pois está escrito: ‘Maldito todo aquele que não persiste em praticar todas as coisas escritas no livro da Lei’. É evidente que diante de Deus ninguém é justificado pela Lei, pois ‘o justo viverá pela fé’”. (Gálatas 3.10-11). “De novo declaro a todo homem que se deixa circuncidar, que está obrigado a cumprir toda a Lei. Vocês, que procuram ser justificados pela Lei, separaram-se de Cristo; caíram da graça”. (Gálatas 5.3-4). A salvação através da observância da lei é impossível. Todos aqueles que tentam se salvar por guardar a lei estão “debaixo de maldição” e tem “caído da graça”. O papel da Lei na salvação Embora esteja claro nas Escrituras que ninguém é salvo por guardar a lei, isto não significa que a lei não tem nenhum lugar na salvação do homem. O Apóstolo Paulo quer estar certo de que não há nenhum engano a este respeito. “Anulamos então a Lei pela fé? De maneira nenhuma! Ao contrário, confirmamos a Lei.” (Romanos 3.31). A Lei continua sendo importante para Deus e tem um papel no plano da salvação. A lei tem o importante papel de dar-nos ciência do pecado. As pessoas somente podem saber o que é pecado porque existe a Lei. O apóstolo Paulo disse sobre si mesmo que, “De fato, eu não saberia o que é pecado, a não ser por meio da Lei. Pois, na realidade, eu não saberia o que é cobiça, se a Lei não dissesse: "Não cobiçarás” (Romanos 7.7). Ele também falou a mesma coisa em Romanos 3.20, “Portanto, ninguém será declarado justo diante dele baseando-se na obediência à Lei, pois é mediante a Lei que nos tornamos plenamente conscientes do pecado.” A Lei é, portanto, o professor do homem no assunto do pecado. Somente depois que o homem é consciente do seu pecado percebe a sua necessidade por um Salvador. A lei traz esta consciência do pecado debaixo do poder convincente do Espírito Santo. A natureza pedagógica da Lei é declarada por Paulo em Gálatas 3:24. “Assim, a Lei foi o nosso tutor até Cristo, para que fôssemos justificados pela fé.” A Lei na vida do crente. Debaixo da aliança do Antigo Testamento a lei moral de Deus foi escrita nas tábuas de pedra e guardada dentro da Arca do Concerto. Porém, ainda no tempo do Antigo Testamento, Jeremias profetizou que na nova aliança, Deus colocaria a sua lei dentro do homem e as escreveria no seu coração. "Esta é a aliança que farei com a comunidade de Israel depois daqueles dias", declara o SENHOR: "Porei a minha lei no íntimo deles e a escreverei nos seus corações. Serei o Deus deles, e eles serão o meu povo.” (Jeremias 31.33) Deus prometeu que os da Nova Aliança teriam a Lei escrita nos seus corações. Isto é o que foi feito na vida de todo crente (Hebreus 10:16). Com a Lei escrita no coração de todo crente não há nenhuma pergunta sobre as exigências de Deus para a conduta moral dos seus filhos. Assim, a Lei continua provendo o conhecimento do pecado na vida do crente. Mas o plano de Deus concernente a manter a Lei Moral é mais completo do que apenas escrever os Dez Mandamentos no coração de pessoas. Além do conhecimento do pecado que vem por intermédio da Lei, Deus dá ao crente poder sobre o pecado através do Espírito Santo. Não é o suficiente para os filhos de Deus saberem o que é pecado através da Lei. Por causa da fraqueza da natureza pecadora do homem, ele não pode guardar a Lei, mesmo quando ele sabe o que ela é. “Porque, aquilo que a Lei fora incapaz de fazer por estar enfraquecida pela carne, Deus o fez, enviando seu próprio Filho, à semelhança do homem pecador, como oferta pelo pecado. E assim condenou o pecado na carne, a fim de que as justas exigências da Lei fossem plenamente satisfeitas em nós, que não vivemos segundo a carne, mas segundo o Espírito.” (Romanos 8.3-4). A Lei deve ser cumprida na vida de todo crente que depende do poder do Espírito Santo. Em Romanos 7:12, Paulo diz que, “De fato a Lei é santa, e o mandamento é santo, justo e bom.” O problema da Lei não está nela, pois ela é santa, justa, boa e spiritual. O problema da Lei está nas pessoas. O problema da inabilidade da Lei em prover poder para a obediência é resolvido pela morte de Jesus Cristo e a vinda do Espírito Santo. Romanos 8:4 declara que Deus enviou seu filho para que, “as justas exigências da Lei fossem plenamente satisfeitas em nós, que não vivemos segundo a carne, mas segundo o Espírito.” O cumprimento da Lei não é uma idéia vazia ou meramente palavras. O cumprimento da Lei está na vida do crente e é demonstrado através de obediência a todos os Dez Mandamentos. O poder para esta obediência só vem àqueles que "andam segundo o Espírito” (Romanos 8:4). A salvação é pela graça de Deus em enviar seu Filho Jesus para morrer na cruz por nossos pecados. A salvação é nossa resposta de fé na pessoa e obra de Jesus na cruz. Genuíno amor e fé em Jesus produzem obediência porque aqueles que o amam guardaram seus mandamentos (João 14:15). Não somos salvos através da obediência a Lei. Porém, porque já somos salvos, nós desejamos ser obedientes a Lei de Deus. |