Estudos Explicativos
Abraão, Sara e Isaque Gênesis 15:5–6; 18:11–14a; 21:1–8 Entendendo e vivendo | Abraão, Sara e Isaque Gênesis 15:5–6; 18:11–14a; 21:1–8 Entendendo e vivendo |
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| Escrito por Scott Hausrath | |
| 19-Jul-2008 | |
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Explicação
Nesta semana, veremos como Deus selecionou alguns seres humanos específicos e, deles, começou a criar um grupo especial: a família da promessa. Nossas passagens bíblicas mostram que a promessa foi feita primeiramente a Abrão. Vemos, então, a reação de Abrão à promessa divina e notamos que ele e Sara tentaram cumpri-la com seus próprios métodos, com resultados completamente insatisfatórios. Finalmente, temos o prazer de ler sobre a realização, por Deus, de sua promessa. Gênesis 15 fala da promessa que Deus fez a Abrão. (Aqueles que procuram um nível mais profundo de compreensão devem também ler Gênesis 12; trecho no qual a promessa fora primeiramente revelada.) A promessa é composta de duas partes: 1) Deus prometeu que a prole de Abrão seria muito numerosa para ser contada; 2) Também prometeu dar a Abrão e a seus descendentes uma terra para habitar. Ou seja, prometia um povo e um lugar. Para aqueles que querem se aprofundar nesse estudo, Gênesis 15 é uma narrativa muito rica. Alguns comentadores vêem aí duas aparições de Deus a Abrão (vs. 1-6, 7-21). Se foram ou não duas aparições separadas, não sabemos ao certo. Contudo, parece que ele fez sua promessa a Abrão duas vezes. (Estava ele certificando-se de que Abrão compreendera inteiramente o prometido?) Ambos os eventos seguem um roteiro similar: uma declaração inaugural por Deus (vs. 1, 7), a resposta inicial de Abrão à declaração divina (vs. 2-3, 8) e, finalmente, a resposta de Deus a Abrão (vs. 4-5, 9-21). A circunstância que liga essas duas seções da narrativa é uma declaração, fundamental à nossa compreensão para definirmos a família da promessa: verso 6. Relaciona-se a atitude (confiança em Deus) à posição (retidão perante Deus). Durante milhares de anos, desde que a indicação foi gravada em Gênesis, essa idéia de justificação pela fé foi literalmente levada adiante em milhões de sermões, em lições da Bíblia, em cartas e em apresentações evangélicas. Por exemplo, o apóstolo Paulo - a quem alguns consideram o teólogo preeminente do Novo Testamento - baseou-se fortemente em Gênesis 15:6, ao fazer suas discussões sobre justificação pela graça através da fé (por exemplo, Romanos 4, Gálatas 3). Exploração Deus escolheu Abrão para ser o pai deste novo povo, desta família de promessa. A idéia de os israelitas como uma família da promessa é vista pelo menos de duas maneiras. Primeiramente, Deus prometeu a esse povo, começando com Abrão, que o abençoaria ao longo de suas gerações: fá-lo-ia uma grande nação e dar-lhe-ia sua própria terra. Segundo, foi somente pela promessa de um milagre divino que a família sobreviveu além de uma geração. Quando Deus escolheu e chamou Abrão (Gênesis 12), ele tinha 75 anos, e sua esposa, Sarai, aproximadamente 65. Naquela época, o Senhor prometeu transformar Abrão em uma grande nação. Entretanto, dez anos mais tarde (Gênesis 16), ele ainda não tinha prole alguma e via sua esposa, de 75 anos, muito idosa para lhe dar filhos. Conseqüentemente, fez sua própria tentativa de cumprir a promessa de Deus, dormindo com a empregada de Sarai, Hagar. (Discutiremos mais detalhadamente esse episódio na próxima semana.) Na época de Gênesis 17:15-22, quando Deus prometeu a Abraão (assumindo um novo nome) um filho vindo de sua esposa Sara (também adquirindo um outro nome), ele já completara 99 anos, e Sara, 89. É preciso, então, perguntar por qual motivo ele riu ao ouvir tal promessa? Seria literalmente um milagre se Sara concebesse e tivesse uma criança. Essa mesma reação de riso foi exibida por Sara quando também recebeu a promessa (18: 10-15). A maioria de nós recorda de Sara rindo da promessa de Deus, mas devemos pensar que tanto ela como Abraão tiveram a mesma reação. Nenhum deles creu que Deus lhes cumpriria a promessa. Como é maravilhoso ver, finalmente, em Gênesis 21:1- 8, a realização concreta da promessa de Deus a Abraão e a Sara quando do nascimento de Isaque! O riso do casal, carregado de frustração e de desespero, transforma-se em um sorriso pleno de alegria! Gênesis 21:1 claramente mostra que essa foi a realização da promessa divina, tornando possível o nascimento de Isaque. Isso releva para nós uma noção: a comunidade que está sendo trazida para a existência fora resultado direto do desejo e da ação de Deus. A família de promessa não foi uma criação de uma determinação humana. O novo povo de Deus foi resultado direto do trabalho criativo de Deus aqui na terra. Incentivo Eu fui um seguidor de Jesus Cristo por, aproximadamente, vinte e cinco anos. Tirando todos os outros membros de minha família, conheço apenas um outro cristão: minha irmã. Eu e ela oramos pelo restante de nossos familiares e tentamos ser pacientes, porque ainda não vimos um deles sequer ir a Jesus. Às vezes, em minha limitada sabedoria humana, não tenho esperança de salvação para minha família. Entretanto, preciso acreditar que será somente com os milagres de Deus que essas pessoas terão fé em Cristo. Afinal, os milagres divinos foram necessários para que eu acreditasse nele e, da mesma forma, minha irmã, oito anos mais tarde. Da mesma forma ocorre com o que é descrito nestas passagens de hoje, em Gênesis. Sara, com 90 anos, poderia conceber e dar à luz a Isaque, porque Deus realizava seus milagres usando-a. Isso foi o necessário para começar o desenvolvimento da família de Abraão: o toque direto de Deus em sua vida. O que é necessário para que meus familiares creiam verdadeiramente em Deus? O toque direto dele na vida deles. Torna-se urgente reservar um espaço para os milagres do Senhor em minha família. E traz esperança! Eu percebo, agora, que tenho duas famílias: a natural e a espiritual. Fui membro da natural desde meu nascimento físico, mas somente conheci a espiritual com meu nascimento espiritual. Há uma lacuna de vinte anos entre esses dois eventos. Minha esperança é que os membros de minha família natural igualmente se transformem em membros da espiritual. Entretanto, sou tentado a me afastar de minha família natural a fim de focar mais a espiritual. Não há algo errado em construir vínculos com meus irmãos de fé, mas eu também devo permanecer ligado à minha família natural. Afinal, foi minha interação com a minha irmã biológica que a levou a se transformar em irmã espiritual. Deus é aquele que a alcançou, mas me usou no processo. Como você está fazendo para trabalhar em seus relacionamentos familiares naturais a fim de construir vínculos nas famílias espirituais? Está aberto para que Deus trabalhe usando você? |
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Comentarios
comprimento os Irmãos com a Paz do Senhor,
Assisti à um programa da Assembleia de Deus no qual o Pastou pregou que Deus fez a promesa de um filho para Sara e não para Abraão, que para Abrão foi prometido uma grande nação. Na biblia fica claro que a promessa foi feita a Abraão, mas como o Pastor disse o contrário, gostaria de saber se a promessa foi feita a Abraão ou a Sara?
Aguardo retorno.
Att.,
Rose
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