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A REFORMA DE JOSIAS - 2 Reis 22.8-10; 23.1-3, 21-23 - ENTENDENDO E VIVENDO | A REFORMA DE JOSIAS - 2 Reis 22.8-10; 23.1-3, 21-23 - ENTENDENDO E VIVENDO |
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| Escrito por Adriano Teixeira | |
| 17-Set-2007 | |
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Nick Kersten Uma última chance Mesmo após a destruição do Reino do Norte (Israel) pelos assírios, em 722 AC, o Reino do Sul (Judá) continuou existindo por mais cem anos. A história de Israel era consistentemente má, com rei após rei rejeitando a Deus e seguindo ídolos e seus próprios prazeres; inversamente, Judá teve um destino mais positivo. Embora certamente tenha havido reis no Sul que abandonaram a Deus, existiram também alguns que o adoraram com todo o coração. O último dos bons reis foi um homem chamado Josias. Ezequias, outro bom rei, teve um filho e um neto que não seguiram ao Senhor. Manassés, filho de Ezequias, foi especialmente mau, e tradicionalmente é tido como o responsável pela morte do profeta Isaías. Amom, que reinou após Manassés, era igualmente perverso, e foi assassinado por seus próprios oficiais. Logo após o motim que se seguiu, seu filho Josias foi nomeado rei (2 Reis 21.19-24). Aparentemente, a queda de Judá podia ser interrompida. Boas e más notícias Josias tornou-se rei aos oito anos de idade, logo após o assassinato de seu pai. Temos pouquíssimas informações sobre sua infância; porém, somos informados sobre sua obediência ao Senhor (2 Reis 22.2). Parece que havia pessoas a aconselhá-lo a seguir a Deus. Tais instruções, provavelmente, criaram raízes, pois descobrimos (nos versos 3-5) que Josias, entre 20 e 30 anos, ordenou o conserto do templo do Senhor. Durante a reforma, o Livro da Lei foi achado pelo Sumo Sacerdote, Hilquias, e entregue ao secretário do rei. Quando foi lido diante do rei, este rasgou suas vestes em sinal de pesar e, imediatamente, inquiriu ao Senhor, usando como veículo a profetisa Hulda. Ela confirmou que as notícias eram ruins e pronunciou que, apesar da seriedade de Josias, os pecados de Judá requereriam que o povo fosse destruído (versos 15-20). Josias já tinha suspeitado que isso poderia ocorrer e exclamou, como registrado no verso 13: “A ira do SENHOR contra nós deve ser grande, pois nossos antepassados não obedeceram às palavras deste livro, nem agiram de acordo com tudo o que nele está escrito a nosso respeito.” (NIV). As conseqüências da idolatria e da desobediência de centenas de anos não poderiam ser desfeitas apenas com a descoberta do livro. Portanto, o Reino de Judá estava sentenciado a ser destruído. A renovação em face da destruição Apesar das notícias medonhas dadas pela profetisa, Josias não se intimidou em seu propósito de fazer o povo do Senhor voltar-se para o único e verdadeiro Deus. Ele acabara de promover a leitura da lei diante de todo o povo, e as pessoas renovaram sua aliança com Deus, no templo em Jerusalém (2 Reis 23.1-4). Ao renovar a aliança, Josias afirmou que Deus é íntegro e justo; como rei, seguiria a Deus por toda a sua vida. Depois da renovação, o zelo de Josias em seguir a Deus levou-o a remover todo rastro de idolatria de Judá e de Israel. O rei entendeu o que os profetas tinham tentado ensinar aos dois reinos, desde o princípio: a idolatria traz separação e castigo de Deus. Então, removeu os santuários dos deuses estranhos em Judá e destruiu o santuário de Baal, Aserá e Moloque. Expulsou as prostitutas do templo, queimou os ídolos dos deuses estrangeiros e foi adiante, mandando “levar o poste sagrado do templo do SENHOR para o vale de Cedrom, fora de Jerusalém, para ser queimado e reduzido a cinzas, que foram espalhadas sobre os túmulos de um cemitério público” (23.6, NIV). Também limpou o templo do Senhor, retirando os ídolos estrangeiros que, gradualmente, tinham achado lugar por ali. Porém, o rei foi além disso! Descobrimos, em 23.16-20, que Josias foi para Israel, para fora do seu próprio país, e destruiu os altares de outros ídolos. Depois de destruir todo rastro da idolatria que tinha condenado primeiramente a Israel e, agora, a Judá, ele voltou para casa. Ordenou ao povo que celebrasse a Páscoa, a primeira comemoração festiva desde o tempo dos juízes. A renovação espiritual de Judá estava completa, apesar da destruição iminente. Josias tinha seguido o Senhor e limpado a si mesmo e ao povo dos pecados que estavam lhes arrastando para a destruição, durante anos! A renovação fez com que as pessoas voltassem à adoração do único Deus verdadeiro, depois de anos no pecado da idolatria. Idolatria diária Deus não tolera rivais; nunca tolerou, nem tolerará (Êxodo 20.4-6). Ele não deseja competir por nosso coração, e fará tudo para ter nossa atenção. Deus ocupará o primeiro lugar em nossa vida, e não ocupará outro! No caso do povo de Judá, depois de anos de pecado (o pecado era tão aceito culturalmente que parecia comum a eles), as pessoas encontraram a palavra de Deus e um bom rei para lhe empurrarem na direção certa. Até mesmo para o fiel, a perda dos ídolos domésticos e dos lugares altos na zona rural deve ter parecido um pouco demais. A ideologia dos habitantes do Reino do Sul por aquele tempo, provavelmente, era caracterizada por um conceito de Deus do tipo “Yahwéh e ...”. O povo de Judá, até mesmo os idólatras que, em última instância, condenaram o reino à destruição, ainda adorava a Deus. O problema não era o de não adorar ao Senhor; a questão era não adorar SOMENTE a ele. As casas típicas em Judá e em Israel, por centenas de anos, incluíram outros “deuses e deusas secundários” que competiam com a devoção a Deus. E ainda mais, os reis dos dois reinos ajudaram o povo a ir de mal a pior, encorajando essa idolatria sutil. Na verdade, essa adoração dividida (a Deus e a outros deuses) era uma tentativa de ser “mais abençoado”. Contudo, o Senhor não estava contente com tal prática...
Idolatria e renovação em nossos dias Em nossos dias, pensamos freqüentemente em idolatria como adorar falsos deuses em lugar do verdadeiro Deus. Essa não é, contudo, a melhor definição de idolatria. Todas as vezes que colocamos um altar que compete com Deus, até mesmo se continuamos o adorando, cometemos o pecado da idolatria. A devoção voltada totalmente para Deus é a única solução! Neste mundo, estamos todos cheiros de preocupações; se não cuidarmos, elas ameaçam consumir partes de nossa vida, nas quais somente Deus deveria estar. Nossa sobrevivência e nossos hábitos ameaçam freqüentemente interferir em nosso relacionamento com Deus. É nessas situações que temos que andar com firmeza na fé, como Josias. Precisamos nos comprometer com nosso único Senhor e lamentar por nossa própria natureza pecaminosa. Felizmente, nós temos acesso à graça de Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo. Embora todos possamos tropeçar e cair, temos acesso ao Espírito Santo renovador que sempre está disponível para aqueles que vêm humildemente buscar a restauração. |
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