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Abraão, Hagar, e Ismael - Gênesis 21:9-12 Entendendo e vivendo | Abraão, Hagar, e Ismael - Gênesis 21:9-12 Entendendo e vivendo |
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| Escrito por Scott Hausrath | |
| 26-Jul-2008 | |
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Explicação
A passagem das Escrituras desta semana trata da dissensão na família de Abraão. A leitura devocional, Gênesis 16, fornece o estudo adicional para a passagem discutida. Ela mostra que, mesmo antes do nascimento de Ismael, a ação de Abraão conduziu à dissensão. Gênesis 16:4 revela que, quando Hagar soube de sua gravidez com Abraão, ela começou a desprezar a esposa de Abraão, Sara. Isso levou Sara a maltratar Hagar e, então, Hagar fugiu de Sara. É interessante notar que Abraão não foi a única pessoa a receber uma promessa de Deus a respeito de seus descendentes. A própria Hagar recebera uma promessa parecida. Em Gênesis 16:9-12, lemos que Deus prometeu a ela muitos descendentes, e que eles seriam muito numerosos para se contar. Isso soa muito parecido com a promessa dada pelo Senhor a Abraão (Gênesis 15:1-5). Entretanto, a segunda parte da promessa de Deus a Hagar não era tão maravilhosa assim... Ismael teria uma personalidade divisória; as pessoas estariam contra ele, e ele viveria em hostilidade com os irmãos. Na passagem de hoje, vemos a dissensão começando a aparecer após o desmame de Isaque. Gênesis 21:8-11 diz que, quando Ismael tinha aproximadamente 17 anos e Isaque, 3, Ismael começou a zombar do irmão. A reação de Sara serviu, então, para promover a tensão dos relacionamentos. Ela chamou Ismael de “o filho dela” (referindo-se a Hagar) e chamou Isaque de “meu filho” (V. 10). Assim, ela iniciou uma enorme divisão entre os dois (e entre Hagar e ela mesma). A conseqüência fica evidente: muita dor pessoal a Abraão, pois ele considerava tanto Ismael como Isaque “seus” filhos (v. 11). O que vemos aqui é a criação de duas linhagens diferentes dentro da família de Abraão. Os descendentes de Isaque (vindos de Jacó) tornar-se-iam conhecidos como judeus; os descendentes de Ismael, como árabes. Durante toda a sua história, essas duas linhagens familiares foram opostas. Essa oposição é o legado infeliz da tentativa de Abraão de cumprir a promessa de Deus usando sua própria força. Exploração Conforme discutimos na semana passada, Deus escolheu seres humanos específicos e, a partir deles, começou a criar um grupo especial: a família da promessa. E escolheu Abraão para ser o pai desta família. Ele também deixou claro que essa linhagem familiar existiria a partir do filho de Abraão, Isaque (Gênesis 17:21; 21:12). Entretanto, o que Deus faria com o outro filho, Ismael? Afinal, este nasceu por causa de uma decisão errada por parte de Abraão e de Sara. Alguns até diriam que Ismael nasceu por causa do pecado de Abraão. Ele não era parte do plano original de Deus para este novo povo. Como teria sido fácil para o Senhor simplesmente apagar o erro de Abraão, deletando Ismael da história da humanidade! O Deus que nós conhecemos, entretanto, não trabalha dessa maneira. Em vez de alterar a História, ele trabalha com o seu decorrer. Assim, não baniu Ismael; ele abençoou-o. Gênesis 25:12-18 fornece a narrativa de Ismael e de seus descendentes. Vemos, então, que Deus cumpriu a promessa feita a Hagar de que seus descendentes seriam muito numerosos de contar (Gênesis 16:10; cf. Gênesis 21:13,18). Devemos notar que Deus permite que a história da humanidade continue apesar das escolhas erradas, e ele também autoriza que as conseqüências dessas escolhas erradas continuem. A oposição entre descendentes de Isaque e descendentes de Ismael é um grande exemplo disso. Até os dias de hoje, a grande inimizade entre judeus e árabes é evidentemente percebida em acontecimentos diários. Isso traz uma pergunta importante. É possível para não-judeus (gentios) receber algumas bênçãos que Deus deu aos judeus? Como cristãos, acreditamos que a resposta é um ressonante “sim!” A bênção mais profunda que um gentio pode receber de Deus é o relacionamento com ele. Se somos judeus ou gentios, esse relacionamento é obtido da mesma maneira: pela fé. Abraão, o pai dos judeus, foi considerado justo à vista de Deus por causa de sua fé no Senhor (Gênesis 15:6). Os gentios são também justificados perante Deus se têm fé em Jesus Cristo como seu salvador (Romanos 4:1-25). Incentivo Como Batistas do Sétimo Dia, nós também somos cientes de uma outra surpreendente bênção que Deus nos deu: o sábado. É uma vergonha que a maioria dos cristãos pareça ter perdido tal bênção! Em razão de terem se tornado legalistas (defendendo a salvação pelas obras), muitos perdem a bênção proveniente da lei. Certamente somos abençoados pela lei, porque nos mostra como Deus criou este mundo. O sábado, por exemplo, é uma faceta da composição temporal deste mundo, incluindo nossos próprios corpos. Alinhar nossa vida com a lei pode nos abençoar; fazendo assim, estamos alinhando nossa vida à realidade. Guardar o sábado é uma maneira de assegurar que estejamos usando nosso corpo da maneira como foram projetados para serem usados. Para ser claro, nós Batistas do Sétimo Dia não olhamos para a lei para nos salvar; afinal, somente Jesus Cristo pode salvar. Entretanto, olhamos para a lei para nos abençoar. Essa é uma liberdade nossa: a habilidade de receber a bênção da lei, porém de rejeitar sua maldição. Paulo usou a história de Abraão, de Isaque e de Ismael para discutir essa idéia com os cristãos, em Galácia, há mais de dois mil anos (Gálatas 4:21-31). Alguns povos, conhecidos como judaizantes, tentavam tirar a liberdade dos irmãos de Gálatas em Jesus Cristo. Diziam que os crentes, em Gálatas, seriam justos aos olhos de Deus somente se obedecessem à lei do Antigo Testamento, além de manterem a fé em Jesus. Paulo fortemente refutou seu ensinamento usando a ilustração de Ismael e de Isaque. Ismael nasceu de maneira ordinária, pelo ventre de Hagar. Isaque, entretanto, nasceu como resultado de uma promessa. Era somente por meio da promessa divina que o ventre de 90 anos de Sara poderia dar nascimento a um filho. Paulo disse que nós também, como Isaque, somos filhos nascidos de uma promessa. Tornamo-nos filhos de Deus não por cumprirmos as exigências da lei (da maneira comum); mas porque recebemos a promessa divina - a salvação pela fé em Jesus Cristo. Toda pessoa pode receber tal promessa. Mesmo um descendente de Ismael é qualificado para receber essa bênção. Recorde a afirmação de Deus de que sua linhagem familiar dar-se-ia a partir do filho de Abraão, Isaque. Pela fé em Jesus, alguém que não é descendente natural de Isaque pode se transformar em descendente de Isaque: um descendente nascido da promessa de Deus. |
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Comentarios
1º Não se tem relato histórico nenhum de graves conflitos entre árabes e judeus antes de 1948 (ano da criação do estado de Israel).
2º No tempo em que os árabes dominaram a Palestina (que foi nas cruzadas) os judeus foram defendidos pelos mesmos contra o invasor franco-cruzado
3º Mesma coisa aconteceu quando os Mouros (árabes) dominaram a península Ibérica.
4º Gostaria de deixar um link de um pequeno estudo feito por judeus a respeito da maneira como alguns Rabis ""interpretaram" as palavras sobre Ismail:
http://www.cjb.org.br/netsach/festas/rosh/ishmael.htm
Espero ter ajudado, ficaria muito feliz em saber a opinião de vocês sobre o que coloquei.
Fiquem na paz do Senhor
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