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A ALIANÇA DE DEUS COM DAVI - 2 Samuel 7.8-17 - ENTENDENDO E VIVENDO | A ALIANÇA DE DEUS COM DAVI - 2 Samuel 7.8-17 - ENTENDENDO E VIVENDO |
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| Escrito por Adriano Teixeira | |
| 26-Ago-2007 | |
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Matthew Berg Contexto Nosso texto está contextualizado na famosa história de Davi adorando, exuberantemente, ao Senhor sob os olhos atentos da esposa Mical (2 Samuel 6). 2 Samuel 7 é talvez o capítulo mais importante do material histórico que nos dá o autor no que temos agora como os livros de Samuel. Representa o coração do caráter de Deus como o doador da promessa de sustentar seu povo pela fidelidade à linhagem de Davi, que culmina dramaticamente em Jesus. O restante de 2 Samuel 7 fala sobre o desejo de Davi de construir o templo. O que é impressionante aqui é a importância da oração como fundamento de qualquer grande trabalho realizado para Deus. A oração de Davi é fundamental para a edificação do templo. Pano de fundo histórico Nós servimos a um Deus que interage com seu povo por meio de alianças. A aliança davídica é talvez a mais importante para os cristãos, pois ela representa a fidelidade de Deus com seu povo por meio do presente que nos deu: seu Filho, Jesus Cristo, vindo para restabelecer o relacionamento do homem com Deus. O Pai tem uma paixão ardente por seu povo, representada poderosamente no presente de Cristo - o Messias prometido. Os cristãos vêem essa aliança poderosamente cumprida. “Ele edificará uma casa ao meu nome, e eu estabelecerei para sempre o trono do seu reino” (7.13). 7.8-11 Deus como o responsável pelo povo Era comum, no Antigo Oriente, um rei reivindicar o patrocínio da deidade nacional. Hittite e documentos da Mesopotâmia deixam essa questão evidente. A deidade é reconhecida como tendo trazido o rei para o trono, dando-lhe a terra e estabelecendo sua monarquia. O deus protegia o rei, concedeu-lhe vitória sobre seus inimigos, estabeleceu a linha dinástica e determinou o destino real. Esse pano de fundo mostra que a ação do Senhor com seu povo não era desconhecida ou estranha. Nós servimos ao Deus da História que agiu dentro dela para cumprir seus propósitos. 7.14 Pai/filho – o relacionamento entre Deus e o rei A monarquia egípcia é particularmente forte neste ponto; assim, a regência de um faraó era vista como derivada do reino divino. Mais particularmente, fora concebido como o filho de Ra, o deus do sol. Na literatura de Ugaritic, Kenet, o rei de Khurbur, é identificado como filho de El, o deus principal do cananitas. 7.15 – Uma aliança de amor Hittite, Akkadian e Ugaritic são exemplos aramaicos a mostrarem que a ação positiva do suzerain para com seu vassalo é expressa com amor, generosidade, benevolência e resposta com obediência e lealdade. Nas cartas de Amarna (dos reis vassalos de Canaã para o regente egípcio deles), o “amor” é usado como caracterização de relações internacionais amigáveis e leais. Expressa as intenções do vassalo de ser leal e de honrar as condições do acordo tratado entre as partes. A Bíblia cita um exemplo claro disso, em 1 Reis 5.15. Há instâncias raras na literatura mesopotâmica nas quais um indivíduo é advertido a amar uma deidade; contudo, em geral, os deuses do Antigo Oriente não buscaram o amor dos seus adoradores, nem se relacionavam com eles por meio de alianças. Louvado seja o nosso Deus, a quem servimos - o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó -, e o seu Filho, Jesus, por meio de quem podemos entrar livremente em aliança com nosso criador pelo dom gratuito do sangue de Cristo vertido, na cruz, em nosso favor. Texto e aplicação No filme “As Crônicas de Nárnia”, inspirado na obra do teólogo C.S. Lewis, um dos personagens diz: “Há tantos quartos nesta casa...”. Isso me impressionou por causa da mesma linguagem usada em nossa passagem, na qual Davi essencialmente lamenta o fato de o Senhor não ter uma casa, e o rei morar numa com tantos quartos (2 Samuel 7.2). O Senhor diz, então, que ele não habitava em casas, mas em tendas e tabernáculos (2 Samuel 7.5-16). Davi ora depois de ter recebido a mensagem do profeta Natã (2 Samuel 7.18-29). O centro de nossa passagem envolve a fala de Deus para Natã. A verdadeira casa de Deus está numa promessa ao seu povo, na qual realmente haverá muitos quartos. E seus aposentos serão construídos sobre a sólida fundação da linhagem do rei Davi. Você, alguma vez, pensou em sua própria linhagem familiar como um presente e uma promessa do Senhor? Já refletiu sobre sua família ser uma parte da Casa de Deus? É impossível subestimar a importância de 2 Samuel 7, no contexto bíblico. “Este é um dos capítulos mais importantes de toda a Bíblia. Pode ser comparado à Magna Carta ou à Declaração de Independência; textos que inspiram uma nação inteira e geram uma identidade nacional.” (Arnold, pág. 472). A razão estabelece uma visão maior do plano de Deus para a humanidade, e não apenas para Israel. O Senhor pretende estar conosco e mora em nosso coração! É o Emanuel, o Deus conosco. Não está limitado a uma casa ou a um templo. Ele exige ocupar um lugar especial em nossa vida: o primeiro! Caminha sempre conosco, como com os israelitas na tenda de fogo. Regozije na promessa desse texto; é o fundamento para um relacionamento com seu criador. Procure lugares para os quais possa convidar Deus a fazer parte dos detalhes íntimos de sua vida. Afinal, é em sua vida que ele quer residir. Realmente, o Senhor deseja construir uma “casa”; mas ela é maior e com mais quartos do que podemos imaginar. Creio que, na segunda vinda de Cristo, Deus fará novos céus e nova terra (Apocalipse, capítulos 20 e 21) ; isso será o cumprimento de todas as promessas divinas. O mundo inteiro será a “casa” na qual Deus morará. Seu projeto é tanto grande quanto pessoal; assim, apenas o criador do universo poderá realizá-lo. |
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