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Entendendo e vivendo Justin Camenga O contexto de Jó O drama da história de Jó quase está no fim. Ele sofreu a perda de seus filhos, de sua riqueza e de sua saúde. À medida que ficava cada vez mais miserável, sua esposa desejava-lhe a morte, e seus amigos teorizavam sobre seu infortúnio estar ligado diretamente a algum pecado não confessado. Todavia, ele veemente negou isso. Jó amaldiçoava o dia de seu nascimento; desejando a morte. Pleiteou sua causa diante de Deus, e falou a seus amigos que eles eram confortadores miseráveis. Ao longo disso, o Senhor permaneceu em silêncio. Nós sabemos que Deus estava orgulhoso de Jó e de sua retidão, mas permitiu a Satanás que o tentasse, tirando todas suas possessões, exceto sua vida. Apenas podemos imaginar como seria diferente a reação de Jó se soubesse o “porquê” daquelas circunstâncias adversas... A teoria de Satanás era que, em se removendo as bênçãos que Jó recebia do Senhor, ele amaldiçoaria Deus. O Senhor usou o sofrimento de Jó para contestar as suposições de Satanás. A teoria do inimigo de nossas almas caiu por terra... Jó não sabia coisa alguma a respeito disso; no entanto, seu comentário, no capítulo 19, nos versos 23 a 26, é uma eloqüente declaração de sua fé em uma existência além da vida terrestre, na qual obteria justiça. Na passagem acima, Deus confronta Jó, acusando-o de falar sem conhecimento. Este reconhece judicial e definitivamente que “falou acerca de coisa que não entendia”. Em Jó 41.11, Deus pergunta retoricamente: “Quem primeiro me deu a mim, para que eu haja de retribuir-lhe?” A implicação disso é que toda a criação tem o propósito de trazer glória a Deus, incluindo os seres humanos – sem levar em conta qualquer perda pessoal, doação ou sacrifício. Jó glorificou a Deus quando ele, livremente (e sem conhecimento), demonstrou o erro das afirmações de Satanás, presumivelmente diante dos anjos, em um tribunal além de nossa imaginação. O contexto de Marcos .... continua LEIA MAIS
Deveria ser notado que a Nova Versão Internacional da Bíblia tem o seguinte comentário: Marcos 16.9, “Alguns manuscritos antigos não trazem os versículos 9-20 do Evangelho de Marcos.” Já a versão de Estudo da Nova Versão Internacional comenta: “Existe grande dúvida quanto a esses versículos pertencerem a Marcos. Estão ausentes em alguns manuscritos antigos importantes e demonstram certas peculiaridades de vocabulário, de estilo e de conteúdo teológicos diferentes do restante de Marcos. É provável que seu evangelho tenha terminado em 16.8, ou que seu desfecho original tenha se perdido.” Essa observação é especialmente pertinente aos cristãos sabatistas ao sugerirem que os versos 9 a 20 foram adicionados “posteriormente” à Escritura. Muitas versões bíblicas incluem tais versos em parênteses para indicar uma complexidade textual, ou fazem um comentário no rodapé. Os estudantes que leram todos eles perceberam os problemas adicionais que trazem à compreensão da inspiração bíblica. Deparei-me com isso quando estava no seminário, e fiquei perturbado. Consultei um professor; este me aconselhou a observar a ressurreição como relatada em Mateus, em Lucas e em João. Achei que cada narração era ligeiramente diferente. “Você se sentiria melhor se cada relato fosse exatamente o mesmo, palavra por palavra?”, perguntou-me. “Não.”, eu disse. “E por que não?”, ele questionou. “Porque eu suporia que eles tinham copiado de outra fonte, ou um do outro.” “Exatamente!”, ele me respondeu. “Cada pessoa registra o que vê, mas cada uma também se lembra de detalhes diferentes”. “Mas e sobre o problema de adições mais recentes?”, perguntei. “Que problema?”, disse ele, surpreso. “É um fato inegável que os últimos doze versos de Marcos 16 não estão nos manuscritos mais antigos; assim, a melhor explicação é que eles foram adicionados posteriormente. Também é óbvio, nos outros relatos da ressurreição, que há um acordo sobre o dia em que as pessoas descobriram que Jesus não estava mais na tumba. Entretanto, ninguém que foi até lá, naquele dia, poderia ter identificado, com certeza, quando ele partiu. Assim, qualquer pessoa que escreva depois não pode ter “melhor” conhecimento.“ Mas Marcos 16.9…”, eu comecei. “Aquele verso provavelmente é uma opinião e, muito provavelmente, era a opinião de muitos quando o verso foi escrito.” Porém, a afirmação, no verso 9, de que Jesus ressuscitou no domingo não tem evidência alguma que a apóie.” “Mas está na Bíblia; logo, deve ser verdade!”, exclamei. Ele olhou-me por um longo momento. Respondeu-me com grande paciência: “As afirmações de Satanás estão nas Escrituras, e não são verdades. As ameaças de Golias para Davi estão na Bíblia, mas não aconteceram. Em 1 Reis 22.6-12, aproximadamente, 400 falsos profetas falaram para Acabe e para Josafá que eles poderiam ganhar a batalha em Ramote-Gileade contra o rei de Síria. Só Micaías os contradisse. Eu estou convicto de que você sabe que era certo, mas as Escrituras lidam com vários versos nas artimanhas desses profetas mentirosos. A maioria dos versos, no livro de Jó, são discursos de homens que, posteriormente, Deus chama de palavras sem conhecimento. Pedro falou para o Senhor Jesus Cristo que jamais o negaria, até mesmo se isso o levasse à morte. Disse com convicção e com um intento firme; porém, suas ações fizeram de suas palavras uma mentira... A multidão que viu Jesus exorcizar um jovem possesso por demônios pensou que ele estava morto; no entanto, Jesus…” “Eu entendo”, interrompi-o, “Mas meu problema é com as adições posteriores à Bíblia.” Ele seguiu adiante. “Pense deste modo: por alguma razão, Deus considerou Marcos 16.9-20 importante e conservou a passagem, embora ficasse óbvio, algum dia, a estudiosos da Bíblia que foi um acréscimo posterior, e que continha a opinião sem assistência do autor.” “Com que propósito?”, questionei. Ele riu. “Para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a educação na justiça.”, respondeu-me e, estendendo a mão, despediu-se. Pano de fundo histórico Três Evangelhos registram a pergunta de Jesus aos seus discípulos: “Quem os homens dizem que eu sou?” (Mateus 16.13, Lucas 9.18, Marcos 8.27). Os discípulos responderam: “João Batista, Elias ou um dos profetas.” Isso indica haver uma convicção popular na ressurreição, e que muitos judeus dos tempos de Jesus esperavam que um dos antigos profetas reaparecesse como um ressurreto e poderoso líder, legislador e redentor. Muito antes, Jó expressou sua convicção na ressurreição ao desejar morrer, esperando no Sheol até a raiva de Deus passar e, então, “em sua carne ver a Deus”. Havia muita diversidade. Alguns fariseus ensinavam que a ressurreição estava limitada ao justo. Outros discutiram ser universal. Alguns judeus obtiveram emprestada a idéia grega de que toda a matéria era má; assim sendo, a ressurreição do íntegro seria apenas no espírito. Outras culturas criam em uma vida após a morte física, mas removida da terra. Os saduceus ensinavam não existir ressurreição, e alguns deles acreditavam que a alma morria junto com o corpo. Jesus ensinou que os mortos existem; para isso, usou a gramática das palavras de Deus a Moisés, no episódio da sarça ardente (Lucas 20.37, referindo-se a Êxodo 3.6). Deus falou: “Eu sou o Deus de teu pai… de Abraão, Isaque e Jacó.” Se tivesse dito “Eu fui o Deus de teu pai... Eu fui o Deus de Abraão, Isaque e Jacó”, indicaria que o pai de Moisés e de Abraão, de Isaque e de Jacó não mais existia. Jesus usou o tempo presente do verbo, em Êxodo 3.6, para concluir que “Deus não é Deus de mortos, e sim de vivos; porque para ele todos vivem.” (Lucas 20.38) Enfoque principal: Há esperança em Deus Em Lucas 24.21, um dos discípulos fala a um “estranho” enquanto caminhavam para Emaús: “Nós esperávamos que fosse ele quem havia de redimir Israel; mas, depois de tudo isso, é já este o terceiro dia desde que tais coisas sucederam.” A esperança colocada em Deus está segura, mas aquela investida em qualquer outro lugar perdera-se... Em 1 Tessalonicenses 4.13, a deliberação de Paulo é não lamentar como esses que não têm mais esperança. Esperar em Deus, então, é o melhor remédio para o pesar. Martinho Lutero expressa isso muito bem: “Se temos de perder os filhos, os bens, a mulher; embora a vida vá, por nós Jesus está, e dar-nos-á seu reino.” |