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Início seta Vídeos seta Estudos explicativos para você entender seta A luz do amor - 1 João 2:7–11, 15–17 - Entendendo e vivendo
A luz do amor - 1 João 2:7–11, 15–17 - Entendendo e vivendo PDF Imprimir E-mail
Escrito por Steve Osborn   
05-Jan-2008

 “E saberão que somos cristãos pelo nosso amor.” Ao longo dos séculos, essa tem sido mais do que uma simples música para os cristãos. Transformou-se numa definição de fator da Igreja Cristã, um farol que atraiu muitas almas naufragadas à segurança do porto da salvação por meio de Jesus Cristo. Isso é o que Jesus predisse, em João 13:35: “Nisso todos conhecerão que sois meus discípulos se vos amardes uns aos outros.”
Infelizmente, com freqüência, a igreja tem sido muito mais caracterizada por sua falta de amor. Temos armazenado em nós mesmos rótulos como “opiniosos”, “hipócritas”, “intolerantes” e “mais santos que os outros”. Diz-se que a igreja é o único exército, na face da Terra, que atira nos seus próprios feridos. De qualquer maneira, não acho que era isso que Jesus tinha em mente!
Com certeza, algumas dessas caracterizações são injustificadas. Entretanto, devemos nos avaliar para termos certeza de que nem um simples pedaço da verdade suporta tais acusações. Quão longe tem a igreja desviado da instrução de Jesus? Para esse fim, podemos aplicar o “teste” de 1 João, capítulo 2; por ele, determinamos nossa consistência com a luz da revelação de Jesus quanto a como deveríamos viver. 

A primeira carta de João traz à igreja uma mensagem de confiança e de certeza na nossa salvação e na vida cristã. Ela é, nas palavras de John Stott, tanto pastoral quanto polêmica. Quanto ao aspecto pastoral, João mostra sua genuína preocupação com o bem-estar de seus leitores, admoestando-lhes as conseqüências bem reais do pecado, assim como lhes recorda da realidade do trabalho de Cristo em seu favor.
A carta é polêmica no que diz respeito, também, aos erros ensinados, nas igrejas da época, por homens a quem João chama de “falsos profetas” (4:1), de “enganadores” (2 João 7) e de “anticristos” (2:18). Tais erros eram tanto de natureza teológica quanto ética. Teologicamente, esses homens negavam a corporificação (que Jesus era, na verdade, Deus na carne), assim como rejeitavam haver qualquer efeito do pecado nos seus corpos ou em suas vidas.
No capítulo dois, João provê três testes para determinar a autenticidade de nossa fé nas doutrinas moral e social de Jesus Cristo. O teste moral avalia a nossa obediência. O social usa a medida do amor de Deus e o doutrinal mede nossas crenças. É para o segundo desses três testes que iremos direcionar nossa atenção, hoje.
O teste social
Algo antigo, algo novo
Uma das primeiras pontes a ser atravessada ao entender esta passagem é reconciliar os versículos 7 e 8. João parece estar falando como louco, aqui, quando diz que o mandamento dado é tanto antigo quanto novo ao mesmo tempo. Como isso poderia ser verdade?
Devemos, primeiramente, determinar qual mandamento ele prescrevia aqui. Embora não seja dito diretamente, mas podemos deduzir - pelo assunto dos versículos 9 e dos seguintes  - que falava do mandamento de amar aos outros. Esse era o “novo mandamento” articulado por Jesus, em João 13:34 – amemos uns aos outros. Ao mesmo tempo, é um “antigo” mandamento, que se encontra na exata raiz do ensinamento cristão. Isso não é um pensamento radical, uma nova moda para os cristãos. De fato, Jesus nomeou-o como o segundo mais importante de todos mandamentos de Deus, no Antigo Testamento – “Amai ao próximo como a ti mesmo.” Assim, o “antigo” torna-se novo em Jesus Cristo. Era um antigo mandamento com uma nova vida, fruto de uma aplicação renovada.
Imagine que sua família tenha uma tradição (por gerações) de ir a uma viagem de pescaria por três dias, durante um fim de semana. Agora, suponha que, nos últimos três anos, você fez sua viagem anual para a mesma pequena cabana, em algum lago no Canadá, a qual todos amam. Neste momento, você tem uma tradição que, na verdade, é uma nova aplicação da antiga.
Luz e escuridão
Um outro conceito importante para o entendimento desta passagem é o uso da analogia feita por João quanto à luz e à escuridão. Aquela pode representar revelação, assim como a vida sagrada; esta é o lado oposto – a ignorância, a falsidade e o pecado. Acredito que João usa ambas as analogias nesta carta. Ele fez objeção à falsa “iluminação” que seus oponentes – agnósticos ou seus precursores – estavam ensinando. Um outro aspecto importante a ter em mente a respeito da luz é que ela está sempre conectada a Deus, de alguma maneira, pois ele é a verdadeira luz.
Como o teste funciona
A intenção de João com este “Teste Social” (também o poderíamos chamar de ‘o teste do amor’) era dupla. Primeiramente, queria expor a falsidade do tipo de “luz” ensinada; isto é, a que Jesus não era realmente o Filho de Deus na carne, e a negação dos efeitos do pecado. Depois, João proveu para seus leitores um modo de se testarem a fim de analisarem se andavam verdadeiramente na luz.
O teste era bem simples. Tudo que tinham a fazer era pensar em seu comportamento e nas suas atitudes em relação aos outros – especialmente quanto aos outros crentes. Isso iria expor o verdadeiro estado dos seus corações. O ódio daria evidência de que a pessoa ainda andava na escuridão (v.9,11), independentemente de quão iluminada ela clamasse ser. De fato, João descreve-a como  uma espiritualmente cega (v. 11). 
Por outro lado, o amor genuíno pelos irmãos revelaria o coração de alguém que andava (ou habitava) na luz verdadeira do amor de Deus (v. 10). A linguagem usada aqui – “habitar (literalmente, ‘permanecer’) na luz”- traz à mente a instrução de Jesus de que devemos “habitar” nele, na videira verdadeira. Ela não fala de momentos desconexos e aleatórios para fazer a coisa certa, mas de um estilo de vida contínuo “na luz”.
Um teste adicional
Nos versículos 15 a 17, João levou a situação a um passo além e pediu aos leitores para avaliarem seus sentimentos em relação às coisas deste mundo. O mundo era (e é) equipado em direção à autogratificação: “...a luxúria da carne e a luxúria dos olhos e a jactância da vida” (v.16b). Tudo isso não vinha do Pai e era, assim, temporária. Aqueles que amavam tais mundanismos davam evidência de que tinham colocado sua esperança no foco errado, oposto àqueles que mostraram seu amor por Deus por meio da obediência. Estes iriam habitar nele para sempre.
Teste-se
Cada um de nós pode aplicar esses testes a si próprio para certificar-se de que está habitando na luz e no amor de Deus. Como anda meu amor pelos outros? Estou seguindo o exemplo de Cristo quanto a isso? Quais são minhas prioridades? Como mostro quais são essas prioridades? Quando tenho tempo livre, procuro meios de amar a mim mesmo ou de amar os outros? Isso dá evidência de onde meu coração realmente está – ou de onde quero estar? Lembre-se de que “onde estiver seu tesouro, ali também estará seu coração” (Lucas 12:34, NIV).

 

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