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Início seta Devocionais seta A ALIANÇA DE DEUS COM ISRAEL - Êxodo 19.1-6; 24.3-8 - ENTENDENDO E VIVENDO
A ALIANÇA DE DEUS COM ISRAEL - Êxodo 19.1-6; 24.3-8 - ENTENDENDO E VIVENDO PDF Imprimir E-mail
Escrito por Adriano Teixeira   
21-Jul-2007

 

Scott Hausrath

Explanação

Continuamos analisando o Antigo Testamento, num contexto de alianças. A passagem das Escrituras leva-nos à aliança de Deus com o povo de Israel, no Monte Sinai. Os versos de Êxodo 19 começam a contar a história sobre como a aliança foi dada ao povo. Já o capítulo 24 narra como se confirmou por Deus e por seu povo.

Os primeiros dois versos do capítulo 19 ajudam-nos a determinar o contexto histórico desses eventos. Três meses depois de o Senhor libertar seu povo do Egito, os israelitas não eram escravos de seus captores anteriores. Eles eram, agora, livres para escolherem seu próprio estilo de vida. Este era, então, um momento oportuno para Deus mostrar-lhes o estilo que desejava para eles. O leitor sábio perceberá que Deus conduzia seu povo às bênçãos e a uma intimidade com o criador. Também é possível ver esta aliança de Deus como o cumprimento da aliança do Senhor com Abraão.

As palavras de Deus, em Êxodo 19.3, servem como um preâmbulo para a aliança do Sinai. Deus estava chamando Moisés para a tarefa de comunicar sua aliança ao seu povo. O verso 4 contém as primeiras palavras que Moisés diria aos israelitas. Tais palavras divinas recordaram o povo da situação deles há tempos. Elas também desafiaram-no a se lembrar de como Deus tinha os libertado daquela terrível escravização, e de como lhe trouxera para estar com ele. O começo do verso 5 dispôs a demanda de Deus de completa obediência a ele para que a aliança fosse mantida. A conclusão desse trecho e o começo de verso 6 esboçam as bênçãos da aliança que os israelitas, se escolhessem obedecer, receberiam - seriam o povo especial de Deus. Finalmente, os versos 7 e 8 mostram que o povo, no Sinai, aceitou a aliança de Deus. Fez-se a promessa de obedecer ao Senhor, e Moisés comunicou isso a Deus.

Exploração

Vamos dar uma olhada mais detalhada nas bênçãos desta aliança, como listadas em Êxodo 19.5-6. Primeiramente, o verso 5 diz que, se os israelitas obedecessem fielmente a Deus, seriam sua propriedade peculiar. Deus acentuou a idéia de que havia muitas nações, dentre as quais poderia ter estendido esse favor, mas seu desejo era honrar apenas uma nação: Israel. O que o motivou a fazer isso? Por que escolheu Israel, excluindo todas as outras? Deuteronômio 7:7-9 ajuda-nos a entender a questão: "O SENHOR não se afeiçoou a vocês, nem os escolheu por serem mais numerosos do que os outros povos, pois vocês eram o menor de todos. Mas foi porque o SENHOR amou-os e por causa do juramento que fez aos seus antepassados. Por isso, tirou-os com mão poderosa e redimiu-os da terra da escravidão, do poder do faraó, rei do Egito. Saibam, portanto, que o SENHOR, o seu Deus, é Deus; ele é o Deus fiel, que mantém a aliança e a bondade por mil gerações daqueles que o amam e obedecem aos seus mandamentos." (NIV). Foi, portanto, o amor especial do Senhor por Israel que o levou a escolhê-los como sua possessão peculiar.

Acompanhando o fim do verso 5 e o 6, vemos um componente do propósito da escolha de Deus: "Embora toda a Terra seja minha, vocês serão para mim um reino de sacerdotes..." (NIV). Essa é a segunda faceta da bênção dessa aliança. Percebendo que um sacerdote serve como um ponto de conexão entre Deus e a humanidade, somos relembrados da aliança de Deus com Abraão: o povo escolhido de Deus tornar-se-ia uma bênção ao resto da população do mundo (Gênesis 12.3). Pelo povo de Israel, então, o Senhor alcançaria o restante da humanidade!

É fácil para nós, no século XXI, ver como isso foi realizado no primeiro século, por ação daquele israelita conhecido como Jesus Cristo. Esse aspecto da bênção dos israelitas, de ser um reino de sacerdotes, não apenas serviu à nação deles, como também a todas as outras do mundo.

O terceiro aspecto das bênçãos provenientes da aliança é visto no verso 6: os israelitas seriam para Deus uma nação santa. A promessa era que Israel seria colocada à parte das demais nações. Esse seria um desenvolvimento adicional da primeira bênção: Israel seria a possessão peculiar de Deus. O termo hebraico, traduzido por "propriedade peculiar" (v. 5), fala de um objeto que, diferente de uma propriedade real, pode ser movido de um lugar a outro. Por essa imagem, podemos entender melhor que Deus - de fato - coloca à parte os israelitas. De certo modo, ele estava "movendo" seu povo de uma localização regular para uma especial, santa. E podemos ver a nova localização como sendo uma mais próxima ao coração de Deus: estava, portanto, atraindo seu povo para si.

Encorajamento

Após a aliança ter sido dada ao povo de Deus, no Monte Sinai, ela foi confirmada por Deus e por seu povo. Como mencionado anteriormente, os versos de Êxodo 24 mostram como isso aconteceu. É interessante notar o papel do sangue nesse processo de confirmação. O sangue veio dos animais sacrificados no altar construído por Moisés, ao pé do Monte Sinai. Ele aspergiu metade do sangue ali, e a outra metade sobre o povo. Tem sido dito que essa divisão sanguínea sublinha dois aspectos. Primeiramente, o aspergido no altar era um sinal de que Deus aceitara a oferenda e, portanto, perdoara as transgressões dos israelitas. E, em segundo lugar, o respingado sobre o povo era um sinal do juramento de sangue que as pessoas estavam fazendo. Essa jura foi confirmada por eles, verbalmente, nos versos 3 a 7. Todavia, ser borrifado pelo sangue era uma confirmação mais visceral dessa promessa!

Isso constrói a noção da Ceia do Senhor para os cristãos. Normalmente, durante o ato da ceia, o ministro que está oficiando desafia-nos a reafirmar nosso próprio juramento a Deus, como mediado por nossa aceitação do sacrifício de Jesus por nós. Além disso, a cerimônia deveria nos recordar que Deus também aceitou completamente a Cristo como um sacrifício digno. Outro aspecto é este: nossa obediência a Deus, nossa habilidade para obedecer à sua lei, só é possível pelo sacrifício do seu filho por nós. É esse sacrifício que nos traz o perdão de nossos pecados e, então, liberta-nos da escravidão do pecado. É o sangue de Jesus Cristo que estabelece e mantém nossa aliança com Deus.

 

Comentarios  

 
0 #1 Raimundo Pereira Mar 24-01-2011 22:06
Gostaria de saber qual a diferença denominacional de Batista do setimo dia e adventista do setimo dia?
Gostei muito da mensagem aliança de Deus com Israel.
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